{"id":28,"date":"2020-03-25T15:17:34","date_gmt":"2020-03-25T18:17:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.musculoesqueleticousp.com.br\/pesquisas\/projetos-em-andamento\/"},"modified":"2024-08-29T08:49:54","modified_gmt":"2024-08-29T11:49:54","slug":"projetos-em-andamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.musculoesqueleticousp.com.br\/es\/pesquisas\/projetos-em-andamento\/","title":{"rendered":"Proyectos en marcha"},"content":{"rendered":"<div class=\"search-container\"><input class=\"on-page-search\" type=\"text\" placeholder=\"Buscar...\" \/><input id=\"do-search\" type=\"button\" value=\"Buscar\" \/><\/div>\n<div class=\"no-results-container\"><\/div>\n<div class=\"accordion\">\n<div class=\"mfn-acc accordion_wrapper \">\n<div class=\"question\">\n<div class=\"title\"><i class=\"icon-plus acc-icon-plus\"><\/i><i class=\"icon-minus acc-icon-minus\"><\/i>LINHA 1 \u2013 Modelos para an\u00e1lise de les\u00f5es do sistema nervoso<\/div>\n<div class=\"answer\" style=\"display: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: ALDERICO GIR\u00c3O CAMPOS DE BARROS\u00a0 (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Foga\u00e7a Cristante<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong>\u00a0 AVALIA\u00c7\u00c3O DO EFEITO DA ERITROPOETINA EM DIFERENTES DOSAGEM E ENERGIA NA LES\u00c3O MEDULAR EM RATOS<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O dano ocorrido durante o processo traum\u00e1tico de les\u00e3o \u00e0 medula espinal inclui mecanismos prim\u00e1rios e secund\u00e1rios(1,2). A les\u00e3o prim\u00e1ria consiste da interrup\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e estrutural aguda dos ax\u00f4nios e \u00e9 resultado de impacto sobre a medula espinal com consequente rompimento dos ax\u00f4nios e da microvasculariza\u00e7\u00e3o local, altera\u00e7\u00f5es eletrol\u00edticas e edema.\u00a0 A consequ\u00eancia do estresse mec\u00e2nico gerado pelo traumatismo inicial \u00e9 a morte celular de natureza necr\u00f3tica(3). Embora a les\u00e3o imediata n\u00e3o possa ser evitada, a les\u00e3o secund\u00e1ria, de car\u00e1ter apopt\u00f3tico(4), surgida no local da les\u00e3o e tecido adjacente pode responder ao tratamento farmacol\u00f3gico. Apesar, de at\u00e9 o momento, as op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas serem restritas e os resultados ainda incertos. O papel da eritropoietina como horm\u00f4nio na produ\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o de gl\u00f3bulos vermelhos j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecido na literatura h\u00e1 v\u00e1rios anos, por\u00e9m a descoberta de sua atua\u00e7\u00e3o como agente protetor nas les\u00f5es teciduais \u00e9 relativamente recente e ocorreu de maneira inesperada. RNAm de eritropoietina foi encontrado em c\u00e9lulas do c\u00e9rebro e estudos mostraram que esses aumentavam em situa\u00e7\u00f5es de hip\u00f3xia (5). Posteriormente, foi evidenciado que astr\u00f3citos e neur\u00f4nios poderiam expressar eritropoetina em seus receptores(6) e que esta possui efeito tr\u00f3fico em neur\u00f4nios colin\u00e9rgicos do sistema nervoso central (7). Classicicamente, a barreira hematoencef\u00e1lica \u00e9 imperme\u00e1vel \u00e0 passagem de mol\u00e9culas maiores, entretanto j\u00e1 foi mostrado que determinadas mol\u00e9culas maiores podem ser transportadas atrav\u00e9s do endot\u00e9lio capilar(8\u201310).\u00a0 Receptores para eritropoietina s\u00e3o expressos em neur\u00f4nios e oligodendr\u00f3citos da subst\u00e2ncia branca e cinzenta de ratos submetidos \u00e0 les\u00e3o da medula espinhal (11). Acredita-se, que o principal mecanismo de atua\u00e7\u00e3o da eritropoietina nas les\u00f5es da medula espinal seja a inibi\u00e7\u00e3o da apoptose nos tecidos adjacente \u00e0 \u00e1rea do trauma(12). Outros mecanismos envolvidos s\u00e3o: libera\u00e7\u00e3o de neurotransmissores(13,14); modula\u00e7\u00e3o do \u00f3xido n\u00edtrico o que proporciona manuten\u00e7\u00e3o da auto regula\u00e7\u00e3o vascular e\u00a0 previne a expans\u00e3o da \u00e1rea de penumbra por micro infartos secund\u00e1rios a vasoespamos(15); migra\u00e7\u00e3o e modula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco\u00a0 para reparo tecidual(16,17).\u00a0 A descoberta destas novas atribui\u00e7\u00f5es instigou pesquisas que buscassem espa\u00e7o para uso terap\u00eautico da eritropoietina em les\u00f5es do tecido nervoso. Partindo da premissa, baseada em estudos que mostram que a morte das c\u00e9lulas gliais e neur\u00f4nios da medula espinal ap\u00f3s les\u00f5es traum\u00e1ticas ocorre por mecanismo apopt\u00f3tico secund\u00e1rio, a inibi\u00e7\u00e3o deste processo proporcionaria\u00a0\u00a0 melhor recupera\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica(12,18\u201323).\u00a0 A eritropoietina recombinante humana \u00e9 um uma glicoprote\u00edna produzida por tecnologia de DNA recombinante e possui a mesma sequ\u00eancia de amino\u00e1cidos e fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. \u00c9 aproximadamente 80% hom\u00f3loga \u00e0 eritropoietina dos roedores se mostrou biologicamente ativa para fun\u00e7\u00f5es eritr\u00f3ides e neurotr\u00f3ficas(24,25). Isto permitiu a realiza\u00e7\u00e3o de ensaios experimentais envolvendo a a\u00e7\u00e3o da eritropoietina em les\u00f5es isqu\u00eamicas e traum\u00e1ticas da medula espinhal.\u00a0 Na grande maioria dos estudos, foi confirmado seu efeito neuroprotetor, sendo observado melhores resultados funcionais e histol\u00f3gicos nos animais submetidos ao tratamento com eritropoietina quando comparado a grupos controles com outras subst\u00e2ncias e solu\u00e7\u00e3o placebo(26\u201329). Sabe-se que sua curva dose-resposta de citoprote\u00e7\u00e3o apresenta padr\u00e3o semelhante \u00e0s citocinas em geral, indicando que muitas vezes, uma dose mais elevada, n\u00e3o resultar\u00e1 em efeito superior(15,21,30). No entanto, h\u00e1 ainda muitas vari\u00e1veis a serem avaliadas e perguntas a ser respondidas.\u00a0 \u00c9 necess\u00e1rio, investigar varia\u00e7\u00f5es como momento ideal para iniciar a\u00a0\u00a0 administra\u00e7\u00e3o, dose adequada, dura\u00e7\u00e3o do tratamento, energia do trauma sofrido, dentre outras.<\/li>\n<li><strong>Discente: ALEX FRANCO DE CARVALHO (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Teng Hsiang Wei<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO ANAT\u00d4MICO DA POSSIBILIDADE DE TRANSFER\u00caNCIA DO M\u00daSCULO GRACILIS FUNCIONAL LIVRE INERVADO PELOS RAMOS DO M\u00daSCULO PEITORAL CONTRALATERAL SEM INTERPOSI\u00c7\u00c3O DE ENXERTO NAS LES\u00d5ES TOTAIS DO PLEXO BRAQUIAL<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A. Determinar a extens\u00e3o m\u00e1xima do nervo obturat\u00f3rio que se pode retirar cirurgicamente com o retalho funcional do m\u00fasculo gr\u00e1cil sem sacrificar a inerva\u00e7\u00e3o de outros m\u00fasculos. B. Determinar vasos receptores confi\u00e1veis na parede tor\u00e1cica para anastomosar o m\u00fasculo gr\u00e1cil e, ao mesmo tempo permitir uma neurorrafia aos ramos motores do m\u00fasculo peitoral contralateral. C. Determinar o comprimento m\u00e1ximo dos nervos peitorais que podem ser obtidos com a dissec\u00e7\u00e3o deles desde a origem at\u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 entrada no m\u00fasculo peitoral maior e menor, bem como o di\u00e2metro obtido a esse n\u00edvel. D.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Determinar o ponto de inser\u00e7\u00e3o ideal na clav\u00edcula, que permita anastomoses vasculares dos ped\u00edculo vascular do m\u00fasculo gracilis com os vasos tor\u00e1cicos internos e neurorrafia do ramo motor desse m\u00fasculo aos ramos do m\u00fasculo peitoral. Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: Cad\u00e1veres sem evid\u00eancia de doen\u00e7a infecciosa, com integridade anat\u00f4mica dos s\u00edtios envolvidos no estudo.<\/li>\n<li><strong>Discente: BRIAN GUILHERME MONTEIRO MARTA COIMBRA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Foga\u00e7a Cristante<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> TERAPIA EXPERIMENTAL COM C\u00c9LULAS-TRONCO MULTIPOTENTES DA MUCOSA OLFAT\u00d3RIA DE RATOS ADULTOS EM MODELO DE LES\u00c3O MEDULAR AGUDA<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A les\u00e3o traum\u00e1tica da medula espinhal apresenta incid\u00eancia crescente e com massivo impacto na vida de seus portadores. Indiv\u00edduo e sociedade arcam com elevados custos socioecon\u00f4micos e psicol\u00f3gicos. O tratamento atual dispon\u00edvel oferece pouco efeito na regenera\u00e7\u00e3o dos danos provocados. Na academia, a busca pela solu\u00e7\u00e3o do problema \u00e9 uma constante. Cada vez mais, torna-se claro que n\u00e3o haver\u00e1 uma \u00fanica terapia que, sozinha, consiga reparar a condu\u00e7\u00e3o nervosa na medula espinhal. As terapias multi-target (que t\u00eam atua\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias frentes na fisiopatologia da doen\u00e7a) surgem como as mais promissoras no progn\u00f3stico dessa patologia, e o estudo em laborat\u00f3rio segue sendo de grande import\u00e2ncia para novas descobertas neste campo de pesquisa. O laborat\u00f3rio de estudos do trauma raquimedular da Universidade de S\u00e3o Paulo possui recursos e expertise para se trabalhar com alta confian\u00e7a na reprodutibilidade dos projetos de les\u00e3o experimental em ratos, como ratificam pesquisas dos \u00faltimos quinze anos. No presente trabalho, utilizaremos um modelo experimental consagrado de les\u00e3o traum\u00e1tica aguda em ratos e estudaremos a regenera\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e funcional do sistema nervoso central ap\u00f3s transplante de c\u00e9lulas multipotentes da bainha olfat\u00f3ria e ectomesenquimais da mucosa olfat\u00f3ria de ratos adultos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: CRISTINA SCHMITT CAVALHEIRO (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Teng Hsiang Wei<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO AN\u00c1TOMO-CL\u00cdNICO DA TRANSFER\u00caNCIA DOS RAMOS MOTORES DO NERVO MEDIANO PARA O M\u00daSCULO FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS E PALMAR LONGO AOS RAMOS MOTORES DO NERVO RADIAL PARA O M\u00daSCULO EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO E NERVO INTER\u00d3SSEO POSTERIOR.<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O objetivo deste estudo \u00e9 determinar se os ramos do nervo mediano destinados ao m\u00fasculo flexor superficial dos dedos e palmar longo poderiam ser transferidos aos ramos do nervo radial destinados ao m\u00fasculo extensor radial curto do carpo e nervo inter\u00f3sseo posterior.<\/li>\n<li><strong>Discente: ERICK YOSHIO WATAYA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Marcelo Rosa Rezende<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>COMPARA\u00c7\u00c3O DE M\u00c9TODOS DE PROCESSAMENTO DE ALOENXERTOS DE NERVO ACELULARES EM HUMANO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Les\u00f5es de nervos perif\u00e9ricos s\u00e3o les\u00f5es comuns, que podem levar a importante grau de sequelas motoras e sensitivas, gerando elevado \u00edndice de incapacidades. Ap\u00f3s uma les\u00e3o de nervo, o tratamento ideal, se poss\u00edvel, \u00e9 estabelecer uma neurorrafia prim\u00e1ria e sem tens\u00e3o, sobre um leito vascularizado e vi\u00e1vel (De Ruiter et al. 2009). Na impossibilidade de uma sutura prim\u00e1ria, como ocorre em casos de les\u00f5es complexas, com dist\u00e2ncia entre os cotos, ou quando h\u00e1 perda segmentar, existem algumas alternativas, como: uso de autoenxertos, uso de condu\u00edtes neurais, neurotiza\u00e7\u00f5es e, mais recentemente, o uso de aloenxertos. Atualmente o uso de autoenxertos \u00e9 o tratamento mais comumente usado (Lemos et al., 2008) e o padr\u00e3o ouro para reconstru\u00e7\u00e3o de um nervo lesionado com dist\u00e2ncia entre os cotos (Hall S, 2005). Esta t\u00e9cnica se baseia na ressec\u00e7\u00e3o de um segmento de nervo do pr\u00f3prio indiv\u00edduo e posterior interposi\u00e7\u00e3o deste no espa\u00e7o entre os cotos do nervo lesionado, de forma que n\u00e3o haja tens\u00e3o na sutura (Tersis J et al., 1975). Por\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 isenta de riscos, principalmente para a \u00e1rea doadora, como denerva\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de neuroma, dor cr\u00f4nica e infec\u00e7\u00e3o, por exemplo (Staniforth e Fisher, 1978; Rappaport et al., 1993; Lemos et al., 2008). Os s\u00edtios doadores mais comuns s\u00e3o o nervo sural, o nervo cut\u00e2neo medial do antebra\u00e7o, o nervo cut\u00e2neo antero lateral do antebra\u00e7o, entre outros (Jewett e McCarroll, 1980). Por\u00e9m, al\u00e9m dos riscos para \u00e1rea doadora, o calibre dos enxertos pode ser discrepante em rela\u00e7\u00e3o ao di\u00e2metro e ao comprimento do nervo receptor (Palhares et al., 2009), sendo necess\u00e1rio abordagem de mais de um s\u00edtio doador, aumentando a morbidade; ou ainda, a realiza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero de suturas fasciculares maior, o que aumenta o processo inflamat\u00f3rio local (IJpma et al., 2006). Al\u00e9m disso, autoenxertos sensitivos n\u00e3o s\u00e3o ideais para reconstru\u00e7\u00e3o de nervos puramente motores (Hall S, 2005; Nichols CM, 2004). O uso de enxertos aut\u00f3logos vascularizados tamb\u00e9m seria uma op\u00e7\u00e3o, com taxas de regenera\u00e7\u00e3o nervosa superior ao n\u00e3o vascularizado em ratos (Mattar J\u00fanior R et al., 1992); por\u00e9m apresentam os mesmos riscos descritos para o autoenxerto n\u00e3o vascularizado. Diante destas limita\u00e7\u00f5es para o uso de enxerto aut\u00f3logo, houve necessidade de encontrar novas op\u00e7\u00f5es de tratamento. Para defeitos pequenos, em geral at\u00e9 4 cent\u00edmetros, uma possibilidade terap\u00eautica \u00e9 o uso de condu\u00edtes neurais sint\u00e9ticos ou enxerto venoso aut\u00f3logo. Os condu\u00edtes sint\u00e9ticos possuem o formato de tubo e s\u00e3o derivados geralmente de silicone e polissacar\u00eddeos, biodegrad\u00e1veis ou n\u00e3o, e, assim como o neuro tubo de enxerto venoso, podem servir de guia para a regenera\u00e7\u00e3o axonal (De Ruiter et al., 2009), criando um microambiente para o crescimento dos ax\u00f4nios, o que pode gerar bons resultados funcionais (Chiono et al., 2009; Lundborg G et al., 1997). Por\u00e9m, os condu\u00edtes n\u00e3o possuem conte\u00fado estrutural e arquitetura celular, o que limita sua utiliza\u00e7\u00e3o para defeitos maiores, al\u00e9m de levar a uma recupera\u00e7\u00e3o funcional limitada em rela\u00e7\u00e3o ao uso de autoenxertos (Daly W. et al., 2011; De Ruiter et al. 2009).<\/li>\n<li><strong>Discente: FERNANDO BARBOSA SANCHEZ (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Foga\u00e7a Cristante<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DA APLICA\u00c7\u00c3O DE C\u00c9LULAS TRONCO OBTIDAS DE CORD\u00c3O UMBILICAL NA LES\u00c3O DA MEDULA ESPINHAL EM CAMUNDONGOS, A CADA 72 HORAS DO TRAUMA RAQUIMEDULAR<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong>\u00a0 A les\u00e3o da medula espinhal \u00e9 um dos grandes desafios da medicina pois os tratamentos para essa patologia ainda n\u00e3o s\u00e3o satisfat\u00f3rios. Pacientes v\u00edtimas de tais les\u00f5es geram custos altos para a sociedade, tanto no tratamento na fase aguda quanto para sua integra\u00e7\u00e3o a sociedade ap\u00f3s a les\u00e3o. Ainda n\u00e3o encontramos na literatura uma linha de tratamento que apresente resultados expressivos para o tratamento da les\u00e3o da medula espinhal. Diversas interven\u00e7\u00f5es e modelos animais foram exaustivamente estudados, sendo a pesquisa em laborat\u00f3rio ainda a base para o estudo dessa patologia. Para que isso seja fact\u00edvel \u00e9 necess\u00e1rio um protocolo que reproduza de forma padronizada a les\u00e3o da medula espinhal. O modelo MASCIS Impactor, desenvolvido na Universidade de Nova York (NYU) em 1992, foi utilizado amplamente no laborat\u00f3rio de estudos do trauma raquimedular da Universidade de S\u00e3o Paulo com ratos tipo listar e representou alta confian\u00e7a na reprodutibilidade dos projetos de pesquisas realizados nos \u00faltimos 15 anos.<\/li>\n<li><strong>Discente: GUSTAVO BERSANI SILVA (DO)<br \/>\n<span style=\"color: #ff6600;\"><strong>PDSE<\/strong> \u2013 Temerty Faculty of Medicine, University of Toronto<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ff6600;\"><strong>Per\u00edodo<\/strong> \u2013 setembro\/2022 a fevereiro\/2023<\/span><br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Teng Hsiang Wei<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO COMPARATIVO DAS DIVERSAS NEUROTIZA\u00c7\u00d5ES PARA TRANSFR\u00caNCIA MUSCULAR LIVRE DO GR\u00c1CIL PARA FLEX\u00c3O DO COTOVELO EM PACIENTES COM LES\u00c3O DO PLEXO BRAQUIAL P\u00d3S-TRAUM\u00c1TICA<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Objetivo: O objetivo \u00e9 comparar os resultados das neurotiza\u00e7\u00f5es dos nervos acess\u00f3rio, mediano, ulnar e intercostais realizadas nas transfer\u00eancias musculares livres do m\u00fasculo gr\u00e1cil para restaura\u00e7\u00e3o da flex\u00e3o do cotovelo em pacientes com paralisia de plexo braquial p\u00f3s-traum\u00e1tica. Trata-se de um estudo restrospectivo de revis\u00e3o de prontu\u00e1rios, comparativo das diversas neurotiza\u00e7\u00f5es para transfer\u00eancia muscular livre do gr\u00e1cil para flex\u00e3o do cotovelo em pacientes com les\u00e3o do plexo braquial p\u00f3s-traum\u00e1tica.<\/li>\n<li><strong>Discente: JOS\u00c9 RENATO NEGR\u00c3O (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Olavo Pires de Camargo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO ANAT\u00d4MICO DA INSER\u00c7\u00c3O DO TEND\u00c3O DO TR\u00cdCEPS BRAQUIAL NO OL\u00c9CRANO PELA RESSON\u00c2NCIA MAGN\u00c9TICA<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O m\u00fasculo tr\u00edceps braquial \u00e9 o principal m\u00fasculo da por\u00e7\u00e3o posterior do bra\u00e7o, preenchendo a maior parte do compartimento extensor. Na por\u00e7\u00e3o proximal \u00e9 composto por tr\u00eas ventre musculares. Cada ventre muscular possui uma cabe\u00e7a longa, curta e medial, derivando sua denomina\u00e7\u00e3o. Sua inser\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do ol\u00e9crano ainda \u00e9 controversa, portanto \u00e9 de interesse em ampliar a aten\u00e7\u00e3o da literatura ortop\u00e9dica. O conhecimento pormenorizado e detalhado dessa inser\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para orienta\u00e7\u00e3o nos reparos cir\u00fargicos (1,2). O m\u00fasculo tr\u00edceps braquial (TB) \u00e9 composto por tr\u00eas ventres musculares. Cada ventre muscular possui uma regi\u00e3o distal chamada de cabe\u00e7a. Tem a caracter\u00edstica de demonstrar sendo apenas um tend\u00e3o se inserindo na regi\u00e3o do ol\u00e9crano (1,2). A cabe\u00e7a longa do tr\u00edceps se origina de um tend\u00e3o achatado a partir do tub\u00e9rculo infraglenoidal da esc\u00e1pula, fundindo-se acima com a c\u00e1psula articular do ombro. Suas fibras musculares descem medialmente para a cabe\u00e7a curta e superficialmente \u00e0 cabe\u00e7a medial, unindo-se a elas para formar um tend\u00e3o comum (1,2,3). A cabe\u00e7a curta do tr\u00edceps se origina de um tend\u00e3o achatado a partir de uma crista estreita, linear e obl\u00edqua, na superf\u00edcie posterior da di\u00e1fise do \u00famero e do septo intermuscular lateral, convergindo para o tend\u00e3o comum. A cabe\u00e7a medial, por sua vez, \u00e9 superposta posteriormente pelas cabe\u00e7as curta e longa, possuindo uma origem particularmente extensa na face posterior da di\u00e1fise do \u00famero abaixo do sulco radial, no plano a partir da inser\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo redondo maior, at\u00e9 cerca de 2,5 cm da tr\u00f3clea. Algumas fibras musculares chegam diretamente ao ol\u00e9crano, outras convergem para o tend\u00e3o comum (3). A innser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial (TTB) tem in\u00edcio no ter\u00e7o m\u00e9dio do m\u00fasculo, possuindo duas l\u00e2minas, uma superficial e outra em sua maior profundidade. Depois da converg\u00eancia das fibras musculares, estas duas l\u00e2minas unem-se acima do cotovelo e a maior parte delas ir\u00e1 se inserir na face superior do ol\u00e9crano (3). Na face lateral, algumas fibras continuam para baixo sobre o m\u00fasculo anc\u00f4neo para se fundir com a f\u00e1scia ante braquial. O anc\u00f4neo, um m\u00fasculo de formato triangular na regi\u00e3o distal e posterior do bra\u00e7o, ou cotovelo, permito e d\u00e1 suporte para a c\u00e1psula dorsal (3). A caracteriza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica da inser\u00e7\u00e3o do TTB no ol\u00e9crano \u00e9 muito importante na abordagem cl\u00ednica e cir\u00fargica no tratamento de fraturas e patologias degenerativas do cotovelo e no reparo do pr\u00f3prio tend\u00e3o (4,5,6)<br \/>\n(abordagem cl\u00ednica e cir\u00fargica das altera\u00e7\u00f5es do cotovelo e no reparo do pr\u00f3prio tend\u00e3o (4, 5, 6,7, 8). H\u00e1 na literatura uma controv\u00e9rsia em rela\u00e7\u00e3o a inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial, ou seja, alguns estudos acreditam que o tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial apresenta uma \u00fanica inser\u00e7\u00e3o no ol\u00e9crano e outros estudos acreditam que o tr\u00edceps apresenta duas inser\u00e7\u00f5es distintas (8,9). Estudo da inser\u00e7\u00e3o do TTB em cad\u00e1veres correlacionou a dissec\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica ao estudo histol\u00f3gico, relatando haver duas inser\u00e7\u00f5es \u00e0 dissec\u00e7\u00e3o e apenas uma \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica (10). Outros estudos sobre a inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial foram realizados em cad\u00e1veres, sequencialmente, utilizando as imagens obtidas por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (RM). O primeiro correlacionou a an\u00e1lise histol\u00f3gica \u00e0s imagens obtidas por RM, demonstrando que embora a inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial apresentasse aspecto bipartido \u00e0 RM, a avalia\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica evidenciou, mais uma vez, ser esta inser\u00e7\u00e3o \u00fanica (9).\u00a0 Um segundo estudo correlacionou as imagens de RM aos achados anat\u00f4micos, macrosc\u00f3picos e histol\u00f3gicos (10,11). O conhecimento anat\u00f4mico e detalhado do m\u00fasculo tr\u00edceps braquial, de suas particularidades anat\u00f4micas e de sua inser\u00e7\u00e3o no ol\u00e9crano pelo m\u00e9dico cirurgi\u00e3o ortop\u00e9dico \u00e9 muito importante na avalia\u00e7\u00e3o das roturas tend\u00edneas a fim de evitar que um desses tend\u00f5es sejam reconstru\u00eddos de forma a n\u00e3o cooperar com a movimenta\u00e7\u00e3o normal (din\u00e2mica) do bra\u00e7o (11,12, 13, 14). Na verdade, a regi\u00e3o de inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial vem sendo estudada, com mais \u00eanfase pois este \u00e9 o local mais comum de les\u00f5es dos tend\u00f5es (15). Dois m\u00e9todos s\u00e3o ferramentas importantes para estudo e avalia\u00e7\u00e3o do TB, s\u00e3o elas a ultrassonografia (US) e a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica (RM). A ultrassonografia (US) \u00e9 uma excelente modalidade de imagem para avalia\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o do cotovelo e doen\u00e7as dos tecidos moles. O uso de transdutores lineares de alta frequ\u00eancia, junto com a localiza\u00e7\u00e3o superficial do cotovelo resulta em excelente resolu\u00e7\u00e3o de imagem. A US \u00e9 vantajosa em termos de tempo, custo-benef\u00edcio, acessibilidade e conforto do paciente e pode ser uma alternativa para pacientes claustrof\u00f3bicos ou com contraindica\u00e7\u00e3o \u00e0 resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (RM).\u00a0 Embora a depend\u00eancia do operador \u00e9 uma curva de aprendizado acentuada, ela pode limitar o uso da US.\u00a0 As vantagens s\u00e3o muitas e assim pode passar a ser cada vez mais usada como alternativa em rela\u00e7\u00e3o a RM (12,16). A Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica (RM) \u00e9 considerada um dos principais m\u00e9todos de an\u00e1lise dos tend\u00f5es do TB no ol\u00e9crano, por apresentar, como principais vantagens, uma modalidade n\u00e3o invasiva, de alta resolu\u00e7\u00e3o de contraste e sem o emprego de radia\u00e7\u00e3o ionizante.\u00a0 A anatomia normal e alguns aspectos, principalmente em casos de roturas tend\u00edneas totais ou parciais, podem ser estudados com riqueza de detalhes. A avalia\u00e7\u00e3o por RM \u00e9 muito importante e vem crescendo muito na pr\u00e1tica cl\u00ednica devida sua contribui\u00e7\u00e3o para o diagn\u00f3stico pr\u00e9-operat\u00f3rio e para planejamento cir\u00fargico (10,11, 12,16,17). Assim, o objetivo principal deste estudo \u00e9 demonstrar atrav\u00e9s da RM, como efetivamente ocorre a inser\u00e7\u00e3o distal do m\u00fasculo tr\u00edceps braquial na regi\u00e3o do ol\u00e9crano, com a finalidade de auxiliar o m\u00e9dico ortopedista nas reconstru\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas tend\u00edneas.<\/li>\n<li><strong>Discente: RAFAEL RITTER (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Foga\u00e7a Cristante<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto<\/strong>: AVALIA\u00c7\u00c3O DO EFEITO DO GM1 ASSOCIADA A COLA DE FIBRINA NA LES\u00c3O MEDULAR AGUDA EM RATOS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A les\u00e3o da medula espinhal, com incid\u00eancia estimada em at\u00e9 25,5 les\u00f5es por milh\u00e3o por ano em pa\u00edses em desenvolvimento (1), constitui um dano catastr\u00f3fico para pacientes acometidos.\u00a0 A les\u00e3o medular ainda \u00e9 um desafio para medicina humana e veterin\u00e1ria (Singh et al. 2008). Ap\u00f3s o trauma, a regenera\u00e7\u00e3o axonal \u00e9 comprometida por fatores inibit\u00f3rios in situ e perda de ax\u00f4nios maduros. Com a incapacidade de ax\u00f4nios transporem a barreira dos fatores inibit\u00f3rios, h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de cicatriz glial p\u00f3s-traum\u00e1tica (Beattie et al. 2000) (Fitch et al. 1999)(22-25). Por outro lado, h\u00e1 evid\u00eancias de que ax\u00f4nios sadios atravessam o foco lesional e se estendem em sentido distal em \u00e1reas sem cicatriz (Zhou et al. 2019). Observa-se, assim, que a preserva\u00e7\u00e3o de mesmo uma limitada quantidade de tecido neural vi\u00e1vel aumenta a probabilidade de melhora funcional (Davies et al. 1997) (Blight 1983)(26-28). Estudos para o entendimento e tratamento da les\u00e3o medular datam de mais de cem anos (Blight 1983)(2). Pesquisas com objetivos terap\u00eauticos para casos de les\u00e3o medular, t\u00eam se concentrado em reduzir a les\u00e3o secund\u00e1ria e promover a regenera\u00e7\u00e3o axonal (Martins et al. 2005). Para a defini\u00e7\u00e3o de um modelo experimental reprodut\u00edvel de les\u00e3o medular, h\u00e1 diferentes esp\u00e9cies de instrumentos de impacto sobre o tecido. Entre eles, Basso e cols. (2018)) padronizaram condi\u00e7\u00f5es para o emprego de um aparelho que causa les\u00e3o medular traum\u00e1tica (New York Impactor-NYU), abrindo um novo horizonte para pesquisas nesse campo. Aplicaram ainda uma escala para avalia\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica de ratos, a escala BBB (Basso\u2013Beattie\u2013Bresnahan,1988), para utiliza\u00e7\u00e3o junto ao NYU (3,4). Estudos realizados a partir de les\u00e3o medular programada em modelos animais, t\u00eam sugerido que algumas drogas como monossialoganglios\u00eddeo (GM-1) possuem efeitos neuroprotetores e neurotr\u00f3ficos, quando administrados imediatamente ap\u00f3s a les\u00e3o por via sist\u00eamica. O objetivo deste trabalho \u00e9 estudar esses poss\u00edveis efeitos do GM 1, aplicados no foco da les\u00e3o associado \u2018a cola de fibrina, utilizando modelo de les\u00e3o medular aguda em ratos, MASCIS Impactor.<\/li>\n<li><strong>Discente: RICARDO TEIXEIRA E SILVA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Foga\u00e7a Cristante<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>EFEITO DO RILUZOLE E DA MINOCICLINA INDIVIDUALMENTE E ASSOCIADOS NA LES\u00c3O MEDULAR AGUDA EXPERIMENTAL EM RATOS\u00b4<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Objetivo: O objetivo principal deste projeto \u00e9 avaliar a a\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas tronco oriundas do sangue de cord\u00e3o umbilical, na les\u00e3o medular em camundongos. A les\u00e3o da medula espinhal \u00e9 um dos grandes desafios da medicina pois os tratamentos para essa patologia ainda n\u00e3o s\u00e3o satisfat\u00f3rios. Pacientes v\u00edtimas de tais les\u00f5es fazem custos altos para a sociedade, tanto para no seu tratamento na fase aguda quanto para sua integra\u00e7\u00e3o na sociedade ap\u00f3s a les\u00e3o. Ainda n\u00e3o encontramos na literatura uma linha de tratamento que apresente resultados expressivos para o tratamento da les\u00e3o da medula espinhal. Diver-sas interven\u00e7\u00f5es e modelos animais foram exaustivamente estudados, sendo a pesquisa em laborat\u00f3rio ainda a base para o estudo dessa patologia. Para que isso seja fact\u00edvel \u00e9 necess\u00e1rio um protocolo que reproduza de forma padronizada a les\u00e3o da medula espinhal. O modelo MASCIS impactor, desenvolvido na NY University em 1992, foi utilizado amplamente no laborat\u00f3rio de estudos do trauma raquimedular da Universidade de S\u00e3o Paulo com ratos tipo listar e representou alta confian\u00e7a na reprodutividade dos projetos de pesquisa realizados nos \u00faltimos 15 anos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"question\">\n<div class=\"title\"><i class=\"icon-plus acc-icon-plus\"><\/i><i class=\"icon-minus acc-icon-minus\"><\/i>LINHA 2 \u2013 Desenvolvimento de ensaios e modelos para substitui\u00e7\u00e3o articular e instabilidade articulares<\/div>\n<div class=\"answer\" style=\"display: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: DOV LAGUS ROSEMBERG (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Leme Godoy dos Santos<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>ESTUDO COMPARATIVO DA INSTABILIDADE DA PRIMEIRA ARTICULA\u00c7\u00c3O METATARSO-CUNEIFORME MEDIAL EM PACIENTES PORTADORES DE H\u00c1LUX VALGO E CONTROLES ATRAV\u00c9S DA MENSURA\u00c7\u00c3O COM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA COM CARGA (WBCT).<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> H\u00e1lux valgo possui alta preval\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o, com incid\u00eancia de at\u00e9 35% na popula\u00e7\u00e3o a cima de 65 anos.(1) Embora ainda haja d\u00favidas relacionada a sua etiopatogenia, o h\u00e1lux valgo \u00e9 associado a instabilidade do primeiro raio h\u00e1 quase um s\u00e9culo.(2\u20138). Morton em seu artigo original descreveu um exame cl\u00ednico para analisar a instabilidade do primeiro raio.(5)\u00a0 A manobra consiste em o examinador com uma m\u00e3o estabilizar\u00e1 o antep\u00e9 segurando os raios centrais e laterais e deixar\u00e1 o tornozelo em neutro, com a outra m\u00e3o utilizando o dedo polegar e o indicador o examinador segurar\u00e1 o 1\u00ba metatarso e tenta desloc\u00e1-lo para dorsal e plantar e assim avaliar\u00e1 a mobilidade da articula\u00e7\u00e3o cuneiforme medial &#8211; 1\u00ba metatarso e julgar\u00e1 se ela \u00e9 hiperm\u00f3vel. (Painel 1) Contudo, essa manobra se mostrou baixa acur\u00e1cia uma vez que apresenta baixa correla\u00e7\u00e3o intra e inter-observadores; al\u00e9m disso, h\u00e1 dificuldade na determina\u00e7\u00e3o do ponto exato da hipermobilidade \/ instabilidade do primeiro raio na articula\u00e7\u00e3o talo &#8211; navicular, naviculo &#8211; cuneiforme medial ou cuneiforme medial \u2013 1\u00b0 metatarso.(3,9) A quantifica\u00e7\u00e3o de movimento n\u00e3o se demonstrou precisa durante avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, permitindo apenas a classifica\u00e7\u00e3o em est\u00e1vel ou inst\u00e1vel.(9,10).<\/li>\n<li><strong>Discente: FERNANDO CESAR FURLAN (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eduardo Angeli Malavolta<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO CL\u00cdNICO PROSPECTIVO RANDOMIZADO DAS T\u00c9CNICAS DE WEAVER-DUNN MODIFICADA E AMARRILHO SUBCORAC\u00d3IDE ASSOCIADO A ENXERTO TEND\u00cdNEO DE FLEXORES NA LUXA\u00c7\u00c3O MACROMIOCLAVICULAR TIPO V<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O objetivo prim\u00e1rio desse estudo foi comparar duas t\u00e9cnicas cir\u00fargicas para tratamento de LAC tipio V, Weaver-Dunn modificada e amarrilho com enxerto de flexores, de acordo com os resultados da escala Acromioclavicular Joint Instability Scale [18]. Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: todos os pacientes com luxa\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o acromioclavicular com aumento do espa\u00e7o coracoacromial em rela\u00e7\u00e3o ao lado contralateral maior que 1005 que preencham os seguintes crit\u00e9rios: acima de 18 anos de idade; pacientes com luxa\u00e7\u00e3o fechada; Aus\u00eancia de cirurgias ou fraturas pr\u00e9vias no ombro em quest\u00e3o; Aus\u00eancia de doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas; Aus\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o de les\u00f5es vasculares ou neurol\u00f3gicas acometendo o membro superior; Aus\u00eancia de gravidez; Aus\u00eancia de comorbidades n\u00e3o compensadas clinicamente; Concord\u00e2ncia com o termo de consentimento livre e esclarecido. Casu\u00edstica: todas as cirurgias, assim como a reabilita\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria, ser\u00e3o realizadas no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo, com pacientes provenientes exclusivamente do sistema \u00fanico de Sa\u00fade, por um dos m\u00e9dicos assistentes do Grupo do Trauma. O in\u00edcio dos procedimentos ser\u00e1 logo ap\u00f3s a autoriza\u00e7\u00e3o do protocolo de pesquisa. Radiografias de controle ser\u00e3o realizadas com a seguinte periocidade: 2 semanas, 4 semanas, 8 semanas, 12 semanas, 4 meses, 6 meses e 1 ano de p\u00f3s-operat\u00f3rio. As incid\u00eancias utilizadas ser\u00e3o \u00e2ntero-posterior em posi\u00e7\u00e3o ortost\u00e1tica com 0 e 30\u00ba de inclina\u00e7\u00e3o cef\u00e1lica de ambas as clav\u00edculas em um \u00fanico filme, e axilar.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><strong>Discente: JOS\u00c9 RENATO NEGR\u00c3O (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Olavo Pires de Camargo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong>\u00a0ESTUDO ANAT\u00d4MICO DA INSER\u00c7\u00c3O DO TEND\u00c3O DO TR\u00cdCEPS BRAQUIAL NO OL\u00c9CRANO PELA RESSON\u00c2NCIA MAGN\u00c9TICA<br \/>\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>O m\u00fasculo tr\u00edceps braquial \u00e9 o principal m\u00fasculo da por\u00e7\u00e3o posterior do bra\u00e7o, preenchendo a maior parte do compartimento extensor. Na por\u00e7\u00e3o proximal \u00e9 composto por tr\u00eas ventre musculares. Cada ventre muscular possui uma cabe\u00e7a longa, curta e medial, derivando sua denomina\u00e7\u00e3o. Sua inser\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do ol\u00e9crano ainda \u00e9 controversa, portanto \u00e9 de interesse em ampliar a aten\u00e7\u00e3o da literatura ortop\u00e9dica. O conhecimento pormenorizado e detalhado dessa inser\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para orienta\u00e7\u00e3o nos reparos cir\u00fargicos (1,2). O m\u00fasculo tr\u00edceps braquial (TB) \u00e9 composto por tr\u00eas ventres musculares. Cada ventre muscular possui uma regi\u00e3o distal chamada de cabe\u00e7a. Tem a caracter\u00edstica de demonstrar sendo apenas um tend\u00e3o se inserindo na regi\u00e3o do ol\u00e9crano (1,2). A cabe\u00e7a longa do tr\u00edceps se origina de um tend\u00e3o achatado a partir do tub\u00e9rculo infraglenoidal da esc\u00e1pula, fundindo-se acima com a c\u00e1psula articular do ombro. Suas fibras musculares descem medialmente para a cabe\u00e7a curta e superficialmente \u00e0 cabe\u00e7a medial, unindo-se a elas para formar um tend\u00e3o comum (1,2,3). A cabe\u00e7a curta do tr\u00edceps se origina de um tend\u00e3o achatado a partir de uma crista estreita, linear e obl\u00edqua, na superf\u00edcie posterior da di\u00e1fise do \u00famero e do septo intermuscular lateral, convergindo para o tend\u00e3o comum. A cabe\u00e7a medial, por sua vez, \u00e9 superposta posteriormente pelas cabe\u00e7as curta e longa, possuindo uma origem particularmente extensa na face posterior da di\u00e1fise do \u00famero abaixo do sulco radial, no plano a partir da inser\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo redondo maior, at\u00e9 cerca de 2,5 cm da tr\u00f3clea. Algumas fibras musculares chegam diretamente ao ol\u00e9crano, outras convergem para o tend\u00e3o comum (3). A innser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial (TTB) tem in\u00edcio no ter\u00e7o m\u00e9dio do m\u00fasculo, possuindo duas l\u00e2minas, uma superficial e outra em sua maior profundidade. Depois da converg\u00eancia das fibras musculares, estas duas l\u00e2minas unem-se acima do cotovelo e a maior parte delas ir\u00e1 se inserir na face superior do ol\u00e9crano (3). Na face lateral, algumas fibras continuam para baixo sobre o m\u00fasculo anc\u00f4neo para se fundir com a f\u00e1scia ante braquial. O anc\u00f4neo, um m\u00fasculo de formato triangular na regi\u00e3o distal e posterior do bra\u00e7o, ou cotovelo, permito e d\u00e1 suporte para a c\u00e1psula dorsal (3). A caracteriza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica da inser\u00e7\u00e3o do TTB no ol\u00e9crano \u00e9 muito importante na abordagem cl\u00ednica e cir\u00fargica no tratamento de fraturas e patologias degenerativas do cotovelo e no reparo do pr\u00f3prio tend\u00e3o (4,5,6).<br \/>\n(abordagem cl\u00ednica e cir\u00fargica das altera\u00e7\u00f5es do cotovelo e no reparo do pr\u00f3prio tend\u00e3o (4, 5, 6,7, 8). H\u00e1 na literatura uma controv\u00e9rsia em rela\u00e7\u00e3o a inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial, ou seja, alguns estudos acreditam que o tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial apresenta uma \u00fanica inser\u00e7\u00e3o no ol\u00e9crano e outros estudos acreditam que o tr\u00edceps apresenta duas inser\u00e7\u00f5es distintas (8,9). Estudo da inser\u00e7\u00e3o do TTB em cad\u00e1veres correlacionou a dissec\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica ao estudo histol\u00f3gico, relatando haver duas inser\u00e7\u00f5es \u00e0 dissec\u00e7\u00e3o e apenas uma \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica (10). Outros estudos sobre a inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial foram realizados em cad\u00e1veres, sequencialmente, utilizando as imagens obtidas por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (RM). O primeiro correlacionou a an\u00e1lise histol\u00f3gica \u00e0s imagens obtidas por RM, demonstrando que embora a inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial apresentasse aspecto bipartido \u00e0 RM, a avalia\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica evidenciou, mais uma vez, ser esta inser\u00e7\u00e3o \u00fanica (9).\u00a0 Um segundo estudo correlacionou as imagens de RM aos achados anat\u00f4micos, macrosc\u00f3picos e histol\u00f3gicos (10,11). O conhecimento anat\u00f4mico e detalhado do m\u00fasculo tr\u00edceps braquial, de suas particularidades anat\u00f4micas e de sua inser\u00e7\u00e3o no ol\u00e9crano pelo m\u00e9dico cirurgi\u00e3o ortop\u00e9dico \u00e9 muito importante na avalia\u00e7\u00e3o das roturas tend\u00edneas a fim de evitar que um desses tend\u00f5es sejam reconstru\u00eddos de forma a n\u00e3o cooperar com a movimenta\u00e7\u00e3o normal (din\u00e2mica) do bra\u00e7o (11,12, 13, 14). Na verdade, a regi\u00e3o de inser\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o do tr\u00edceps braquial vem sendo estudada, com mais \u00eanfase pois este \u00e9 o local mais comum de les\u00f5es dos tend\u00f5es (15). Dois m\u00e9todos s\u00e3o ferramentas importantes para estudo e avalia\u00e7\u00e3o do TB, s\u00e3o elas a ultrassonografia (US) e a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica (RM). A ultrassonografia (US) \u00e9 uma excelente modalidade de imagem para avalia\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o do cotovelo e doen\u00e7as dos tecidos moles. O uso de transdutores lineares de alta frequ\u00eancia, junto com a localiza\u00e7\u00e3o superficial do cotovelo resulta em excelente resolu\u00e7\u00e3o de imagem. A US \u00e9 vantajosa em termos de tempo, custo-benef\u00edcio, acessibilidade e conforto do paciente e pode ser uma alternativa para pacientes claustrof\u00f3bicos ou com contraindica\u00e7\u00e3o \u00e0 resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (RM).\u00a0 Embora a depend\u00eancia do operador \u00e9 uma curva de aprendizado acentuada, ela pode limitar o uso da US.\u00a0 As vantagens s\u00e3o muitas e assim pode passar a ser cada vez mais usada como alternativa em rela\u00e7\u00e3o a RM (12,16). A Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica (RM) \u00e9 considerada um dos principais m\u00e9todos de an\u00e1lise dos tend\u00f5es do TB no ol\u00e9crano, por apresentar, como principais vantagens, uma modalidade n\u00e3o invasiva, de alta resolu\u00e7\u00e3o de contraste e sem o emprego de radia\u00e7\u00e3o ionizante.\u00a0 A anatomia normal e alguns aspectos, principalmente em casos de roturas tend\u00edneas totais ou parciais, podem ser estudados com riqueza de detalhes. A avalia\u00e7\u00e3o por RM \u00e9 muito importante e vem crescendo muito na pr\u00e1tica cl\u00ednica devida sua contribui\u00e7\u00e3o para o diagn\u00f3stico pr\u00e9-operat\u00f3rio e para planejamento cir\u00fargico (10,11, 12,16,17). Assim, o objetivo principal deste estudo \u00e9 demonstrar atrav\u00e9s da RM, como efetivamente ocorre a inser\u00e7\u00e3o distal do m\u00fasculo tr\u00edceps braquial na regi\u00e3o do ol\u00e9crano, com a finalidade de auxiliar o m\u00e9dico ortopedista nas reconstru\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas tend\u00edneas.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"question\">\n<div class=\"title\"><i class=\"icon-plus acc-icon-plus\"><\/i><i class=\"icon-minus acc-icon-minus\"><\/i>LINHA 3 \u2013 Dist\u00farbios degenerativos inflamat\u00f3rios e estruturais do sistema locomotor<\/div>\n<div class=\"answer\" style=\"display: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: ANDR\u00c9 GIARDINO MOREIRA DA SILVA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Camilo Partezani Helito<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>ENSAIO CL\u00cdNICO RANDOMIZADO COMPARATIVO DO RESULTADO FUNCIONAL DOS PACIENTES SUBMETIDOS A RECONSTRU\u00c7\u00c3O PRIM\u00c1RIA DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM ENXERTO DE TEND\u00c3O FIBULAR LONGO IPSILATERAL X TEND\u00d5ES FLEXORES AP\u00d3S SEGUIMENTO DE 2 ANOS Resumo: Objetivo: Como objetivo prim\u00e1rio, pretendemos comparar o resultado cl\u00ednico da reconstru\u00e7\u00e3o do ligamento cruzado anterior com enxerto de tend\u00e3o fibular longo com a reconstru\u00e7\u00e3o utilizando o enxerto de tend\u00f5es flexores. Como objetivos secund\u00e1rios, pretendemos avaliar a morbidade no s\u00edtio doador da retirada do tend\u00e3o fibular longo para ser usado como enxerto ap\u00f3s um tempo maior de seguimento do que os estudos pr\u00e9vios, e com medidas tomogr\u00e1ficas objetivas no exame com carga, al\u00e9m de avaliar outras poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es relacionadas ao uso deste enxerto. Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: Os pacientes com les\u00e3o do ligamento cruzado anterior, com o diagn\u00f3stico realizado atrav\u00e9s do exame f\u00edsico e da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, podendo ou n\u00e3o ter les\u00f5es meniscais associadas, ser\u00e3o selecionados e randomizados entre os grupos (enxerto fibular longo x enxerto tend\u00f5es flexores). Casu\u00edstica: Foi realizado c\u00e1lculo amostral considerando uma diferen\u00e7a m\u00ednima entre os grupos de 8,9 pontos pela escala de Lysholm. Esse valor foi considerado pois corresponde a m\u00ednima diferen\u00e7a clinicamente relevante referente a essa escala. De acordo com esse c\u00e1lculo, considerando um poder de 90%, foi estimada uma amostra de 56 pacientes, sendo 28 para cada grupo. Considerando uma possibilidade de perda de seguimento de at\u00e9 20%, uma amostra m\u00ednima de 68 pacientes ser\u00e1 estudada.<\/li>\n<li><strong>Discente: B\u00c1RBARA L\u00cdVIA CORR\u00caA SERAFIM (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Patricia Moreno Granjeiro<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>TRADU\u00c7\u00c3O, ADAPTA\u00c7\u00c3O CULTURA E VALIDA\u00c7\u00c3O DO INSTRUMENTO DE RESULTADOS RELATADOS PELO PACIENTE PARA CRIAN\u00c7AS E ADOLESCENTES COM DEFORMIDADES NOS MEMBROS INFERIORES (LIMBPQ KIDS) PARA A L\u00cdNGUA PORTUGUESA DO BRASIL<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>As deformidades dos membros inferiores podem ser cong\u00eanitas ou adquiridas durante o crescimento ou consequ\u00eancias de trauma, infec\u00e7\u00e3o, tumores malignos ou benignos ou outras condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas. Estas deformidades incluem discrep\u00e2ncia no comprimento dos membros, deformidades angulares ou rotacionais, que podem ocasionar limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e altera\u00e7\u00f5es de marcha, al\u00e9m de quadros de dor e desconforto. Existem op\u00e7\u00f5es de tratamento diferentes para cada uma das deformidades que v\u00e3o desde o uso de \u00f3rteses, \u00f3rteses-pr\u00f3teses at\u00e9 a corre\u00e7\u00e3o cir\u00fargica de deformidades ou amputa\u00e7\u00e3o. Com o objetivo de avaliar a qualidade de vida relacionada \u00e0 sa\u00fade em crian\u00e7as entre 8 e 18 anos de idade, auxiliando na escolha do tratamento e manejo das deformidades, foi realizado um estudo multic\u00eantrico para desenvolvimento de um Instrumento de Resultados Relatados pelo Paciente nas crian\u00e7as e adolescentes com deformidades nos membros inferiores, o LIMB-Q Kids. O question\u00e1rio foi desenvolvido no idioma ingl\u00eas. Para que esta ferramenta de avalia\u00e7\u00e3o seja utilizada em pa\u00edses cujo idioma oficial n\u00e3o \u00e9 o ingl\u00eas, \u00e9 necess\u00e1rio que seja realizada sua tradu\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o cultural para o idioma desejado, seguindo rigorosa metodologia para que o question\u00e1rio resultante seja conceitualmente equivalente \u00e0 vers\u00e3o original. O objetivo deste estudo ser\u00e1 de traduzir para o portugu\u00eas do Brasil, adaptar culturalmente e validar o LIMB-Q Kids seguindo o guia de boas pr\u00e1ticas da Sociedade Internacional de Pesquisa em Farmacoeconomia e Resultados. Este estudo ser\u00e1 realizado em colabora\u00e7\u00e3o com a equipe respons\u00e1vel pelo desenvolvimento do question\u00e1rio e espera-se obter uma vers\u00e3o em portugu\u00eas do Brasil que mantenha as caracter\u00edsticas e conte\u00fado da ferramenta no idioma original.<\/li>\n<li><strong>Discente:<\/strong> BRUNO BUTTURI VARONE (DD)<br \/>\n<strong>Docente:<\/strong> Marco Kawamura Demange<br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO RANDOMIZADO, TRIPLO-CEGO E CONTROLADO PARA AVALIA\u00c7\u00c3O DA EFIC\u00c1CIA DE INFILTRA\u00c7\u00c3O INTRA-ARTICULAR DO ASPIRADO MICROFRAGMENTADO DE TECIDO ADIPOSO AUT\u00d3LOGO COMPARADO A INFILTRA\u00c7\u00c3O INTRA-ARTICULAR DE CORTICOESTER\u00d3IDES NO TRATAMENTO DA OSTEOARTRITE DE J<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O objetivo do estudo portanto, \u00e9 avaliar a efic\u00e1cia de uma terapia celular de manipula\u00e7\u00e3o m\u00ednima, o tecido adiposo microfragmentado, por meio de um ensaio cl\u00ednico controlado, randomizado triplo-cego, comparando a terap\u00eautica em quest\u00e3o com o corticoide no curto e m\u00e9dio prazo Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: Osteoartrite de Joelho; Idade entre 40 a 80 anos; Aus\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o local ou sist\u00eamica; Aus\u00eancia de contraindica\u00e7\u00f5es cl\u00ednica ao estudo; Paciente capaz de entender a natureza do estudo; Termo consentido preenchido pelo paciente; Aus\u00eancia de qualquer procedimento intrarticular a menos de 3 meses do in\u00edcio do estudo; Aus\u00eancia de Neoplasia em tratamento; Aus\u00eancia de doen\u00e7a cong\u00eanita ou adquirida gerando grande deformidade no joelho que possa interferir na aplica\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas mesenquimais ou interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados; Deformidade cl\u00ednica ou radiogr\u00e1fica &gt; 10 graus; Paciente n\u00e3o gestante; Aus\u00eancia de obesidade grau 3 com IMC &gt;40(kg\/altura em m2) Casu\u00edstica: Com base em estudos anteriores da literatura, para atingir um poder de 80% e alfa de 5%, determinamos uma amostra de 54 (27 por grupo) para demonstrar a diferen\u00e7a clinicamente importante de 10 no question\u00e1rio WOMAC. Optamos por seguran\u00e7a, acrescentar 10% dos pacientes de modo que o estudo contar\u00e1 com 60 pacientes (30 por grupo).<\/li>\n<li><strong>Discente:<\/strong> <strong>DANIEL CARVALHO DE TOLEDO (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente:<\/strong> <strong>Eduardo Angeli Malavolta<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> O OMBRO DO ATLETA DE VOLEIBOL: AVALIA\u00c7\u00c3O CL\u00cdNICA E EPIDEMIOL\u00d3GICA EM UMA EQUIPE DE PROFISSIONAIS DE ELITE E DE BASE. ESTUDO DE COORTE PROSPECTIVO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O objetivo deste estudo \u00e9 avaliar fatores cl\u00ednicos e radiogr\u00e1ficos que possam colocar o ombro dos atletas em situa\u00e7\u00e3o de risco para dor, les\u00e3o e disfun\u00e7\u00e3o, ao longo da temporada. Crit\u00e9rios de Inclus\u00e3o: Ser\u00e3o crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: atletas masculinos e femininos profissionais de voleibol; atletas masculinos e femininos juvenis de voleibol; atletas elencados para a temporada 2021\/2022 e 2022\/2023, ativos e sem restri\u00e7\u00f5es de quaisquer tipos para a temporada. Casu\u00edstica: Ser\u00e3o selecionados atletas em atividade no V\u00f4lei Bras\u00edlia Esporte Clube, profissionais e juvenis, elencados para a temporada 2021\/2022 e 2022\/2023. O n\u00famero de participantes esperado na pesquisa \u00e9 de 100 atletas. Crit\u00e9rios de Exclus\u00e3o: Ser\u00e3o crit\u00e9rios de exclus\u00e3o: atletas lesionados e afastados por qualquer condi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica ao in\u00edcio da temporada; atletas em recupera\u00e7\u00e3o de les\u00f5es; atletas que por quaisquer motivos decidam n\u00e3o participar, ou abandonar a pesquisa.<\/li>\n<li><strong>Discente: DIEGO UBRIG MUNHOZ (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Riccardo Gomes Gobbi<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O HISTOL\u00d3GICA, HISTOMORFOM\u00c9TRICA E DE CITOCINAS EM LES\u00d5ES CONDRAIS FOCAIS E OSTEOARTRITE: UM ESTUDO COMPARATIVO<br \/>\n<strong>Descri\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<\/strong><strong>Resumo:<\/strong> Introdu\u00e7\u00e3o: Les\u00f5es \u00e0 cartilagem articular comp\u00f5em um espectro de entidades cl\u00ednicas abrangendo de les\u00f5es condrais focais (LCF) e \u00fanicas \u00e0 osteoartrite (OA) avan\u00e7ada. Apesar da OA e de LCF serem parte do mesmo espectro de doen\u00e7a, e de apresentarem fatores em comum na sua fisiopatogenia, n\u00e3o h\u00e1 estudos pr\u00e9vios comparando diretamente os achados histol\u00f3gicos lesionais e da sin\u00f3via e express\u00e3o de citocinas no l\u00edquido sinovial. Objetivo: Compara\u00e7\u00e3o entre joelhos com OA e LCF: mudan\u00e7as morfol\u00f3gicas e histomorfom\u00e9tricas na cartilagem, caracter\u00edsticas histol\u00f3gicas do osso subcondral, achados histomorfom\u00e9tricos e de imunofluoresc\u00eancia de tecido sinovial e concentra\u00e7\u00e3o de citocinas inflamat\u00f3rias no l\u00edquido sinovial. M\u00e9todos: Ser\u00e1 realizado estudo comparativo entre pacientes com OA de joelho e LFC de joelho quanto a avalia\u00e7\u00e3o de bi\u00f3psias osteocondrais, sinoviais e aspirado de l\u00edquido sinovial. Ser\u00e3o selecionados 20 pacientes, 10 com OA de joelho e 10 com LCF de joelho, com os seguintes crit\u00e9rios de inclus\u00e3o. Ser\u00e3o avaliadas altera\u00e7\u00f5es histol\u00f3gicas e histomorfom\u00e9tricas na les\u00e3o e na sin\u00f3via, imunofluoresc\u00eancia para col\u00e1geno na cartilagem, presen\u00e7a de citocinas inflamat\u00f3rias no l\u00edquido sinovial. Os histol\u00f3gicos ser\u00e3o descritivos. Diferen\u00e7as entre vari\u00e1veis histomorfom\u00e9tricas e na concentra\u00e7\u00e3o de citocinas no l\u00edquido sinovial ser\u00e3o submetidas a teste T n\u00e3o pareado, com p&gt;0.05 considerado significante.<\/li>\n<li><strong>Discente: FABIO CORREA PAIVA FONSECA\u00a0 (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Leme Godoy dos Santos<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>O p\u00e9 plano do adulto \u00e9 uma patologia complexa e progressiva, que envolve de maneira global todo o p\u00e9, caracterizada principalmente pela perda do arco longitudinal, o valgo de retrop\u00e9 e abdu\u00e7\u00e3o do antep\u00e9 que resulta em deformidade, dor, debilidade funcional e, em casos avan\u00e7ados, rigidez e artrose no p\u00e9 e tornozelo (1\u20133). Anteriormente conhecida como Disfun\u00e7\u00e3o do Tend\u00e3o Tibial Posterior e P\u00e9 Plano Adquirido do Adulto, atualmente adota-se a nomenclatura recomendada em consenso de Deformidade Colapsante Progressiva do P\u00e9 (DCPP) por ser mais adequada ao entendimento anatomopatol\u00f3gico (4). Embora n\u00e3o existam estudos epidemiol\u00f3gicos de larga escala, as taxas de preval\u00eancia relatadas s\u00e3o&gt; 3% em mulheres com mais de 40 anos e&gt; 10% de todos os adultos com mais de 65 anos (5,6). O tratamento da DCPP geralmente envolve inicialmente medidas n\u00e3o cir\u00fargicas e medidas cir\u00fargicas nos pacientes que permanecem sintom\u00e1ticos (1,7,8).\u00a0 H\u00e1 uma variedade de op\u00e7\u00f5es de \u00f3rteses para os pacientes com DCPP, que podem ajudar a apoiar o arco plantar medial e estabilizar o alinhamento do retrop\u00e9 (1,7,8). As \u00f3rteses plantares, ou palmilha ortop\u00e9dica, tem demonstrado benef\u00edcio em normalizar as for\u00e7as que atuam no p\u00e9, reduzir a deformidade, aliviar a dor e melhorar os par\u00e2metros de desempenho f\u00edsico (9\u201312). As radiografias com carga s\u00e3o fundamentais e obrigat\u00f3rias para a estratifica\u00e7\u00e3o do grau de deformidade do paciente e para o acompanhamento durante o tratamento (13,14).\u00a0 No entanto, o estudo radiogr\u00e1fico convencional \u00e9 limitado, pois, \u00e9 suscet\u00edvel a erros decorrentes de posicionamento inadequado do paciente, angula\u00e7\u00e3o incorreta da ampola de raio-x e sobreposi\u00e7\u00e3o de estruturas \u00f3sseas (15\u201318).\u00a0 A tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico com carga \u00e9 uma tecnologia emergente que vem sendo amplamente utilizada para a avalia\u00e7\u00e3o das patologias do p\u00e9 e tornozelo (19\u201321), inclusive com uma recomenda\u00e7\u00e3o forte para utiliza\u00e7\u00e3o nos casos de DPCP, pois permite a avalia\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros impercept\u00edveis \u00e0 radiografia convencional (13). Al\u00e9m disso, o m\u00e9todo apresenta maior precis\u00e3o na detec\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es quando comparada \u00e0 radiografia convencional (22,23).\u00a0 Consiste em um aparelho de raio-x em feixe c\u00f4nico que adquire imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o espacial com apenas uma rota\u00e7\u00e3o ao redor do paciente, que permanece em ortostase fisiol\u00f3gica (20,24\u201326). As imagens adquiridas podem ser reconstru\u00eddas em qualquer um dos planos axial, sagital e coronal (19), al\u00e9m possibilitar a aquisi\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea dos dois p\u00e9s. A tecnologia permite ainda a aquisi\u00e7\u00e3o de imagens com dose reduzida de radia\u00e7\u00e3o (27), uma vez que a dose \u00e9 menor se comparada \u00e0 tomografia computadorizada sem carga e pode vir a ser igual \u00e0 radiografia convencional a depender da quantidade de incid\u00eancias realizadas (21). Considerando os avan\u00e7as que a tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico tem proporcionado para o entendimento da DPCP, os autores pretendem avaliar atrav\u00e9s do m\u00e9todo a signific\u00e2ncia do uso de palmilhas ortop\u00e9dicas na corre\u00e7\u00e3o das deformidades envolvidas. No que os autores do projeto t\u00eam conhecimento, tal avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi abordada na literatura, sendo, portanto, trabalho in\u00e9dito. A hip\u00f3tese do estudo \u00e9 de que o exame com carga permitir\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o quantitativa do efeito terap\u00eautico das palmilhas na corre\u00e7\u00e3o das deformidades do antep\u00e9, mediop\u00e9 e retrop\u00e9.<\/li>\n<li><strong>Discente: FABIANE ELIZE SABINO DE FARIAS (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Marcia Uchoa de Rezende<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>EMBOLIZA\u00c7\u00c3O NAS COAGULOPATIAS HEREDIT\u00c1RIAS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>As coagulopatias heredita\u0301rias sa\u0303o doenc\u0327as hemorra\u0301gicas que resultam da deficie\u0302ncia quantitativa e\/ou qualitativa de uma ou mais das protei\u0301nas plasma\u0301ticas (fatores) da coagulac\u0327a\u0303o. Pacientes acometidos por coagulopatias podem apresentar sangramentos de gravidade varia\u0301vel, esponta\u0302neos ou po\u0301s-trauma\u0301ticos, presentes ao nascimento ou diagnosticados ocasionalmente. No entanto, as coagulopatias heredita\u0301rias apresentam heranc\u0327a gene\u0301tica, quadro cli\u0301nico e laboratorial distintos entre si. A doenc\u0327a de von Willebrand e as Hemofilias A e B sa\u0303o as coagulopatias heredita\u0301rias mais comuns e, juntas, correspondem a 95% dos casos. No Brasil estima-se que 9.768 pessoas sejam portadoras da doen\u00e7a de von Willebrand, 13.149 hemof\u00edlicos e 4.009 pessoas com outras desordens de sangramento. A Hemofilia classicamente \u00e9 a que cursa com comprometimento m\u00fasculo esquel\u00e9tico, sendo um dist\u00farbio hemorr\u00e1gico ligado ao cromossomo X, caracterizado por uma defici\u00eancia do fator de coagula\u00e7\u00e3o VIII (FVIII) chamada de hemofilia A, ou do fator IX (FIX) chamada de hemofilia B. A apresentac\u0327a\u0303o cli\u0301nica \u00e9 caracterizada por sangramentos intra-articulares (hemartroses), hemorragias musculares ou em outros tecidos ou cavidades. As hemartroses s\u00e3o 70-80% a manifesta\u00e7\u00e3o mais frequente podendo afetar as articulac\u0327o\u0303es do joelho, tornozelo e cotovelo. O sangramento nas articula\u00e7\u00f5es quando repetidos resultam em altera\u00e7\u00f5es sinoviais (sinovite) e danos \u00e0 cartilagem levando a artropatia hemof\u00edlica. A sinovite pode ocasionar hemartroses recorrentes e sangramentos subcl\u00ednicos tornando a sin\u00f3via cronicamente inflamada e hipertr\u00f3fica. Um ciclo vicioso de sangramento pode se instalar com perda de movimento articular, levando a danos irrevers\u00edveis \u00f3sseos e condrais. Entre 10%\u201330% dos pacientes com hemofilia A podem desenvolver inibidores, isto e\u0301, anticorpos da classe IgG contra o fator VIII infundido (aloanticorpo) capazes de inibir a atividade coagulante do fator VIII. Dentre os hemofi\u0301licos B, a incide\u0302ncia de inibidores contra o fator IX e\u0301 cerca de 1% a 5%. Geralmente, os pacientes mais afetados pelos inibidores sa\u0303o aqueles acometidos por hemofilia grave. Clinicamente, a presenc\u0327a de inibidores manifesta-se pela falta de resposta ao tratamento habitual ou pelo aumento da freque\u0302ncia e\/ou gravidade dos episo\u0301dios hemorra\u0301gicos. O tratamento da hemofilia consiste na reposic\u0327a\u0303o do fator de coagulac\u0327a\u0303o deficiente. As modalidades de tratamento sa\u0303o definidas pela periodicidade com que e\u0301 realizada a reposic\u0327a\u0303o dos fatores de coagulac\u0327a\u0303o, podendo ser sob demanda ou profila\u0301tico. O tratamento profil\u00e1tico consiste no uso regular de concentrados de fator de coagulac\u0327a\u0303o a fim de manter os ni\u0301veis de fator suficientemente elevados, mesmo na ause\u0302ncia de hemorragias, para prevenir os episo\u0301dios de sangramentos. No tratamento sob demanda, o concentrado de fator de coagulac\u0327a\u0303o deficiente e\u0301 administrado somente apo\u0301s a ocorre\u0302ncia de um episo\u0301dio hemorra\u0301gico. Em pacientes com inibidor devido a efic\u00e1cia hemost\u00e1tica ser inferior o tratamento com agentes de bypass se faz necess\u00e1rio. O objetivo do manejo de hemorragias espec\u00edficas n\u00e3o \u00e9 apenas tratar o sangramento, mas tamb\u00e9m prevenir sua recorr\u00eancia, suprimindo a ativa\u00e7\u00e3o sinovial, reduzindo a inflama\u00e7\u00e3o, para limitar as complica\u00e7\u00f5es e restaurar a fun\u00e7\u00e3o articular, do tecido e\/ou \u00f3rg\u00e3o at\u00e9 o estado pr\u00e9-sangramento. As outras coagulopatias heredit\u00e1rias quando cursam com artropatias recorrentes de hemartrose s\u00e3o abordadas igualmente aos padr\u00f5es da Hemofilia. Abordagens alternativas em pacientes que necessitam de tempo prolongado de fator ou adquirem inibi\u00e7\u00e3o ao fator de coagula\u00e7\u00e3o, como a emboliza\u00e7\u00e3o arterial pode ser uma op\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel e custo efetiva. A emboliza\u00e7\u00e3o desses vasos-alvo na articula\u00e7\u00e3o afetada pode reduzir a vascularidade e controlar a hemartrose, se o sangramento articular for devido a um epis\u00f3dio espont\u00e2neo ou for uma complica\u00e7\u00e3o de uma interven\u00e7\u00e3o ortop\u00e9dica anterior, como artroscopia ou artroplastia. Neste estudo vamos avaliar o comportamento da sin\u00f3via com a emboliza\u00e7\u00e3o de arter\u00edolas patol\u00f3gicas que as mant\u00e9m inflamada.<\/li>\n<li><strong>Discente: GUILHERME PELOSINI GAIARSA (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Olavo Pires de Camargo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>A ULTRASSONOGRAFIA POINT OF CARE COMO PREDITOR DA CONSOLIDA\u00c7\u00c3O DAS FRATURAS DA TIBIA TRATADAS COM HASTE INTRAMEDULAR BLOQUEADA<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Acompanhar prospectivamente pacientes tratados pelo grupo de trauma do Instituto de Ortopedia e Traumatologia submetidos a osteoss\u00edntese com hastes intramedulares a fim de reproduzir o estudo de Moed, avaliando a progress\u00e3o para a consolida\u00e7\u00e3o, a possibilidade de prever os problemas de consolida\u00e7\u00e3o e agir precocemente; Acompanhar prospectivamente pacientes tratados pelo grupo de trauma do IOT-HC-FMUSP com fraturas periarticulares submetidos a osteoss\u00edntese por redu\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica e s\u00edntese r\u00edgida com placas e parafusos a fim de buscar altera\u00e7\u00e3o de imagem que defina a consolida\u00e7\u00e3o; Avaliar pacientes j\u00e1 tratados anteriormente pelo Grupo de Trauma e Reconstru\u00e7\u00e3o e Alongamento \u00d3sseo do IOT-FMUSP e que estejam sem sinais radiogr\u00e1ficos de consolida\u00e7\u00e3o \u00f3ssea h\u00e1 4 meses ou mais, afim de verificar se \u00e9 poss\u00edvel diferenciar os casos onde h\u00e1 um atraso de consolida\u00e7\u00e3o, daqueles onde a consolida\u00e7\u00e3o n\u00e3o ir\u00e1 ocorrer. Crit\u00e9rios de Inclus\u00e3o: Os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o ser\u00e3o pacientes de ambos os sexos, que tenham sofrido fraturas dos membros inferiores tratadas cirurgicamente pelo grupo de trauma do IOT-HC-FMUSP, ou estejam em seguimento e sem evolu\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica h\u00e1 4 meses ou mais. Casu\u00edstica: Conforme descrito a fonte de pacientes ser\u00e3o os ambulat\u00f3rios dos grupos de Trauma e Reconstru\u00e7\u00e3o e Alongamento \u00d3sseo do IOT-HC-FMUSP, submetidos a cirurgias para tratamento de fraturas dos ossos longos.<\/li>\n<li><strong>Discente: GUSTAVO DE MELLO RIBEIRO PINTO (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eduardo Angeli Malavolta<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> REFOR\u00c7O COM O TEND\u00c3O DA CABE\u00c7A LONGA DO B\u00cdCEPS NO REPARO DO MANGUITO ROTADOR: ESTUDO PROSPECTIVO RANDOMIZADO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Objetivo: O objetivo prim\u00e1rio do estudo \u00e9 comparar os resultados funcionais, de acordo com a escala ASES, entre pacientes que utilizam ou n\u00e3o o refor\u00e7o da cabe\u00e7a longa do b\u00edceps nos reparos completos de roturas grandes e extensas do manguito rotador. Os objetivos secund\u00e1rios s\u00e3o comparar os grupos de acordo com os resultados estruturais da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e funcionais pela escala UCLA. Crit\u00e9rios de Inclus\u00e3o: 1. Tend\u00e3o da cabe\u00e7a longa do b\u00edceps \u00edntegro 2. Les\u00f5es grandes e extensas posterosuperiores do manguito rotador de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o DeOrio e Cofield 3. Degenera\u00e7\u00e3o gordurosa do m\u00fasculo supraespinhal menor ou igual a 2 de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o de Goutalier Casu\u00edstica: Planejamos incluir 30 pacientes em cada grupo, sendo o total de 60 pacientes. Crit\u00e9rios de Exclus\u00e3o: 1. Infec\u00e7\u00e3o ativa ou pr\u00e9via no ombro acometido; 2. Pacientes com incapacidade para compreender os question\u00e1rios pr\u00e9-operat\u00f3rios; 3. Paciente que n\u00e3o realizar ao menos 1 avalia\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria. 4. Les\u00e3o em que n\u00e3o seja poss\u00edvel reparo completo do manguito rotador; 5. Rotura da CLB diagnosticada no intra-operat\u00f3rio.<\/li>\n<li><strong>Discente: MARCIO VIEIRA SANCHES SILVA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Leme Godoy dos Santos<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>O USO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE FEIXE C\u00d4NICO COM E SEM CARGA NA AVALIA\u00c7\u00c3O DAS DEFORMIDADES DO P\u00c9 E TORNOZELO NA HEMIMELIA FIBULAR<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A defici\u00eancia longitudinal cong\u00eanita p\u00f3s axial, tamb\u00e9m conhecida como hemimelia fibular (HF) \u00e9 uma m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o rara dos membros inferiores que pode ser caracterizada como uma s\u00edndrome na qual h\u00e1 aus\u00eancia parcial ou total da f\u00edbula, podendo ainda estar associada a aus\u00eancia parcial ou total da t\u00edbia e partes do p\u00e9. Al\u00e9m disso, outros espectros podem ser observados, como discrep\u00e2ncia dos membros inferiores, aus\u00eancia do ligamento cruzado anterior, deformidades em valgo do joelho e tornozelo, hipoplasia do c\u00f4ndilo lateral do f\u00eamur, p\u00e9 torto e aus\u00eancia dos raios laterais do p\u00e9.1 Dentre as defici\u00eancias longitudinais \u00e9 a mais comum. Ocorre em aproximadamente 1 a cada 50.000 ou 1 a cada 135.000 nascidos vivos, sendo que a HF bilateral \u00e9 ainda mais incomum.2\u20134 A etiologia continua desconhecida na maioria dos casos, n\u00e3o havendo hist\u00f3ria familiar, condi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas ou fatores ambientais que justifiquem a patologia. V\u00e1rias classifica\u00e7\u00f5es foram feitas com a finalidade de ajudar na avalia\u00e7\u00e3o do progn\u00f3stico e tratamento da hemimelia fibular. Em 1979, Achterman e Kalamchi classificam a HF baseando-se na quantidade de f\u00edbula presente, sendo tipo I(subdividido em IA e IB) a presen\u00e7a parcial do osso e a tipo II a aus\u00eancia total da f\u00edbula.2 Birch et al5, em 2011, avalia a apar\u00eancia cl\u00ednica do p\u00e9 e a diferen\u00e7a de comprimento entre os membros acometidos. Assim, estima-se a extens\u00e3o da deformidade na fase adulta do paciente, avaliando a viabilidade de reconstru\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do membro. Em 2016, Paley et al6 constr\u00f3i uma classifica\u00e7\u00e3o visando o planejamento da cirurgia reconstrutora. Baseia-se na anatomia e nas deformidades da perna, tornozelo e articula\u00e7\u00e3o subtalar, sendo descrita em quatro tipos de hemimelia com tr\u00eas subtipos em cada. Cada tipo sugere um tratamento cir\u00fargico diferente, independentemente do n\u00famero de raios do p\u00e9 e da discrep\u00e2ncia final dos membros. O tratamento pode ser feito por meio do uso de \u00f3rteses, pr\u00f3teses ou cirurgia. Em v\u00e1rios casos, a cirurgia corretiva associada ao alongamento \u00f3sseo com a utiliza\u00e7\u00e3o do fixador externo circular se torna um tratamento atrativo. J\u00e1 em quadros mais graves, na qual o paciente apresenta poucos raios no p\u00e9 e uma diferen\u00e7a do comprimento das pernas final grande, ou at\u00e9 mesmo acometimento bilateral, pode ser aventado a possibilidade de amputa\u00e7\u00e3o7. Recentemente, surgiu uma nova t\u00e9cnica para avalia\u00e7\u00e3o dos pacientes com deformidades no tornozelo e p\u00e9. A tomografia computadorizada (TC) de feixe c\u00f4nico com carga mostrou ser fact\u00edvel e com alta reprodutibilidade para a an\u00e1lise do tornozelo e p\u00e9 com carga corporal8,9. O uso de TC de feixe c\u00f4nico (CBCT) foi publicado pela primeira vez para uso odontol\u00f3gico e para cirurgia bucomaxilofacial. Na ortopedia, foi mencionado pela primeira vez em 2011 por Zbijewski et al.10, concluindo que o m\u00e9todo consegue fornecer imagens das extremidades com contraste de partes moles, melhora da resolu\u00e7\u00e3o espacial al\u00e9m de diminuir a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 dose de raio-x. Em 2013, Tuominem et al, descreveu o uso da tomografia de feixe c\u00f4nico com carga (WBCT).11 Hoje em dia, o m\u00e9todo tem sido usado para o estudo de altera\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas dos p\u00e9s como: les\u00f5es de sindesmose, p\u00e9 plano valgo adquirido, halux valgo, p\u00e9 cavo varo, e outros.9,12 Em 2018, Godoy et al., conclu\u00edram que a tomografia computadorizada com carga permite a correta avalia\u00e7\u00e3o da anatomia do p\u00e9 e tornozelo na posi\u00e7\u00e3o ortost\u00e1tica, com imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o espacial, pequeno tempo de aquisi\u00e7\u00e3o de imagens, baixa dose de radia\u00e7\u00e3o e custos similares a outras tecnologias atualmente dispon\u00edveis13. Al\u00e9m disso, esse m\u00e9todo diagn\u00f3stico pode ser utilizado para decis\u00f5es de tratamento em deformidades da articula\u00e7\u00e3o tibiotarsica, retrop\u00e9, mediop\u00e9 e do antep\u00e9. N\u00e3o h\u00e1 estudos sobre o uso da tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico com carga na hemimelia fibular. Na maioria das vezes, para estudo do caso e decis\u00e3o cir\u00fargica, s\u00e3o utilizadas radiografias com carga no membro acometido, podendo-se ainda lan\u00e7ar m\u00e3o da TC sem carga ou da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica para a avalia\u00e7\u00e3o de deformidades do tornozelo ou presen\u00e7a de barras \u00f3sseas.6,14,15 O presente estudo visa avaliar par\u00e2metros angulares por meio do uso da tomografia de feixe c\u00f4nico com carga. Dessa forma, esperamos que essa t\u00e9cnica auxilie no estudo da hemimelia fibular avaliando mais precisamente a rela\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica entre os ossos do tornozelo e p\u00e9, ajudando assim na decis\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: MARCOS ANTONIO AKIRA OKUMA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Camilo Partezani Helito<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong><strong>\u00a0<\/strong>ESTUDO DE COORTE RETROSPECTIVA PARA AVALIA\u00c7\u00c3O DO LIMIAR M\u00cdNIMO DE SATISFA\u00c7\u00c3O ACEIT\u00c1VEL PELO VALOR DE PASS (PACIENT ACCEPTABLE SCORE SYSTEM) E SUA CORRESPOND\u00caNCIA NA ESCALA LYSHOLM PARA PACIENTES SUBMETIDOS A RECONSTRU\u00c7AO DE LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O objetivo prim\u00e1rio do nosso estudo \u00e9 identificar limiares da escala PASS para a Escala de Lysholm em indiv\u00edduos que est\u00e3o em p\u00f3s-operat\u00f3rio tardio (1 a 5 anos) da Reconstru\u00e7\u00e3o do Ligamento Cruzado Anterior e avaliar a correspond\u00eancia entre eles. O objetivo secund\u00e1rio \u00e9 estratificar com o grau de les\u00f5es associadas, sexo e idade. Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: Pacientes com fise fechada de qualquer idade submetidos a reconstru\u00e7\u00e3o ligamentar pela t\u00e9cnica anat\u00f4mica de ligamento cruzado anterior.<\/li>\n<li><strong>Discente: MARCOS BRUXELAS DE FREITAS J\u00daNIOR (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Riccardo Gomes Gobbi<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O TOMOGR\u00c1FICA DO POSICIONAMENTO DE ROSENBERG EM PACIENTES COM OSTEOARTRITE DO JOELHO: ESTUDO ANAT\u00d4MICO E BIOMEC\u00c2NICO.<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A osteoartrite \u00e9 uma doen\u00e7a epid\u00eamica, caracterizada pela senesc\u00eancia osteocondral e acometimento das articula\u00e7\u00f5es sinoviais. A osteoartrose, como era conhecida, \u00e9 uma doen\u00e7a de caracter\u00edsticas multifatoriais destacados pelo car\u00e1ter degenerativo e inflamat\u00f3rio. \u00c9 a artrite mais comum e uma das doen\u00e7as mais incapacitantes da atualidade, motivo pela qual torna-se objeto de interesse de diversos estudos. A osteoartrite acomete 18% das mulheres e 9,6% dos homens, afetando metade da popula\u00e7\u00e3o acima dos 65 anos de idade. At\u00e9 os 50 anos de idade, possui preval\u00eancia em homens devido fisiopatologia mec\u00e2nica da doen\u00e7a; tornando-se prevalente em mulheres ap\u00f3s a menopausa. Acomete principalmente as articula\u00e7\u00f5es dos joelhos, m\u00e3os e quadris; sendo os joelhos a mais acometida; onde a radiografia convencional \u00e9 o exame mais utilizado para o diagn\u00f3stico e acompanhamento desses pacientes. A avalia\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica da osteoartrite \u00e9 baseada no diagn\u00f3stico e avalia\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o da doen\u00e7a. O diagn\u00f3stico \u00e9 realizado pelos achados de altera\u00e7\u00f5es definidoras da doen\u00e7a como a forma\u00e7\u00e3o de oste\u00f3fitos; cistos subcondrais e diminui\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o articular. A forma\u00e7\u00e3o dos oste\u00f3fitos \u00e9 a altera\u00e7\u00e3o mais sens\u00edvel para diagn\u00f3stico radiogr\u00e1fico da osteoartrose, no entanto diversos estudos apontam baixa sensibilidade da an\u00e1lise radiogr\u00e1fica (at\u00e9 74% das radiografias consideradas normais possuem forma\u00e7\u00e3o inicial de oste\u00f3fitos em an\u00e1lise de resson\u00e2ncia). A medida do espa\u00e7o articular por sua vez, \u00e9 utilizada para diagn\u00f3stico e monitoramento da progress\u00e3o da doen\u00e7a, pois representa a senesc\u00eancia osteocondral e consequente diminui\u00e7\u00e3o da espessura da cartilagem protetora da articula\u00e7\u00e3o. Ao analisarmos a medida do espa\u00e7o articular, estudos apontam que essa avalia\u00e7\u00e3o apesar de alta especificidade (89 a 96%), possui baixa sensibilidade (43 a 57%) ao comparado com outros m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ou artroscopia. Estudos demostraram que a baixa sensibilidade radiogr\u00e1fica est\u00e1 relacionada a dois fatores principais: a dificuldade de reprodu\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de posicionamento do paciente e a caracter\u00edstica bidimensional da imagem com sobreposi\u00e7\u00e3o de estruturas que impedem a correta mensura\u00e7\u00e3o dos dados. Esses fatores levaram ao desenvolvimento de m\u00e9todos alternativos para avalia\u00e7\u00e3o que sejam capazes de manter a praticidade de tempo, a baixa necessidade de espa\u00e7o f\u00edsico para instala\u00e7\u00e3o, os baixos custos de utiliza\u00e7\u00e3o e baixo risco de les\u00e3o iatrog\u00eanica ao paciente; ao mesmo tempo que permitam uma maior reprodutibilidade da t\u00e9cnica de an\u00e1lise. Nesse contexto, a tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico (Cone Beam CT) vem ganhando espa\u00e7o nas avalia\u00e7\u00f5es ortop\u00e9dicas de diversas patologias, e consequentemente na avalia\u00e7\u00e3o da osteoartrite do joelho.<\/li>\n<li><strong>Discente: PAULO RENAN LIMA TEIXEIRA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Riccardo Gomes Gobbi<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO EM RESSON\u00c2NCIA MAGN\u00c9TICA DO M\u00daSCULO VASTO MEDIAL E DO M\u00daSCULO VASTO LATERAL: COMPARA\u00c7\u00c3O ENTRE PACIENTES COM INSTABILIDADE PATELAR E CONTROLES.<br \/>\n<strong>Resumo<\/strong>: A articula\u00e7\u00e3o patelofemoral (PF) \u00e9 fundamental na biomec\u00e2nica do joelho. Por funcionar como transmissora de for\u00e7as musculares intensas da coxa para, a perna \u00e9 foco frequente de queixas tanto em atletas quanto na popula\u00e7\u00e3o geral. A hip\u00f3tese de que altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas e\/ou funcionais do vasto medial e do vasto lateral contribuam para quadros de instabilidade patelar \u00e9 merecedora de investiga\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, poucos estudos avaliaram diferen\u00e7as anat\u00f4micas do vasto medial entre pacientes com instabilidade patelar e controles e nenhum artigo estudando a anatomia entre os dois m\u00fasculos (vasto medial e vasto lateral) em pacientes controle e com instabilidade foi encontrado na literatura. Este trabalho tem como objetivo comparar em resson\u00e2ncia magn\u00e9tica a anatomia do m\u00fasculo vasto medial e do musculo vasto lateral em pacientes com instabilidade patelar e controles, sendo um desenho de estudo epidemiol\u00f3gico transversal, retrospectivo, com casos e controles. Ser\u00e3o inclu\u00eddos retrospectivamente atrav\u00e9s de banco de dados de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica do IOTHCFMUSP e consult\u00f3rio privado 100 RNMs de pacientes com instabilidade patelar documentada (ao menos um epis\u00f3dio de luxa\u00e7\u00e3o patelar) e 100 RNMs pacientes controles (com diagn\u00f3sticos de les\u00e3o ligamentar, meniscal, tendinites ou entorses leves). A anatomia dos referidos m\u00fasculos ser\u00e1 estudada atrav\u00e9s das seguintes medidas: Dist\u00e2ncia do polo proximal da patela at\u00e9 a inser\u00e7\u00e3o mais distal das fibras musculares, raz\u00e3o dessa dist\u00e2ncia com o comprimento da superf\u00edcie articular da patela, descri\u00e7\u00e3o qualitativa da posi\u00e7\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o do vasto se diretamente na patela &#8211; \u00f3ssea &#8211; ou se no retin\u00e1culo \u2013 ligamentar, dist\u00e2ncia da origem mais distal do vasto medial na di\u00e1fise femoral at\u00e9 o c\u00f4ndilo femoral media, volume de sec\u00e7\u00e3o transversal do vasto medial, medindo o maior di\u00e2metro mediolateral e anteroposterior dos ventres musculares, usando o corte axial correspondente a dois cortes superiores ao polo proximal da patela.<\/li>\n<li><strong>Discente: RAFAEL GARCIA DE OLIVEIRA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Alexandre Foga\u00e7a Cristante<br \/>\n<\/strong><strong>Projetos:<\/strong> IMPACTO DA DEFORMIDADE TRIDIMENSIONAL DA COLUNA VERTEBRAL NA FUN\u00c7\u00c3O PULMONAR DOS PACIENTES COM ESCOLIOSE IDIOP\u00c1TICA DO ADOLESCENTE<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A escoliose idiop\u00e1tica do adolescente (EIA) consiste em uma deformidade tridimensional envolvendo a caixa tor\u00e1cica, a coluna vertebral e os pulm\u00f5es. A altera\u00e7\u00e3o pulmonar observada nos pacientes com escoliose \u00e9 o dist\u00farbio ventilat\u00f3rio restritivo, o qual \u00e9 caracterizado por diminui\u00e7\u00e3o na capacidade vital for\u00e7ada (CVF), queda no volume expirat\u00f3rio em 1 segundo (VEF1) e a rela\u00e7\u00e3o VEF1\/CVF normal. Estudos tridimensionais da coluna evidenciaram correla\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica com par\u00e2metros espirom\u00e9tricos, em especial, a hipocifose T5-T12 que se mostrou como o preditor mais consistente da diminui\u00e7\u00e3o do FEV1. A avalia\u00e7\u00e3o segmentar 3D da cifose tor\u00e1cica mostrou que essa medida \u00e9 significativamente superdimensionada na radiografia convencional em perfil. Considerando que a radiografia 2D convencional subestima a cifose tor\u00e1cica e que a hipocifose tor\u00e1cica \u00e9 o principal fator radiol\u00f3gico associados ao comprometimento da prova de fun\u00e7\u00e3o pulmonar, a nossa hip\u00f3tese \u00e9 que a cifose predita T5-T12 3D seja um melhor par\u00e2metro do que as medidas bidimensionais para estimar o comprometimento na fun\u00e7\u00e3o pulmonar nos pacientes com EIA.<\/li>\n<li><strong>Discente: ROBIN ISRAEL VILLEGAS SILVA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Marcelo Rosa de Rezende<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> Estudo anat\u00f4mico e an\u00e1lise histomorfom\u00e9trica do nervo espinhal acess\u00f3rio, distal ao tri\u00e2ngulo posterior do pesco\u00e7o.<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O nervo espinhal acess\u00f3rio (NEA), ap\u00f3s passar pelo tri\u00e2ngulo posterior do pesco\u00e7o, emite um ramo que se dirige \u00e0 por\u00e7\u00e3o superior do trap\u00e9zio e depois desce pela sua superf\u00edcie ventral, entre a esc\u00e1pula e a coluna vertebral, terminando cerca de 7 cm distalmente abaixo da espinha da esc\u00e1pula. O NEA \u00e9 predominantemente motor e, devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas, pode ser utilizado como nervo doador em les\u00f5es do plexo braquial.<br \/>\nHistoricamente o nervo supraescapular \u00e9 o mais frequente receptor nas neurotiza\u00e7\u00f5es, dado a sua proximidade com o NEA, o que possibilita a sutura direta, sem necessidade de enxertia. No entanto outros nervos tamb\u00e9m podem ser receptores deste tipo de neurotiza\u00e7\u00e3o, mas est\u00e3o localizados numa regi\u00e3o mais distante. Para que seja poss\u00edvel a sutura direta, se faz necess\u00e1rio, ganho de comprimento do NEA, quando da sua dissec\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEste projeto de pesquisa tem como objetivo determinar a extens\u00e3o m\u00e1xima da disseca\u00e7\u00e3o posterior do nervo espinhal acess\u00f3rio e avaliar seu arco de rota\u00e7\u00e3o, a fim de torn\u00e1-lo uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel como nervo doador em outras transfer\u00eancias nervosas, preservando um n\u00famero adequado de ax\u00f4nios. Para alcan\u00e7ar esse objetivo, ser\u00e1 realizado um estudo experimental descritivo de disseca\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica em cad\u00e1veres, seguido de an\u00e1lises histomorfom\u00e9tricas e contagem de n\u00famero de ax\u00f4nios mielinizados presentes.<br \/>\nEsperamos com nosso estudo poder estabelecer uma correla\u00e7\u00e3o entre o ganho de comprimento do NEA e o n\u00famero de ax\u00f3nios, que possa dar subs\u00eddios para definir a melhor rela\u00e7\u00e3o entre o comprimento \/ n\u00famero de ax\u00f4nios.<\/li>\n<li><strong>Discente: RODRIGO ALVES BERALDO (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eduardo Angeli Malavolta<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO DE CONCORD\u00c2NCIA DIAGN\u00d3STICA DA TELECONSULTA PARA TRATAMENTO DA S\u00cdNDROME DO MANGUITO ROTADOR.<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Objetivo: &#8211; Avaliar a confiabilidade da teleavalia\u00e7\u00e3o especializada para a indica\u00e7\u00e3o de tratamento de pacientes com s\u00edndrome do manguito rotador, em compara\u00e7\u00e3o com a consulta presencial; &#8211; Avaliar o grau de satisfa\u00e7\u00e3o do paciente com o atendimento do m\u00e9dico e com a indica\u00e7\u00e3o de tratamento; &#8211; Avaliar a acur\u00e1cia dos testes diagn\u00f3sticos por meio do exame f\u00edsico realizados na teleavalia\u00e7\u00e3o especializada. Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: &#8211; Hist\u00f3ria pr\u00e9via de fratura ou luxa\u00e7\u00e3o no membro ipsilateral; &#8211; Hist\u00f3ria de cirurgia pr\u00e9via no ombro; &#8211; Osteoartrose ou les\u00e3o focal de cartilagem no membro ipsilateral; &#8211; Les\u00e3o neurol\u00f3gica no membro ipsilateral; &#8211; Aus\u00eancia de capacidade mental para compreender os question\u00e1rios; &#8211; Pacientes com d\u00e9ficit visual ou auditivo; &#8211; Infec\u00e7\u00e3o ativa ou pr\u00e9via no cotovelo acometido. Casu\u00edstica: Utilizando um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 5% e um poder de 80%, foi calculado que uma amostra de 62 casos seria suficiente para detectar uma variabilidade m\u00ednima de 20% entre a concord\u00e2ncia dos grupos.<\/li>\n<li><strong>Discente: SANDRO RICARDO BENITES ZELADA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Riccardo Gomes Gobbi<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> O USO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA COM CARGA PARA AVALIA\u00c7\u00c3O DA ARTICULA\u00c7\u00c3O DO JOELHO.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong>\u00a0 Objetivo: Avaliar a articula\u00e7\u00e3o do joelho durante a carga em 0o e 30\u00b0 de flex\u00e3o com aux\u00edlio do novo aparelho de tomografia com carga disponibilizado recentemente no IOT-HCFMUSP, em pacientes com: instabilidade patelar, ou les\u00f5es meniscais, ou les\u00f5es condrais, ou les\u00f5es do ligamento cruzado anterior antes e ap\u00f3s a reconstru\u00e7\u00e3o ligamentar. Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: 1)Idade entre 10 &#8211; 50 anos; Pacientes com luxa\u00e7\u00e3o recidivante de patela (2 ou mais epis\u00f3dios) diagnosticada clinicamente atrav\u00e9s de hist\u00f3ria t\u00edpica, exame f\u00edsico e radiografias simples e resson\u00e2ncia; Sinal do J positivo. 2) Idade entre 20 e 70 anos; Pacientes com diagn\u00f3stico de les\u00e3o meniscal radial baseado no exame de RNM. 3) Idade entre 20 e 50 anos; Pacientes com diagn\u00f3stico de les\u00e3o condral focal baseado no exame de RNM. 4) Idade entre 20 &#8211; 50 anos; Pacientes com diagn\u00f3stico de les\u00e3o do LCA, baseado em hist\u00f3ria t\u00edpica, exame f\u00edsico com instabilidade anterior e em exame de RNM confirmando a les\u00e3o. Casu\u00edstica: 80<\/li>\n<li><strong>Discente: THAYSA SIMOES PAIX\u00c3O PASSALINI (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Ricardo Fuller<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> RELA\u00c7\u00c3O ENTRE ESPONDILOSE E OSTEOPOROSE VERTEBRAL E SUAS CORRELA\u00c7\u00d5ES CL\u00cdNICAS E LABORATORIAIS EM UMA POPULA\u00c7\u00c3O DE IDOSOS BRASILEIROS DA COMUNIDADE: S\u00c3O PAULO AGEING &amp; HEALTH (SPAH) STUDY<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O objetivo principal deste estudo \u00e9 avaliar a rela\u00e7\u00e3o entre os diagn\u00f3sticos de EL e OP em uma popula\u00e7\u00e3o representativa dos idosos brasileiros. O objetivo secund\u00e1rio \u00e9 avaliar a preval\u00eancia de EL e OP na mesma popula\u00e7\u00e3o, e as rela\u00e7\u00f5es entre essas doen\u00e7as e par\u00e2metros demogr\u00e1ficos e antropom\u00e9tricos (idade, sexo, peso, IMC), laboratoriais e bioqu\u00edmicos (PTH, marcadores do remodelamento \u00f3sseo), e com comorbidades metab\u00f3licas (presen\u00e7a de tabagismo, n\u00edveis de glicemia e colesterol).<\/li>\n<li><strong>Discente: THIAGO QUADRANTE FREITAS (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Diogo Souza Domiciano<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> DESEMPENHO DO FRAX\u00ae BRASIL E METODOLOGIA NOGG COM E SEM DENSITOMETRIA \u00d3SSEA E <em>TRABECULAR BONE SCORE<\/em> NA PREDI\u00c7\u00c3O DE FRATURAS E MORTALIDADE EM UMA POPULA\u00c7\u00c3O DE IDOSOS DA COMUNIDADE COM ELEVADA INCID\u00caNCIA DE FRATURAS OSTEOPOR\u00d3TICAS: <em>THE S\u00c3O PAULO AGEING AND HEALTH<\/em> (SPAH) STUDY<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O FRAX calcula a probabilidade absoluta de fratura osteopor\u00f3tica em 10 anos. No Brasil, os limiares do risco de fratura que pressup\u00f5em tratamento s\u00e3o definidos pela metodologia NOGG. Esse limiar \u00e9 calculado sem a DMO e, em indiv\u00edduos sem fratura pr\u00e9via, \u00e9 determinado no mesmo n\u00edvel de probabilidade de fratura equivalente a uma pessoa de mesmo sexo, ra\u00e7a e IMC, com uma fratura pr\u00e9via por fragilidade. A adi\u00e7\u00e3o da DMO e do <em>Trabecular Bone Score<\/em>, uma medida indireta da microarquitetura trabecular, podem refinar os resultados do FRAX e do NOGG, determinando com maior precis\u00e3o se o risco calculado est\u00e1 acima ou abaixo do limiar de interven\u00e7\u00e3o. O estudo SPAH, realizado entre 2005 e 2012, compreende uma coorte prospectiva de idosos \u2265 65 anos da comunidade com elevado risco de fraturas vertebrais (FV) (40,3\/1000 pessoas-ano em mulheres e 30,6\/1000 em homens) e n\u00e3o vertebrais (FNV) (15,6\/1000 em mulheres e 6,3\/1000 em homens). Um dos principais fatores de risco para fratura nessa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a densidade mineral \u00f3ssea (DMO) do f\u00eamur (risco relativo de 1,42 para FV e de 1,68 para FNV), que tamb\u00e9m foi independentemente associada a mortalidade nessa popula\u00e7\u00e3o (raz\u00e3o de risco de 1,41; p\u2009=\u20090,001, a cada redu\u00e7\u00e3o de 1 desvio padr\u00e3o). Dado que na popula\u00e7\u00e3o SPAH houve uma incid\u00eancia de fraturas de f\u00eamur mais elevada do que a encontrada na popula\u00e7\u00e3o que originou o FRAX, os objetivos do presente estudo s\u00e3o avaliar o desempenho do FRAX\u00ae Brasil e metodologia NOGG com e sem densitometria \u00f3ssea e <em>Trabecular Bone Score<\/em> na predi\u00e7\u00e3o de fraturas e mortalidade dessa popula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"question\">\n<div class=\"title\"><i class=\"icon-plus acc-icon-plus\"><\/i><i class=\"icon-minus acc-icon-minus\"><\/i>LINHA 4 \u2013 Osteoimunologia e avalia\u00e7\u00e3o dos processos de regenera\u00e7\u00e3o musculoesquel\u00e9tica<\/div>\n<div class=\"answer\" style=\"display: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: ALEXANDRE MOURA DOS SANTOS (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Samuel Katsuyuki Shinjo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> EFICI\u00caNCIA E SEGURAN\u00c7A DE ESTIMULA\u00c7\u00c3O TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONT\u00cdNUA NO TRATAMENTO DA FADIGA DE PACIENTES COM VASCULITES SIST\u00caMICAS PRIM\u00c1RIAS: ENSAIO CL\u00cdNICO, RANDOMIZADO, DUPLO-CEGO E SHAM CONTROLADO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> As vasculites sist\u00eamicas prim\u00e1rias (VSP) s\u00e3o doen\u00e7as raras e heterog\u00eaneas que apresentam como caracter\u00edstica principal inflama\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos. Adicionalmente, por causa da manifesta\u00e7\u00e3o sist\u00eamica cr\u00f4nica dessas doen\u00e7as, tratamento medicamentoso e\/ou comorbidades, os pacientes com VSP apresentam redu\u00e7\u00e3o da sua qualidade de vida, capacidade funcional, aer\u00f3bia e de realiza\u00e7\u00e3o de atividades da vida di\u00e1ria. Todos esses fatores integram um ciclo vicioso no qual s\u00e3o potencializados pela alta preval\u00eancia de fadiga encontrada nesses pacientes. A exemplo de exerc\u00edcios f\u00edsicos, diversos s\u00e3o os estudos que t\u00eam mostrado a efic\u00e1cia do uso de estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica transcraniana de corrente cont\u00ednua (tDCS) em diminuir a fadiga e, consequentemente, melhorar a capacidade funcional e qualidade de vida dos indiv\u00edduos. A tDCS \u00e9 uma t\u00e9cnica de estimula\u00e7\u00e3o cerebral n\u00e3o-invasiva que consiste na aplica\u00e7\u00e3o de corrente el\u00e9trica cont\u00ednua de baixa intensidade aplicada sobre o escalpo intacto e na \u00e1rea de interesse cerebral, permitindo a modula\u00e7\u00e3o da excitabilidade cortical e indu\u00e7\u00e3o de neuroplasticidade. Al\u00e9m disso, a combina\u00e7\u00e3o de tDCS com exerc\u00edcios f\u00edsicos pode potencializar a redu\u00e7\u00e3o da fadiga, por mecanismo de neuroplasticidade, potencializando a conectividade da rede neural central e perif\u00e9rica e promovendo um maior \u00eaxito na melhora da qualidade de vida. A tDCS tem sido extensivamente utilizada em diversas doen\u00e7as, por\u00e9m n\u00e3o em doen\u00e7as autoimunes sist\u00eamicas. Neste contexto, o nosso grupo tem sido pioneiro na aplica\u00e7\u00e3o de tDCS em pacientes com miopatias autoimunes sist\u00eamicas. Os nossos resultados t\u00eam mostrado que tDCS, al\u00e9m de seguro, \u00e9 eficaz na melhora da qualidade de vida destes pacientes. Portanto, como expans\u00e3o da nossa linha de pesquisa, o objetivo do presente estudo \u00e9 avaliar a seguran\u00e7a e os efeitos de tDCS [associada ao treinamento aer\u00f3bio (TA)] em pacientes com VSP (particularmente, arterite de Takayasu &#8211; AT e granulomatose com poliangi\u00edte &#8211; GPA). Para tanto, 62 pacientes com AT e 32 pacientes com GPA ser\u00e3o selecionados, e posteriormente randomizados na raz\u00e3o de 1:1 e de forma estratificada por doen\u00e7a, portanto, originando os grupos AT (Sham e tDCS) e GPA (Sham e tDCS). Adicionalmente, selecionaremos um grupo controle saud\u00e1vel pareado por sexo, idade e \u00edndice de massa corporal para a realiza\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise transversal (fase 1), comparando aos pacientes (AT e GPA) com rela\u00e7\u00e3o: fadiga, qualidade de vida, capacidade funcional, dor, qualidade do sono, capacidade aer\u00f3bia, lactato s\u00e9rico, comorbidades e status da doen\u00e7a. Longitudinalmente (fase 2), realizaremos um estudo cl\u00ednico randomizado, duplo-cego e sham controlado, com dura\u00e7\u00e3o de quatro semanas (11 sess\u00f5es) de interven\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das avalia\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias e o seguimento durante 4 meses (a contar a partir do t\u00e9rmino do protocolo), ser\u00e3o avaliados: fadiga, qualidade de vida, capacidade aer\u00f3bia, funcional, percep\u00e7\u00e3o subjetiva de esfor\u00e7o, percep\u00e7\u00e3o subjetiva de recupera\u00e7\u00e3o e lactato s\u00e9rico (para avalia\u00e7\u00e3o da intensidade do treinamento). Ser\u00e1 avaliada tamb\u00e9m a seguran\u00e7a de tDCS no que se refere a reativa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e efeitos adversos da sua aplica\u00e7\u00e3o O efeito esperado \u00e9 reduzir o grau de fadiga, contribuindo com a melhora cl\u00ednica, reduzindo a utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos, por fim, proporcionando maior qualidade de vida. Al\u00e9m disso, o estudo pode ampliar o entendimento da import\u00e2ncia da plasticidade cortical em sintomas cl\u00e1ssicos das VSP, proporcionando uma nova ferramenta terap\u00eautica para aplica\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/li>\n<li><strong>Discente: ANDR\u00c9 SILVA FRANCO (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Rosa Maria Rodrigues Pereira<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DE EROS\u00c3O \u00d3SSEA EM ARTICULA\u00c7\u00d5ES METACARPOFAL\u00c2NGICAS E INTERFAL\u00c2NGICAS PROXIMAIS EM PACIENTES COM S\u00cdNDROME DE SJ\u00d6GREN PRIM\u00c1RIA UTILIZANDO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA QUANTITATIVA PERIF\u00c9RICA DE ALTA RESOLU\u00c7\u00c3O (HR-PQCT) E ASSOCIA\u00c7\u00c3O COM VARI\u00c1VEIS CL\u00cdNICAS, LABORATORIAIS E ENVOLVIMENTO \u00d3SSEO SIST\u00caMICO.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A s\u00edndrome de Sj\u00f6gren prim\u00e1ria (SSp) \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune inflamat\u00f3ria sist\u00eamica cr\u00f4nica com acometimento principal das gl\u00e2ndulas ex\u00f3crinas, levando \u00e0 s\u00edndrome sicca. O\u00a0 envolvimento do sistema musculoesquel\u00e9tico \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o extraglandular mais comum, caracterizado por artralgia em at\u00e9 75% dos pacientes e artrite inflamat\u00f3ria, usualmente descrita como poliartrite de pequenas articula\u00e7\u00f5es principalmente de membros superiores e n\u00e3o-erosiva, em at\u00e9 11% dos pacientes. A presen\u00e7a de eros\u00f5es articulares detectadas por radiografia simples \u00e9 descrita em apenas 1,5% desses pacientes. Estes dados s\u00e3o controversos na literatura, visto que nosso grupo descreveu os achados ultrassonogr\u00e1ficos de pacientes com SSp encontrando 47,4% de artrite na SSp, com 27,8% de eros\u00f5es articulares, principalmente nas articula\u00e7\u00f5es metacarpofal\u00e2ngicas (MCP) e interfal\u00e2ngicas proximais (IFP). A tomografia computadorizada quantitativa perif\u00e9rica de alta resolu\u00e7\u00e3o (HR-pQCT) \u00e9 uma tecnologia que permite avaliar de forma tridimensional diversos par\u00e2metros \u00f3sseos in vivo, com aplica\u00e7\u00e3o no estudo do metabolismo \u00f3sseo, comprometimento \u00f3sseo sist\u00eamico e localizado com avalia\u00e7\u00e3o de eros\u00f5es \u00f3sseas e oste\u00f3fitos em articula\u00e7\u00f5es MCP e IFP. Estudos demonstraram que a HR-pQCT mostrou-se superior \u00e0 radiografia convencional e ao ultrassom articular em pacientes com artrite reumatoide, com possibilidade de avaliar resposta ao tratamento. Assim sendo, o objetivo desse projeto de pesquisa \u00e9 utilizar a HR-pQCT em pacientes com SSp para avaliar eros\u00e3o \u00f3ssea em articula\u00e7\u00f5es MCP e IFP e comparar com os achados no ultrassom articular, correlacionando com dados de atividade de doen\u00e7a e comprometimento \u00f3sseo sist\u00eamico. Para isso, ser\u00e3o avaliados pacientes com SSp de ambos os sexos a partir de 18 anos de idade atrav\u00e9s de question\u00e1rios, exame f\u00edsico, exames laboratoriais, escore padronizado de atividade de doen\u00e7a, HR-pQCT de articula\u00e7\u00f5es MCP e IFP, HR-pQCT de radio distal e t\u00edbia distal e ultrassom de articula\u00e7\u00f5es metacarpofal\u00e2ngicas e interfal\u00e2ngicas proximais. Os resultados deste projeto poder\u00e3o mostrar uma maior efic\u00e1cia e sensibilidade na avalia\u00e7\u00e3o do comprometimento \u00f3sseo sist\u00eamico (r\u00e1dio distal e t\u00edbia distal) e localizado (eros\u00f5es e oste\u00f3fitos em MCP e IFP) empregando uma \u00fanica metodologia (HR-pQCT) em pacientes com s\u00edndrome de Sj\u00f6gren prim\u00e1ria.<\/li>\n<li><strong>Discente: CAIO GOMES TABET (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Tiago Lazzaretiti<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>TERAPIA CELULAR AVAN\u00c7ADA COM C\u00c9LULAS ESTROMAIS MESENQUIMAIS PARA LES\u00d5ES CONDRAIS E OSTEOARTRITE DO JOELHO: REVIS\u00c3O SISTEM\u00c1TICA E METAN\u00c1LISE<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O crescimento do n\u00famero de praticantes de atividades esportivas levou a um aumento tamb\u00e9m da preval\u00eancia de les\u00f5es da cartilagem articular. O uso de c\u00e9lulas estromais mesenquimais (MSCs) vem ganhando espa\u00e7o devido ao seu papel intr\u00ednseco no reparo e regenera\u00e7\u00e3o dos tecidos articulares gra\u00e7as \u00e0 sua plasticidade e multipot\u00eancia. O objetivo deste estudo \u00e9 avaliar, por meio de revis\u00e3o sistem\u00e1tica com meta-an\u00e1lise de ensaios cl\u00ednicos randomizados, a efic\u00e1cia e seguran\u00e7a da terapia com c\u00e9lulas estromais mesenquimais para o tratamento de les\u00f5es condrais e de osteoartrite do joelho. Ser\u00e3o inclu\u00eddos apenas ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECR), com randomiza\u00e7\u00e3o individual ou em clusters.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: CARLOS EMILIO INSFR\u00c1N ECHAURI (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Orientador: Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfa<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>CRIT\u00c9RIOS CLASSIFICAT\u00d3RIOS DO EULAR\/ACR-2019 E DO SLICC-2012 AO DIAGN\u00d3STICO DO L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO: FATORES PREDITORES DE DANO \u00c0 LONGO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Avaliar os fatores preditores em pacientes com LES de dano \u00e0 longo prazo entre os dom\u00ednios dos crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o EULAR\/ACR2019 e SLICC-2012 ao diagn\u00f3stico da doen\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"question\">\n<div class=\"title\"><i class=\"icon-plus acc-icon-plus\"><\/i><i class=\"icon-minus acc-icon-minus\"><\/i>LINHA 5 \u2013 Modelos cl\u00ednicos e experimentais da an\u00e1lise funcional do movimento<\/div>\n<div class=\"answer\" style=\"display: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: ANTONIO CARLOS TENOR JUNIOR (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eduardo Angeli Malavolta<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> OSTEOSS\u00cdNTESE DAS FRATURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO \u00daMERO EM TR\u00caS OU EM QUATRO PARTES EM IDOSOS COM PLACA DE ESTABILIDADE ANGULAR COM OU SEM ASSOCIA\u00c7\u00c3O DE SUBSTITUTO \u00d3SSEO SINT\u00c9TICO: ENSAIO CL\u00cdNICO RANDOMIZADO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Objetivo: comparar os resultados cli\u0301nicos e radiogr\u00e1ficos das fraturas da extremidade proximal do \u00famero desviadas, em 3 ou em 4 partes, em pacientes idosos, tratados com placa de estabilidade angular associada ou na\u0303o ao substituto o\u0301sseo sint\u00e9tico de cimento de sulfato de ca\u0301lcio. Crit\u00e9rios de Inclus\u00e3o: fraturas da extremidade proximal do \u00famero em 3 ou em 4 partes, de acordo com os crit\u00e9rios da classifica\u00e7\u00e3o de Neer, pacientes idosos (idade \u2265 60 anos), tempo m\u00e1ximo decorrido do trauma 14 dias e temo m\u00ednimo de seguimento p\u00f3s-operat\u00f3rio de 1 ano. Casu\u00edstica: 64 pacientes (32 no grupo estudo e 32 no grupo controle). Crit\u00e9rios de Exclus\u00e3o: n\u00e3o concord\u00e2ncia do paciente em assinar o termo de consentimento livre e esclarecido, fraturas em uma parte (sem desvio), fraturas em 2 partes (do colo cir\u00fargico ou de uma das tuberosidades), fraturas luxa\u00e7\u00f5es, fraturas patol\u00f3gicas, fraturas expostas, fraturas ipsilaterais associadas, fraturas articulares do tipo head Split, incapacidade de entender os question\u00e1rios, infec\u00e7\u00f5es ativas ou pr\u00e9vias no ombro, les\u00e3o nervosa no membro, les\u00f5es irrepar\u00e1veis do manguito rotador, cirurgias pr\u00e9vias no ombro, antecedente de tabagismo, op\u00e7\u00e3o do paciente pelo tratamento n\u00e3o cir\u00fargico devido ao risco cir\u00fargico elevado verificado na avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-anest\u00e9sica e perda do seguimento antes de completar 1 ano de p\u00f3s-operat\u00f3rio.<\/li>\n<li><strong>Discente: ALINE FERREIRA GUIMAR\u00c3ES GUBOLINI (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Julia Maria D\u00b4Andrea Greve<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O FUNCIONAL E DE QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM FRATURAS DE MEMBROS INFERIORES AP\u00d3S ACIDENTES DE TR\u00c2NSITO INTERNADOS NO IOT-HCFMUSP<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Acidentes de tr\u00e2nsito constituem uma das principais causas de interna\u00e7\u00f5es nas unidades de ortopedia e\u00a0 frequentemente demandam procedimentos\u00a0 cir\u00fargicos m\u00faltiplos no seu tratamento. No Estado de S\u00e3o Paulo, de acordo com os dados do Infosiga SP, nos primeiros cinco meses de 2021, foram contabilizados 1932 \u00f3bitos por acidentes de tr\u00e2nsito contra 1903\u00a0 em 2020, aumento de 1,5%.\u00a0 Houve aumento de 9,7% dos acidentes com v\u00edtimas, passando de 64.325 (2020) para 70.587 (2021). Houve redu\u00e7\u00e3o das fatalidades de ciclistas e pedestres, mas as mortes por acidentes com motocicletas ficaram est\u00e1veis: 754 (2020) e 758 (2021). Tamb\u00e9m, houve aumento de 8,8% das mortes dos ocupantes de autom\u00f3veis, passando de\u00a0 432(2020) para 470 (2021). Os acidentes com motocicletas s\u00e3o muito frequentes, pelo tamanho crescente da frota, relacionado com o\u00a0 custo,\u00a0 agilidade no tr\u00e2nsito e facilidade para uso como ferramenta de trabalho. A vulnerabilidade dos motociclistas \u00e9 evidente, pois em uma\u00a0 colis\u00e3o, a energia gerada no impacto \u00e9 absorvida pelo corpo da v\u00edtima. V\u00e1rias s\u00e3o as les\u00f5es sofridas pelos motociclistas, mas,\u00a0 destacam-se pela frequ\u00eancia e gravidade , as les\u00f5es dos membros inferiores, que muitas vezes geram sequelas permanentes, com preju\u00edzo da\u00a0 mobilidade e repercuss\u00f5es sociais, familiares e econ\u00f4micas (Miki N, et al., 2014). As fraturas complexas dos membros inferiores, les\u00f5es muito frequentes nos motociclistas, demandam a realiza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias cirurgias corretivas, reparadoras, podendo evoluir para amputa\u00e7\u00e3o e suas consequ\u00eancias na qualidade de vida e funcionalidade.\u00a0 Al\u00e9m disso, essas les\u00f5es demandam longos\u00a0 per\u00edodos de interna\u00e7\u00e3o\u00a0 e \u00a0reabilita\u00e7\u00e3o para as v\u00edtimas (Reis C.C. et al, 2017). As les\u00f5es graves e complexas dos membros inferiores causadas por acidentes de tr\u00e2nsito podem interferir na deambula\u00e7\u00e3o, mobilidade e\u00a0 condi\u00e7\u00e3o laborativa das v\u00edtimas. Assim,\u00a0 \u00e9 importante conhecer as condi\u00e7\u00f5es dos pacientes ap\u00f3s o acidente, para melhorar os cuidados de reabilita\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o social.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente:<\/strong> <strong>DAVID GON\u00c7ALVES NORDON (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Olavo Pires de Camargo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: TRADU\u00c7\u00c3O E ADAPTA\u00c7\u00c3O CULTURAL DO GAIT OUTCOME ASSESSMENT LIST (GOAL) PARA A L\u00cdNGUA PORTUGUESA DO BRASIL<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>Paralisia Cerebral (PC) \u00e9 o termo utilizado para definir um espectro de doen\u00e7as do desenvolvimento da motricidade e do equil\u00edbrio causados por uma les\u00e3o encef\u00e1lica n\u00e3o progressiva no c\u00e9rebro imaturo1. Dependendo da causa e extens\u00e3o da les\u00e3o no c\u00e9rebro, podem ocorrer tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es sensoriais, cognitivas e de fun\u00e7\u00f5es neurovegetativas. A disfun\u00e7\u00e3o motora nestes pacientes ocorre devido a les\u00e3o se dar na \u00e1rea cerebral que d\u00e1 origem a vias descendentes que modulam as vias motoras perif\u00e9ricas. Com isto, ocorre uma diminui\u00e7\u00e3o da modula\u00e7\u00e3o do arco-reflexo medular pela perda da via de integra\u00e7\u00e3o levando a sinais chamados positivos que s\u00e3o o aumento da espasticidade, hiperreflexia e a co-contra\u00e7\u00e3o de agonistas e antagonistas.\u00a0 A perda de inerva\u00e7\u00e3o leva tamb\u00e9m a sinais negativos como perda da for\u00e7a e do controle seletivo2.\u00a0 As altera\u00e7\u00f5es motoras podem afetar os indiv\u00edduos em graus diferentes3.\u00a0 A espasticidade altera o desenvolvimento normal do m\u00fasculo e o seu crescimento, que n\u00e3o acompanha o crescimento \u00f3sseo e resulta em contraturas. As contraturas e as deformidades secund\u00e1rias a ela, alteram a marcha dos pacientes com PC deambuladores. O objetivo do tratamento ortop\u00e9dico da crian\u00e7a com PC \u00e9 melhorar sua fun\u00e7\u00e3o no sentido de promover sua maior independ\u00eancia. Ao longo da vida, as crian\u00e7as e adolescentes com PC sofrem deteriora\u00e7\u00e3o da marcha o que pode afetar a atividade e participa\u00e7\u00e3o.\u00a0 Segundo a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Sa\u00fade (CIF), o conceito de sa\u00fade abrange outros aspectos al\u00e9m da perda da fun\u00e7\u00e3o motora4.\u00a0 Assim, as expectativas do tratamento devem passar por estas an\u00e1lises em que os pacientes e fam\u00edlias s\u00e3o questionados quanto ao esperado para o tratamento levando-se em conta seus contextos psicossociais5. As ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o e qualidade de vida s\u00e3o muito importantes para se ter uma mensura\u00e7\u00e3o dos resultados que se obt\u00e9m com as interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o realizadas no paciente PC deambulador para ganho de fun\u00e7\u00e3o e mobilidade. Nenhum question\u00e1rio existente aborda este tema. O question\u00e1rio GOAL (Gait Outcome Assessment List) desenvolvido pelo grupo de Toronto tem como finalidade avaliar as expectativas dos pacientes e cuidadores quanto ao de tratamento, sendo que todas as suas propriedades psicom\u00e9tricas j\u00e1 foram validadas6. O question\u00e1rio GOAL cont\u00e9m 2 vers\u00f5es: para pais e para as crian\u00e7as, tem 48 quest\u00f5es dividas em 7 dom\u00ednios (Atividades de vida di\u00e1ria e independ\u00eancia; Funcionalidade da marcha e mobilidade; Dor, desconforto e fadiga; Atividade f\u00edsica, esporte e recrea\u00e7\u00e3o, Padr\u00e3o e apar\u00eancia da marcha, Uso de \u00f3rteses e equipamentos de aux\u00edlio; Imagem corporal e auto-estima). O question\u00e1rio GOAL faz perguntas sobre diversos aspectos dentro do dom\u00ednios acima e em seguida, questiona qual importante \u00e9 a melhora naquele aspecto. O question\u00e1rio foi desenvolvidos no idioma ingl\u00eas. Para que essas ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o sejam usadas em diferentes pa\u00edses com diferentes idiomas, \u00e9 necess\u00e1rio realizar a tradu\u00e7\u00e3o e a adapta\u00e7\u00e3o cultural e testar as propriedades psicom\u00e9tricas das ferramentas adaptadas7. Devido \u00e0 import\u00e2ncia da padroniza\u00e7\u00e3o no uso de medidas de avalia\u00e7\u00e3o, os question\u00e1rios desenvolvidos em l\u00ednguas estrangeiras precisam ser traduzidas e suas propriedades psicom\u00e9tricas avaliadas, para criar equival\u00eancia entre os estudos. Esse processo possibilita que m\u00e9dicos e outros profissionais que trabalham em um determinado campo obtenham uma ferramenta confi\u00e1vel para a avalia\u00e7\u00e3o de pacientes. Assim, com os procedimentos adequados, o GOAL pode se tornar dispon\u00edvel para avaliar pacientes com PC na l\u00edngua portuguesa no Brasil.<\/li>\n<li><strong>Discente: FABIO SEIJI MAZZI YAMAGUCHI (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Olavo Pires de Camargo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DO GRUPO DE QUADRIL DO IOT-HCFMUSP ATRAV\u00c9S DA TELEORTOPEDIA<br \/>\nResumo: O Grupo do Quadril do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (IOT\/HC\/FMUSP) atende pacientes com osteoartrite do quadril de diversas causas e pacientes com artroplastias do quadril e suas complica\u00e7\u00f5es. Osteoartrite (OA) do quadril ou coxartrose \u00e9 uma doen\u00e7a degenerativa da articula\u00e7\u00e3o coxofemoral que consiste na les\u00e3o progressiva da cartilagem articular e estruturas adjacentes. O quadril \u00e9 a segunda articula\u00e7\u00e3o mais acometida, sendo a primeira o joelho (1). A osteoartrite do quadril pode ser secund\u00e1ria a certas condi\u00e7\u00f5es, como osteonecrose da cabe\u00e7a do f\u00eamur, trauma, pioartrite ou artrite reumat\u00f3ide, al\u00e9m da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) e epifisiolistese. Quando a causa da OA do quadril n\u00e3o pode ser determinada, denomina-se OA prim\u00e1ria e \u00e9 um diagn\u00f3stico de exclus\u00e3o. A preval\u00eancia de OA do quadril \u00e9 cerca de 3 a 6 % na popula\u00e7\u00e3o caucasiana e n\u00e3o se alterou nos \u00faltimos 40 anos (2). Contudo, a sua incid\u00eancia est\u00e1 crescente, devido ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a epidemia de obesidade, estimando que em 2030 haver\u00e1 cerca de 41,1 milh\u00f5es de americanos com OA de quadril e um de aumento de 174 % nas artroplastias de quadril, chegando ao impressionante n\u00famero de 572.000 cirurgias por ano em 2030 (3). Apesar de n\u00e3o haver cura para OA, existem diversas op\u00e7\u00f5es de tratamento n\u00e3o cir\u00far-gico para controle de dor, redu\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo funcional e melhora da mobilidade. Medidas conservadoras incluem exerc\u00edcios aer\u00f3bicos, fortalecimento muscular, perda de peso e medica\u00e7\u00f5es analg\u00e9sicas e anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroidais (AINEs). Infiltra\u00e7\u00e3o intra-articular com cortic\u00f3ide e artroplastias s\u00e3o modalidades mais invasivas. (4). A artroplastia total de quadril (ATQ) \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o de tratamento para OA de quadril avan\u00e7ada que n\u00e3o responde mais \u00e0s medidas n\u00e3o-cir\u00fargicas (5). Atualmente, mais de 1 milh\u00e3o de pr\u00f3teses de quadril s\u00e3o realizadas anualmente e o n\u00famero de artroplastias prim\u00e1rias e revis\u00f5es est\u00e3o aumentando gradativamente a cada ano em pa\u00edses desenvolvidos. Entre 2008 e 2017, o n\u00famero de artroplastias totais de quadril subiu 37 % no Reino Unido, tendo aumento semelhante na Su\u00e9cia, Nova Zel\u00e2ndia e Coreia do Sul (6). Pacientes com OA avan\u00e7ada de quadril apresentam deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade de vida, funcionalidade e mobilidade. A cirurgia de ATQ \u00e9 um procedimento de substitui\u00e7\u00e3o arti-cular que restaura a qualidade de vida e a funcionalidade.\u00a0 (7). A mobilidade pode ser avaliada de diversas maneiras, uma delas \u00e9 o exame f\u00edsico, o qual \u00e9 fundamental para realizar o diagn\u00f3stico e determinar a gravidade da doen\u00e7a, mas \u00e9 um indicador fraco da capacidade funcional. Para tal, o desenvolvimento de testes que reproduzissem movimentos do dia a dia permite melhor avalia\u00e7\u00e3o funcional, como por exemplo, le-vantar-se de uma cadeira, inclinar-se, apoiar-se sobre uma perna e outros, podendo a performance ser pontuada ou cronometrada (8). Com a pandemia da COVID-19, muitos atendimentos de pacientes ambulatoriais foram suspensos, afetando centenas de pacientes (9). Dessa forma, a pandemia do SARS-COV 2 for\u00e7ou diversos pa\u00edses a buscarem estrat\u00e9gias para readaptar seus sistemas de sa\u00fade e, uma delas, foi a expans\u00e3o da telemedicina (10). A telemedicina \u00e9 uma importante ferramenta para aproximar os pacientes dos centros de sa\u00fade e permite maior economia, pois reduz gastos com transporte, faltas no trabalho e aus\u00eancias em compromissos. Pacientes e familiares podem acessar a uma consulta de qualquer lugar e de lugares diferentes, ou seja, essa modalidade de atendimento permite maior acesso a sa\u00fade com menos faltas e cancelamentos (11). A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) definiu a telemedicina como: \u201cA entrega de servi\u00e7os de cuidado \u00e0 sa\u00fade, onde a dist\u00e2ncia \u00e9 fator cr\u00edtico, por todos os profissionais de sa\u00fade, utilizando tecnologia de informa\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o para a troca de informa\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas para o diagn\u00f3stico, tratamento e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as e les\u00f5es; pesquisas e avalia\u00e7\u00f5es, e educa\u00e7\u00e3o continuada de trabalhadores da sa\u00fade, com o intuito de melhorar a sa\u00fade de indiv\u00edduos e comunidades. Estudos revelaram alta satisfa\u00e7\u00e3o dos pacientes com a telemedicina pela conveni\u00eancia, redu\u00e7\u00e3o do tempo de espera e de viagem, al\u00e9m do impacto econ\u00f4mico, principalmente, nos pacientes que viajam longas dist\u00e2ncias ou necessitam se ausentar do emprego. Estudos sugerem que a telemedicina na ortopedia \u00e9 segura, custo-efetiva e altas taxas de satisfa\u00e7\u00e3o dos pacientes (12). Paquette e colaboradores calcularam o impacto que a telemedicina teve na economia de tempo, custos e polui\u00e7\u00e3o ambiental. A m\u00e9dia de dist\u00e2ncia percorrida que os pacientes realizavam para irem e voltarem das consultas foi de 31,2 milhas, cerca de 50 quil\u00f4metros e o tempo m\u00e9dio economizado foi de 39 minutos. Em 146 consultas virtuais, os pacientes economizaram cerca de 882 litros de gasolina e 622 d\u00f3lares americanos (U$ 1=R$ 5,30). A redu\u00e7\u00e3o total da emiss\u00e3o de poluentes pelos ve\u00edculos, incluindo di\u00f3xido de carbono, mon\u00f3xido de carbono, \u00f3xidos n\u00edtricos e compostos org\u00e2nicos vol\u00e1teis foram de 1.632 Kg, 42.867 g, 3.160 g e 4.715 g respectivamente. (13). Atualmente, a telemedicina est\u00e1 sendo utilizada para diversas especialidades, facilitando o tratamento e o acompanhamento de pacientes que possuem dificuldade de acesso. A tele ortopedia, telemedicina aplicada \u00e0 especialidade ortop\u00e9dica, permite a oferta dos cuidados ortop\u00e9dicos a pacientes independente da dist\u00e2ncia. Por reduzir tempo de viagem, tempo de espera e custos, a tele ortopedia, al\u00e9m de aumentar a satisfa\u00e7\u00e3o dos pacientes, permite maior efetividade na reabilita\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cirurgias. (14). O desenvolvimento de protocolos facilita a aplica\u00e7\u00e3o da telemedicina em diversas \u00e1reas, incluindo a ortopedia. Nosso protocolo de avalia\u00e7\u00e3o do quadril permitir\u00e1 o aumento das consultas ortop\u00e9dicas virtuais favorecendo centenas de pacientes. A fim de desenvolver um protocolo de exame f\u00edsico simples, f\u00e1cil e reprodut\u00edvel, tanto pelo paciente, quanto por outros servi\u00e7os de ortopedia, optou-se pela avalia\u00e7\u00e3o da marcha, realiza\u00e7\u00e3o do teste Timed Up and Go (TUG) e do teste de Trendelemburg e, em casos p\u00f3s cir\u00fargicos, avaliar o aspecto da ferida operat\u00f3ria. O exame f\u00edsico do quadril come\u00e7a com a avalia\u00e7\u00e3o do paciente em p\u00e9 e an\u00e1lise da marcha (15). Pacientes com OA de quadril apresentam marcha e biomec\u00e2nica alteradas e, com intuito de reduzir a compress\u00e3o da cabe\u00e7a no acet\u00e1bulo e diminuir a dor, a marcha torna-se claudicante. Em casos avan\u00e7ados de AO, o paciente necessita de aux\u00edlio de \u00f3rteses para deambular, decorrente da dor e da redu\u00e7\u00e3o do arco de movimento do quadril (16). Na avalia\u00e7\u00e3o da marcha ser\u00e1 analisado se h\u00e1 ou n\u00e3o claudica\u00e7\u00e3o e se o paciente necessita ou n\u00e3o de aux\u00edlio. O teste TUG consiste em medir o tempo, em segundos, para que o paciente levante de uma cadeira, caminhe 3 metros e retorne de volta \u00e0 cadeira, sentando-se novamente. Nenhum aux\u00edlio f\u00edsico \u00e9 permitido e o paciente pode utilizar \u00f3rteses para auxiliar a deambula\u00e7\u00e3o se necess\u00e1rio (17). O TUG \u00e9 simples, r\u00e1pido e f\u00e1cil de ser realizado, n\u00e3o necessitando de equipamentos especiais, apenas um rel\u00f3gio e uma cadeira com bra\u00e7os. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio experi\u00eancia profissional ou treinamento, as ordens s\u00e3o claras e a avalia\u00e7\u00e3o pelo tempo \u00e9 objetivo (8). O teste de Trendelenburg, descrito por Friedrich Trendelenburg em 1895, \u00e9 um teste f\u00edsico para detectar fraqueza da musculatura abdutora do quadril, sendo um teste simples, f\u00e1cil e que n\u00e3o necessita de nenhum material especial. De acordo com Hardcastle e Nade, o teste utiliza uma escala nominal, podendo ser positivo ou negativo (18). O examinador fica atr\u00e1s do paciente e o paciente \u00e9 orientado a ficar apoiado em apenas uma perna e ser\u00e1 positivo se a pelve se inclinar para o lado da perna n\u00e3o apoiada e negativo se a pelve se manter est\u00e1vel. Teste positivo indica fraqueza da musculatura abdutora do quadril do lado da perna apoiada durante o teste (19). H\u00e1 poucos estudos mostrando o resultado da estrat\u00e9gia da telemedicina na ortopedia e traumatologia (14). N\u00e3o existe, at\u00e9 o momento, segundo o nosso conhecimento, nenhum trabalho na literatura com protocolo de atendimento da articula\u00e7\u00e3o do quadril e avalia\u00e7\u00e3o de pacientes com osteoartrose e artroplastia total do quadril via teleortopedia.<\/li>\n<li><strong>Discente: JO\u00c3O VITAL ARTHUR MARADONA OLIVEIRA DIAS (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: M\u00e1rcia Uch\u00f4a de Rezende<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO COMPARATIVO PROSPECTIVO CEGO RANDOMIZADO PROSPECTIVO ENTRE APLICA\u00c7\u00c3O DE FENOL E RADIOFREQU\u00caNCIA PULSADA EM OSTEOARTRITE GRAVE DOS JOELHOS<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> \u00a0Objetivo: Comparar desfechos funcionais e a dor nos joelhos ap\u00f3s aplica\u00e7\u00e3o de fenol ou radiofrequ\u00eancia pulsada nos nervos geniculares pela t\u00e9cnica percut\u00e2nea nos pacientes que aguardam ATJ. Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: Homens e mulheres diagnosticados com osteoartrite do joelho (OAJ) uni ou bilateral grave com diabetes tipo II; Indica\u00e7\u00e3o formal de artroplastia total de joelho uni ou bilateral; Escala de Classifica\u00e7\u00e3o Num\u00e9rica (ECN) de dor maior que 6; Pacientes com resposta positiva no teste de bloqueio anest\u00e9sico dos nervos geniculares; Pacientes n\u00e3o submetidos \u00e0 artroplastia pr\u00e9via no joelho estudado; Pacientes sem indica\u00e7\u00e3o formal de artroplastia ou artrodese em outras articula\u00e7\u00f5es dos membros inferiores; Pacientes sem marcapasso; Pacientes nunca submetidos \u00e0 eletroacupuntura; Pacientes n\u00e3o submetidos \u00e0 infiltra\u00e7\u00e3o nos joelhos at\u00e9 6 meses antes do estudo; Pacientes sem antecedentes pessoais de dist\u00farbios cognitivos, psiqui\u00e1tricos e ou neurol\u00f3gicos, cujos sintomas apresentados no momento da avalia\u00e7\u00e3o estejam relacionados ou interfiram significativamente nas fun\u00e7\u00f5es de aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, racioc\u00ednio l\u00f3gico, compreens\u00e3o, de modo a prejudicar a assimila\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es dadas; Capacidade para ler, entender e responder aos question\u00e1rios<\/li>\n<li><strong>Discente: LUCAS MORATELLI (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Teng Hsiang Wei<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>EFEITO DO EMPREGO DE MONOSIALOGANGLIOSIDE (GM1) ASSOCIADO \u00c0 COLA DE FIBRINA NA REGENERA\u00c7\u00c3O DO NERVO CI\u00c1TICO EM RATOS.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O objetivo prim\u00e1rio \u00e9 avaliar se o reparo neural com GM1 associado a cola de fibrina pode melhorar a recupera\u00e7\u00e3o funcional na regenera\u00e7\u00e3o do nervo ci\u00e1tico em ratos. O objetivo secund\u00e1rio \u00e9 avaliar o n\u00famero total de ax\u00f4nios mielinizados e as \u00e1reas dos ax\u00f4nios nos grupos com e sem GM1 por meio da avalia\u00e7\u00e3o histomorfom\u00e9trica de segmentos neurais ap\u00f3s 14 semanas. Os gangliosideos, dos quais a monosialotetrahexosylganglioside (GM1) \u00e9 o tipo mais estudado, t\u00eam sido propostos como facilitadores da regenera\u00e7\u00e3o neural no sistema nervoso central. Trata-se de subst\u00e2ncias naturalmente presentes em diferentes membranas celulares, sobretudo no c\u00e9rebro e na subst\u00e2ncia branca, e corresponde a at\u00e9 10% do conte\u00fado lip\u00eddico neuronal no sistema nervoso central (Ledeen 1978). Nos nervos perif\u00e9ricos, o emprego de GM1 associado a tubo de \u00e1cido glic\u00f3lico nas les\u00f5es do nervo ci\u00e1tico de ratos apresentou resultados funcionais semelhantes \u00e0 enxertia de nervo aut\u00f3geno, e ainda mostrou uma organiza\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica superior (Costa et al. 2015)<\/li>\n<li><strong>Discente: LUIZ SORRENTI (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente:\u00a0 Rames Mattar Jr<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>DESCRI\u00c7\u00c3O DE T\u00c9CNICA E TESTE BIOMEC\u00c2NICO EXPERIMENTAL DE NOVA SUTURA PARA TEND\u00d5ES FLEXORES DOS DEDOS DAS M\u00c3OS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O objetivo deste estudo \u00e9 descrever e comparar a nova t\u00e9cnica de sutura desenvolvida com as t\u00e9cnicas descritas por McLarney et al (sutura cruzada com 4 passagens) e por Renner et al (sutura com fio em al\u00e7a e 4 passagens), todas realizadas com fios de alta resist\u00eancia, a fim de definir qual a t\u00e9cnica mais eficiente para realiza\u00e7\u00e3o da tenorrafia dos tend\u00f5es flexores O tratamento cir\u00fargico das le\u00f5es dos tend\u00f5es flexores dos dedos das m\u00e3os muitas se torna um desafio, principalmente nas les\u00f5es localizadas na Zona II de Verdan, \u00e9 necess\u00e1rio realizar uma tenorrafia com resist\u00eancia suficiente para permitir a mobiliza\u00e7\u00e3o precoce dos dedos a fim de evitar a ader\u00eancia do tend\u00e3o reparado, sem ocorrer a ruptura da sutura realizada ou forma\u00e7\u00e3o de \u201cgap\u201d no s\u00edtio da les\u00e3o. Levando essa informa\u00e7\u00e3o em considera\u00e7\u00e3o, foi desenvolvida uma nova t\u00e9cnica de tenorrafia que engloba todos os fatores que supostamente aumentam a resist\u00eancia da sutura e diminuem a chance de ader\u00eancia tend\u00ednea descritas anteriormente, incluindo a distribui\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o por uma \u00e1rea maior de sec\u00e7\u00e3o transversa do tend\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: MARCOS DE CAMARGO LEONHARDT (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Kodi Edson Kojima<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTUDO PROSPECTIVO RANDOMIZADO DO TRATAMENTO DE FRATURAS DA EXTREMIDADE DISTAL DA T\u00cdBIA COM HASTE INTRAMEDULAR BLOQUEADA COM E SEM FIXA\u00c7\u00c3O SIMULT\u00c2NEA DA F\u00cdBULA<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>As fraturas dos ossos da perna s\u00e3o muito freq\u00fcentes nos servi\u00e7os de emerg\u00eancia devido ao aumento na incid\u00eancia de traumas de maior energia como acidentes automobil\u00edsticos, motocicl\u00edsticos, atropelamentos e queda de altura. As fraturas que ocorrem na regi\u00e3o \u00edstmica da di\u00e1fise da t\u00edbia tem como tratamento definitivo de elei\u00e7\u00e3o sua fixa\u00e7\u00e3o interna com a haste intramedular bloqueada (10,18,20). Devido ao contato da haste com o canal medular, existe uma melhor redu\u00e7\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o do foco fratur\u00e1rio, sendo os resultados desse m\u00e9todo bons, com o restabelecimento da anatomia e a recupera\u00e7\u00e3o funcional do membro. Na por\u00e7\u00e3o distal da di\u00e1fise da t\u00edbia temos v\u00e1rias peculiaridades que tornam uma regi\u00e3o de interesse de estudo. Nesta localiza\u00e7\u00e3o, o canal medular j\u00e1 se encontra alargado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 di\u00e1fise; a cortical \u00f3ssea se torna delgada, forma-se um fragmento distal pequeno e com freq\u00fc\u00eancia apresenta graus moderados a graves de acometimento das partes moles, fato este que pode dificultar o tratamento. Devido a essas dificuldades, v\u00e1rios m\u00e9todos de tratamento s\u00e3o propostos: conservador (6), fixador externo (21), placas convencionais (4), placa com parafusos bloqueados (1,3,8,11,13,,19,20) e hastes intramedulares convencionais (3,4,5), e hastes intramedulares com bloqueio multiplanar (4,5,7,16). O tratamento com a haste intramedular bloqueada, quando comparada \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o com placa, tem a vantagem de preservar melhor a cobertura de partes moles e, portanto ter menor incid\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es destas (1,2,3,7,8,10,11,12,13,18,20). Entretanto, como nessa regi\u00e3o o canal medular \u00e9 largo, as taxas de m\u00e1 redu\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o viciosa s\u00e3o mais altas no tratamento com a haste intramedular bloqueada, quando se comparando com a fixa\u00e7\u00e3o com placas de estabilidade angular (8,13,17). Para prevenir essa complica\u00e7\u00e3o, alguns autores indicam a fixa\u00e7\u00e3o associada da fratura da f\u00edbula, que guia a redu\u00e7\u00e3o da t\u00edbia pela sua uni\u00e3o pela sindesmose do tornozelo. Foi comprovada a diminui\u00e7\u00e3o das taxas de consolida\u00e7\u00e3o viciosa com esse procedimento (8). A fixa\u00e7\u00e3o da fratura da f\u00edbula altera a estabilidade da fixa\u00e7\u00e3o da t\u00edbia, tornando o sistema mais r\u00edgido, especialmente por diminuir as cargas axiais. Com isso pode ocasionar retardo ou falha da consolida\u00e7\u00e3o (8,11).<\/li>\n<li><strong>Discente: PRISCILA VIEIRA LOUREN\u00c7O DOS REIS (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Hamilton Roschel<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto<\/strong>: ASSOCIA\u00c7\u00c3O DO CONSUMO ALIMENTAR DURANTE O PER\u00cdODO DE HOSPITALIZA\u00c7\u00c3O NA MASSA MUSCULAR E DESFECHOS CL\u00cdNICOS DE IDOSOS: UM ESTUDO DE COORTE PROSPECTIVO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> \u00a0O processo de envelhecimento est\u00e1 associado a diversos efeitos delet\u00e9rios tais como redu\u00e7\u00e3o sensorial do paladar e olfato, digest\u00e3o lenta, baixo consumo alimentar, e preju\u00edzos na mastiga\u00e7\u00e3o e levando a um pobre estado nutricional.\u00a0 Especificamente, idosos hospitalizados apresentam um pobre estado nutricional, hipocinesia e uma pronunciada resposta inflamat\u00f3ria o que associado aos efeitos delet\u00e9rios do envelhecimento, pode exacerbar significativamente o estado catab\u00f3lico de idosos hospitalizados aumentando o risco de desfechos indesejados tais como promover dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da massa muscular durante o per\u00edodo de hospitaliza\u00e7\u00e3o, sendo este associado com o tempo de interna\u00e7\u00e3o e incid\u00eancia de morbidades e mortalidade. Assim, neste projeto ser\u00e1 investigado e caracterizado o consumo alimentar de idosos durante o per\u00edodo de hospitaliza\u00e7\u00e3o e seu efeito e potencial impacto negativo na sa\u00fade muscular e em desfechos tais como funcionalidade, tempo de interna\u00e7\u00e3o, readmiss\u00e3o hospitalar e mortalidade de idosos hospitalizados. Ademais, ser\u00e1 investigado se os pacientes com um consumo proteico-energ\u00e9tico mais pr\u00f3ximo da recomenda\u00e7\u00e3o apresentam menor impacto negativo sobre de massa muscular e melhores desfechos cl\u00ednicos do que suas contrapartes que apresentam um menor consumo energ\u00e9tico-prot\u00e9ico. Para isso, pacientes idosos admitidos no servi\u00e7o de geriatria do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (HCFMUSP) ser\u00e3o e avaliados na admiss\u00e3o (ADM), alta m\u00e9dica (ALTA), 2 (2 MESES) e 6 (6 MESES) ap\u00f3s os pacientes receberem alta hospitalar. Ser\u00e3o avaliados o consumo alimentar di\u00e1rio das principais refei\u00e7\u00f5es, massa muscular, for\u00e7a, funcionalidade, independ\u00eancia, tempo de interna\u00e7\u00e3o, n\u00famero de readmiss\u00f5es hospitalares e a taxa de mortalidade. As vari\u00e1veis dependentes ser\u00e3o analisadas por inten\u00e7\u00e3o de tratamento atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise de modelos mistos para medidas repetidas e, em caso de F significante, um <em>post hoc<\/em> de Tukey ser\u00e1 utilizado para as compara\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"question\">\n<div class=\"title\"><i class=\"icon-plus acc-icon-plus\"><\/i><i class=\"icon-minus acc-icon-minus\"><\/i>LINHA 6 \u2013 Sistema imune e autoimune<\/div>\n<div class=\"answer\" style=\"display: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li style=\"list-style-type: none;\"><\/li>\n<li><strong>Discente: ANA PAULA LUPPINO ASSAD (DD) <\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Eduardo Ferreira Borba <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DO USO DE IMUNOSSUPRESSORES EM PACIENTES COMHIPERTENS\u00c3O ARTERIAL PULMONAR (HAP) E LUPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO (LES)<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A hipertens\u00e3o arterial pulmonar (HAP) \u00e9 uma doen\u00e7a incur\u00e1vel, progressiva e ainda letal, apesar de diversos vasodilatadores pulmonares espec\u00edficos adotados na pr\u00e1tica cl\u00ednica nos \u00faltimos anos. No Brasil, as doen\u00e7as do tecido conjuntivo (DTC) representam cerca 25% dos casos de HAP. O l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico (LES) \u00e9 uma das principais doen\u00e7as associadas \u00e0 HAP e, apesar da baixa preval\u00eancia nesta popula\u00e7\u00e3o, a HAP \u00e9 um fator preditivo independente de sobrevida do LES, atualmente entre 60 a 85% em 5 anos. Teorias sobre a fisiopatologia da remodela\u00e7\u00e3o vascular envolver mecanismos autoimunes e inflamat\u00f3rios embasaram estudos e protocolos com uso de imunossupressores (IS) no tratamento da HAP associada ao LES (HAP-LES), demonstrando resultados positivos, tanto em resposta cl\u00ednica e hemodinamica, quanto em progn\u00f3stico. Por isso, atualmente, uso de IS foi adotado na pr\u00e1tica cl\u00ednica como tratamento de primeira linha em HAP-LES. Por\u00e9m, devido a raridade da doen\u00e7a, o n\u00famero de pacientes avaliados nos estudos \u00e9 sempre pequeno, os crit\u00e9rios de resposta ao tratamento diferem entre eles e nenhum dos estudos avaliou a chance de revers\u00e3o completa da HAP. O objetivo prim\u00e1rio deste estudo \u00e9 avaliar, retrospectivamente, a taxa de revers\u00e3o de Hipertens\u00e3o Pulmonar ap\u00f3s imunossupress\u00e3o em pacientes com LES seguidos regularmente no HC\/FMUSP. Ser\u00e3o inclu\u00eddos no estudo todos os pacientes com LES que apresentem press\u00e3o sist\u00f3lica de ventr\u00edculo direito ao ecocardiograma maior que 35 mmHg sem doen\u00e7a de par\u00eanquima pulmonar ou disfun\u00e7\u00e3o de ventr\u00edculo esquerdo significativas ou ainda diagn\u00f3stico de tromboembolismo pulmonar cr\u00f4nico. Dados demogr\u00e1ficos, caracter\u00edsticas da doen\u00e7a e da terap\u00eautica, bem como evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, ser\u00e3o obtidas via base de dados de prontu\u00e1rio eletr\u00f4nico dos ambulat\u00f3rios de LES do HC\/FMUSP e de Hipertens\u00e3o Pulmonar do INCOR\/FMUSP.<\/li>\n<li><strong>Discente: ANA CLAUDIA GR\u00dcNSPUN PITTA RAMALHO (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Nadia Emi Aikawa<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> CRIT\u00c9RIOS CLASSIFICAT\u00d3RIOS 2019-EULAR\/ACR NO DIAGN\u00d3STICO DO L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO JUVENIL: FATORES PREDITORES DE DANO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O L\u00fapus Eritematoso Sist\u00eamico Juvenil (LESJ) \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune complexa que envolve diversos \u00f3rg\u00e3os e sistemas. O tratamento medicamentoso dos pacientes com essa doen\u00e7a cr\u00f4nica vem evoluindo, com aumento da sobrevida, por\u00e9m possibilitando aumento concomitante no dano cumulativo relacionado \u00e0 doen\u00e7a, ao tratamento e \u00e0s comorbidades [1]. O dano precoce ocorre principalmente pela pr\u00f3pria doen\u00e7a, enquanto o dano tardio \u00e9 resultado do tratamento com corticosteroides [1]. Um estudo multic\u00eantrico recente avaliou uma corte de pacientes com LESJ que tinham um curto tempo de doen\u00e7a (at\u00e9 4,5 anos) e encontrou que 44% dos casos tinham algum dano, principalmente renal, neuropsiqui\u00e1trico, musculoesquel\u00e9tico e cut\u00e2neo [2]. Em 2019, o European League Against Rheumatism (EULAR) e o American College of Rheumatology (ACR) propuseram um novo crit\u00e9rio classificat\u00f3rio para l\u00fapus eritematosos sist\u00eamico (LES) na popula\u00e7\u00e3o de adultos [3]. O crit\u00e9rio 2019-EULAR\/ACR inclui o fator antinuclear positivo (FAN), pelo menos em uma ocasi\u00e3o, como par\u00e2metro obrigat\u00f3rio para classifica\u00e7\u00e3o; seguido de crit\u00e9rios divididos em sete dom\u00ednios cl\u00ednicos (constitucional, hematol\u00f3gico, neuropsiqui\u00e1trico, mucocut\u00e2neo, seroso, musculoesquel\u00e9tico e renal) e tr\u00eas dom\u00ednios imunol\u00f3gicos (anticorpos antifosfol\u00edpides, prote\u00ednas do complemento, anticorpos anti-DNA dupla h\u00e9lice ou anti-Sm), ponderados de 2 a 10. Pacientes com escore \u2265 10 pontos s\u00e3o classificados como LES [3]. Tr\u00eas estudos recentes mostraram que o crit\u00e9rio 2019-EULAR\/ACR tem uma maior sensibilidade e especificidade no diagn\u00f3stico do LES [4-6]. O crit\u00e9rio 2019-EULAR\/ACR classifica adequadamente os pacientes com LESJ independente da idade, sexo e ra\u00e7a, al\u00e9m de ser mais sens\u00edvel e ter especificidade compar\u00e1vel ao crit\u00e9rio 1997-ACR [4]. Um estudo recente com pacientes com LES adulto mostrou que os crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o 2019-EULAR\/ACR podem fornecer informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas valiosas, com uma associa\u00e7\u00e3o significativa entre o escore total do crit\u00e9rio e dano global e renal [7]. Whittall Garcia et. al, mostraram que uma pontua\u00e7\u00e3o geral dos crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o 2019-EULAR\/ACR &gt; 20 \u00e9 um indicador de pior curso do LES ao longo dos primeiros 5 anos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico [8]. Entretanto, at\u00e9 o momento, n\u00e3o existem estudos que avaliem o crit\u00e9rio 2019-EULAR\/ACR como um poss\u00edvel preditor de dano precoce no diagn\u00f3stico de LESJ.<\/li>\n<li><strong>Discente: CARLA BALEEIRO RODRIGUES SILVA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Danieli D.C.O. de Andrade<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> CRIT\u00c9RIOS CLASSIFICAT\u00d3RIOS 2019-EULAR\/ACR NO DIAGN\u00d3STICO DO L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO JUVENIL: FATORES PREDITORES DE DANO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A s\u00edndrome do anticorpo antifosfol\u00edpide (SAF) \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune caracterizada pela obstru\u00e7\u00e3o de art\u00e9rias e veias, morbidade obst\u00e9trica e presen\u00e7a dos anticorpos antifosfol\u00edpides. Como consequ\u00eancia, h\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o de trombos, que podem ocorrer em vasos de todos os tipos e calibres. Mesmo com o tratamento adequado com anticoagulantes, a doen\u00e7a est\u00e1 associada a um risco elevado de morbidade e mortalidade por eventos tromb\u00f3ticos vasculares e doen\u00e7as cardiovasculares. Dessa forma, al\u00e9m do tratamento medicamentoso com anticoagulantes, o monitoramento de riscos adicionais da doen\u00e7a (obesidade, dislipidemia e hipertens\u00e3o arterial) \u00e9 crucial para a ado\u00e7\u00e3o de um tratamento que permita a redu\u00e7\u00e3o do risco de trombose. Assim, a manuten\u00e7\u00e3o de um bom estilo de vida poderia contribuir para a melhora dos par\u00e2metros supracitados em pacientes com SAF, uma vez que afetam tanto o risco de tromboses quanto comorbidades associadas \u00e0 s\u00edndrome. Frente a nossa revis\u00e3o da literatura, nenhum estudo investigou poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es entre o impacto da atividade f\u00edsica e consumo alimentar com marcadores de sa\u00fade nesses pacientes. Neste projeto ser\u00e1 realizado um estudo observacional transversal. O objetivo principal ser\u00e1 verificar se existe diferen\u00e7a no consumo alimentar entre os pacientes com SAF em rela\u00e7\u00e3o a um grupo controle de indiv\u00edduos saud\u00e1veis, al\u00e9m de descrever o n\u00edvel de atividade f\u00edsica em pacientes com SAF.<\/li>\n<li><strong>Discente: CLARISSA DE QUEIROZ PIMENTEL (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Sandra Gofinet Pasoto<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:\u00a0 <\/strong>AVALIA\u00c7\u00c3O DOS N\u00cdVEIS S\u00c9RICOS DO BIOL\u00d3GICO ANTI-FATOR DE NECROSE TUMORAL (ANTI-TNF) E DOS ANTICORPOS ANTIDROGA (ADA) NO SEGUIMENTO DOS PACIENTES COM ARTRITE INFLAMAT\u00d3RIA CR\u00d4NICA.<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Um dos maiores avan\u00e7os no tratamento das doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas foi o surgimento dos bloqueadores imunol\u00f3gicos do TNF (anticorpos anti-TNF). No entanto, alguns pacientes desenvolvem anticorpos contra o agente anti-TNF e essa imunogenicidade, parece estar relacionada a in\u00fameros impactos cl\u00ednicos e eventos adversos, dentre os quais as rea\u00e7\u00f5es infusionais e produ\u00e7\u00e3o de autoanticorpos. A produ\u00e7\u00e3o de anticorpos antidroga pode diminuir a resposta cl\u00ednica tanto por aumentar o clearance do bloqueador de TNF ou por diretamente neutralizar a parte funcional da droga biol\u00f3gica (van Der Laken CJ et al. 2007).\u00a0\u00a0 O maior desafio no tratamento desses pacientes \u00e9 o manejo de longo prazo, em que um n\u00famero significativo de doentes necessita de altera\u00e7\u00e3o do esquema de administra\u00e7\u00e3o (posologia maior e\/ou redu\u00e7\u00e3o do intervalo entre as administra\u00e7\u00f5es) ou da troca de agente biol\u00f3gico por falha terap\u00eautica. Nesses casos, existem v\u00e1rios dilemas que incluem a troca por outro biol\u00f3gico da mesma classe ou mudan\u00e7a de classe de droga. Para esse grupo de pacientes, que denominamos trocadores (switchers), a avalia\u00e7\u00e3o de anticorpos antidroga de forma longitudinal parece ser ainda mais relevante.\u00a0 Al\u00e9m disso, \u00e9 relevante a observa\u00e7\u00e3o de que o uso concomitante de drogas modificadoras do curso da doen\u00e7a (DMARDs), pode reduzir a imunogenicidade dirigida contra o agente anti-TNF como observado em estudo em artrite reumatoide (Krieckaert et al., 2010) e esse aspecto n\u00e3o foi determinado na EA.A nossa Disciplina disp\u00f5e de um biorreposit\u00f3rio de soro de pacientes acompanhados desde a cria\u00e7\u00e3o de nosso Centro de Biol\u00f3gicos em 2007 com apoio de um projeto tem\u00e1tico da FAPESP. Todos possuem amostras biol\u00f3gicas obtidas no seguimento de longo prazo dentro de um protocolo padronizado de coleta acompanhado com dados cl\u00ednicos, laboratoriais e de imagem. Esse biorreposit\u00f3rio nos fornece uma oportunidade de definir a relev\u00e2ncia dos anticorpos antidroga nesse grupo de pacientes com EA e associar com dados cl\u00ednicos e laboratoriais.<\/li>\n<li><strong>Discente: DEBORA CORDEIRO DO ROS\u00c1RIO (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Elo\u00edsa Bonf\u00e1<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AN\u00c1LISE DOS ESCORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM PACIENTES L\u00daPICOS NO BRASIL E DESENVOLVIMENTO DE UMA CALCULADORA ESPEC\u00cdFICA PARA O L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO.<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A pandemia pelo v\u00edrus SARS-CoV-2 trouxe uma crise global sanit\u00e1ria, econ\u00f4mica e social, com mortalidade na faixa dos milh\u00f5es. O Brasil foi um dos pa\u00edses mais impactados, com a mortalidade ultrapassando 400.000 em abril de 2021. Em resposta \u00e0 pandemia, houve um esfor\u00e7o cient\u00edfico mundial para o desenvolvimento de tratamentos eficazes e vacinas. Diversas vacinas foram produzidas e j\u00e1 est\u00e3o em uso, com diferentes mecanismos de a\u00e7\u00e3o, n\u00famero de doses e perfil de efic\u00e1cia. A CORONAVAC (Sinovac Life Sciences, Pequim, China) \u00e9 uma vacina inativada contra a cepa CN02 do v\u00edrus SARS-COV-2. Foi a primeira vacina aprovada pela ANVISA. Os estudos de fase 1\/2 estudaram tr\u00eas doses (1.5 \u03bcg, 3 \u03bcg e 6 \u03bcg) e dois regimes de aplica\u00e7\u00e3o (0 e 14 dias ou 0 e 28 dias) com bons resultados de efic\u00e1cia e seguran\u00e7a. Um estudo brasileiro multic\u00eantrico, controlado e duplo cego de fase 3 avaliou a aplica\u00e7\u00e3o da dose de 3 \u03bcg ou placebo no esquema 0 e 14 dias, em 12.396 trabalhadores de sa\u00fade. A efic\u00e1cia para preven\u00e7\u00e3o da COVID-19 foi de 50,7% no total, e de 83,7% e 100% para casos moderados e graves respectivamente. Um estudo Chileno de fase 3 tamb\u00e9m avaliou a efic\u00e1cia e seguran\u00e7a da CORONAVAC em 434 trabalhadores de sa\u00fade, sendo 270 no bra\u00e7o vacina na dose de 3 \u03bcg, e 164 no bra\u00e7o placebo, utilizando o esquema de 0 e 14 dias. A taxa de soroconvers\u00e3o em indiv\u00edduos entre 18 e 59 anos foi de 47,8% 14 dias ap\u00f3s a segunda dose, e 95,6% nos dias 28 e 42 ap\u00f3s a segunda dose; no grupo com \u2265 60 anos, a taxa de soroconvers\u00e3o foi de 18,1%, 100% e 87,5% nos dias 14, 28 e 42 ap\u00f3s imuniza\u00e7\u00e3o. A resposta de c\u00e9lulas T estava aumentada em todos os pacientes que receberam a CORONAVAC, em compara\u00e7\u00e3o com placebo. Esses estudos, no entanto, exclu\u00edram pacientes com doen\u00e7as reum\u00e1ticas autoimunes ou em uso de imunossupressores. Diversos estudos demonstaram que esses pacientes podem ter resposta vacinal inferior \u00e0 de controles saud\u00e1veis. Alguns imunossupressores como o metotrexato (MTX) e o rituximabe est\u00e3o associados com menor soroconvers\u00e3o p\u00f3s-vacina. Park et. al. demonstrou que a suspens\u00e3o do MTX melhora a imunogenicidade da vacina de influenza em pacientes com artrite reumat\u00f3ide, associado \u00e0 uma tend\u00eancia n\u00e3o-significante de flare da doen\u00e7a. Devido a esses resultados, houveram recomenda\u00e7\u00f5es para a suspens\u00e3o do MTX por 1-2 semanas ap\u00f3s a imuniza\u00e7\u00e3o com outras vacinas, incluindo aquelas para o SARS-CoV-2. Assim, esse estudo foi desenhado para avaliar o efeito da suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do metotrexato na imunogenicidade da vacina CORONAVAC em pacientes com artrite reumat\u00f3ide.<\/li>\n<li><strong>Discente: DILSON MARREIROS NUNES FILHO (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eduardo Borba Neto <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DO PERFIL LIP\u00cdDICO AP\u00d3S REDU\u00c7\u00c3O DA DOSE DE HIDROXICLOROQUINA EM PACIENTES COM NEFRITE L\u00daPICA: ESTUDO LONGITUDINAL DE 6 MESES<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O L\u00fapus Eritematoso Sist\u00eamico (LES) \u00e9 uma doen\u00e7a multissist\u00eamica inflamat\u00f3ria cr\u00f4nica que afeta mais mulheres jovens1, \u00e9 capaz de aumentar o risco cardiovascular dos pacientes, al\u00e9m de outras complica\u00e7\u00f5es como infec\u00e7\u00f5es e malignidades2. Neste sentido, atualmente existe uma grande preocupa\u00e7\u00e3o em reduzir os danos acumulados atrav\u00e9s da melhora da qualidade de vida, aumento da sobrevida e redu\u00e7\u00e3o das complica\u00e7\u00f5es relacionadas ao tratamento da doen\u00e7a3. Neste cen\u00e1rio a hidroxicloroquina (HCQ) \u00e9 considerada pedra angular, pois \u00e9 capaz de reduzir atividade inflamat\u00f3ria4 e exacerba\u00e7\u00f5es graves da doen\u00e7a, al\u00e9m de estar relacionada ao aumento de sobrevida5 e redu\u00e7\u00e3o da dose cumulativa de glicocorticoides6. Importante ressaltar que os antimal\u00e1ricos tem efeitos ben\u00e9ficos no perfil lip\u00eddico dos pacientes com LES2,7,8,9,10. Dois estudos longitudinais avaliaram a influ\u00eancia da HCQ no metabolismo das lipoprote\u00ednas de pacientes com LES e detectaram que essa droga promoveu redu\u00e7\u00e3o significativa do colesterol total e LDL, ap\u00f3s 3 meses de seu uso cont\u00ednuo8,9. Al\u00e9m disso, duas meta-an\u00e1lises recentes tamb\u00e9m confirmaram que o uso da HCQ determinou uma redu\u00e7\u00e3o de 24,3 mg \/ dL e 16,25 mg \/ dL nos n\u00edveis de LDL quando a HCQ e antimal\u00e1ricos foram utilizados2,10. A recomenda\u00e7\u00e3o da Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR) de 2019 para o manejo da doen\u00e7a levantou a possibilidade de que a dose di\u00e1ria de HCQ pudesse ser reduzida em pacientes com LES em remiss\u00e3o sustentada4.\u00a0 Al\u00e9m disso, recentemente a American Academy of Ophthalmology (AAO) recomendou a dose m\u00e1xima di\u00e1ria de 5,0 mg \/ kg \/ dia de peso real11. \u00c9 importante ressaltar que nosso grupo avaliou a din\u00e2mica dos n\u00edveis sangu\u00edneos de HCQ em pacientes com LES com nefrite que estavam usando por pelo menos 3 meses a dose recomendada pela American Academy of ophthalmology (AAO) (4,7 \u00b1 0,42 mg \/ kg \/ dia) e determinou o valor s\u00e9rico de HCQ de 613,5 ng \/ ml como cut-off preditor de flare [OR = 8,67, IC de 95% 1,66-45,18, p = 0,013]12. Neste artigo, tamb\u00e9m confirmamos que um novo equil\u00edbrio \u00e9 alcan\u00e7ado com pelo menos 3 meses de uso da mesma dose de HCQ conforme demonstrado anteriormente e um per\u00edodo de 6 meses de dose di\u00e1ria de HCQ resulta em 96% do estado do \u201csteady-state\u201d da droga.\u00a0 Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar prospectivamente se a dose di\u00e1ria de HCQ recomendada pela AAO ou doses mais baixas (2,5mg\/kg) e, consequentemente, n\u00edveis sangu\u00edneos de HCQ reduzidos, s\u00e3o capazes de sustentar o efeito ben\u00e9fico sobre o perfil lip\u00eddico dessa droga.<\/li>\n<li><strong>Discente: JULIANA D\u00b4AGOSTINO GENNARI (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Sandra Gofinet Pasoto<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>ESTUDO CL\u00cdNICO PROSPECTIVO RANDOMIZADO E DUPLO-CEGO CONTROLADO DA N-ACETILCISTE\u00cdNA PARA DO TRATAMENTO DOS SINTOMAS DE SECURA DECORRENTES DA S\u00cdNDROME DE SJ\u00d6GREN PRIM\u00c1RIA.<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A N-acetilciste\u00edna (NAC) possibilita a elimina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio (EROs) e possui um efeito anti-inflamat\u00f3rio. Por esse motivo, a NAC vem sendo utilizada e pesquisada no tratamento de diversas doen\u00e7as, como nas doen\u00e7as autoimunes. Tais doen\u00e7as geram um processo de estresse oxidativo decorrente do quadro de inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, que promove um desequil\u00edbrio entre os n\u00edveis de EROs e a capacidade celular para eliminar os intermedi\u00e1rios reativos e reparar o dano resultante atrav\u00e9s de antioxidantes. O desequil\u00edbrio entre a produ\u00e7\u00e3o de radicais livres de oxig\u00eanio e as esp\u00e9cies antioxidantes tamb\u00e9m pode estar envolvido na patog\u00eanese da s\u00edndrome de Sj\u00f6gren prim\u00e1ria (SSp). De fato, foram detectados n\u00edveis aumentados de marcadores do estresse oxidativo em amostras de bi\u00f3psia de gl\u00e2ndulas salivares menores desses pacientes. At\u00e9 o momento, o tratamento da SSp n\u00e3o est\u00e1 bem estabelecido e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 capaz de modificar a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, sendo muitas vezes apenas sintom\u00e1tico, em parte pela falta de conhecimento aprofundado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 etiologia e fisiopatogenia da doen\u00e7a. Al\u00e9m disso, existem poucos dados na literatura quanto \u00e0 verdadeira efic\u00e1cia da NAC no tratamento da SSp e os poucos estudos existentes avaliaram popula\u00e7\u00f5es heterog\u00eaneas (incluindo pacientes com outras causas de s\u00edndrome sicca) e n\u00e3o utilizaram os instrumentos validados para a mensura\u00e7\u00e3o do \u00edndice de sintomas e da atividade da doen\u00e7a. Assim, o presente estudo cl\u00ednico randomizado duplo-cego tem por objetivo avaliar a efic\u00e1cia da NAC no controle dos sintomas de s\u00edndrome sicca em uma popula\u00e7\u00e3o homog\u00eanea de pacientes com SSp (n\u00e3o apenas quanto aos crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m quanto ao baixo \u00edndice de atividade sist\u00eamica da doen\u00e7a \u00e0 entrada no estudo) atrav\u00e9s de testes amplamente aceitos na literatura. Adicionalmente, estudaremos a poss\u00edvel atua\u00e7\u00e3o da NAC sobre o estresse oxidativo no sangue perif\u00e9rico e na saliva desses pacientes.<\/li>\n<li><strong>Discente: JULIANA MIRANDA DE LUCENA VALIM (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Nadia Emi Aikawa <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>DESFECHOS DE S\u00cdNDROME RESPIRATORIA AGUDA GRAVE NO L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO AO LONGO DE 7 ANOS (2013-2020): UM ESTUDO NACIONAL.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico (LES) \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune cr\u00f4nica multissist\u00eamica que frequentemente evolui com hospitaliza\u00e7\u00f5es e morte. As infec\u00e7\u00f5es, em particular, as infec\u00e7\u00f5es graves, s\u00e3o uma das principais causas dessas complica\u00e7\u00f5es, e contribuem para um ter\u00e7o de todas as mortes e at\u00e9 dois ter\u00e7os das hospitaliza\u00e7\u00f5es evit\u00e1veis (1-7). O envolvimento pulmonar \u00e9 respons\u00e1vel por 25-50% dos s\u00edtios infecciosos prim\u00e1rios (2-5,7). O risco de infec\u00e7\u00e3o, nos pacientes com LES, geralmente est\u00e1 associado a m\u00faltiplos fatores: disfun\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica causada pela pr\u00f3pria doen\u00e7a, tratamento imunossupressor e comorbidades comumente presentes nesse grupo de pacientes (3,4,8-11). Durante os \u00faltimos anos, um interesse particular nas infec\u00e7\u00f5es virais complicadas com a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG), tamb\u00e9m conhecida como s\u00edndrome do desconforto respirat\u00f3rio agudo, vem aumentando. Essa s\u00edndrome \u00e9 uma forma de edema pulmonar n\u00e3o cardiog\u00eanico, decorrente de les\u00e3o alveolar secund\u00e1ria a um processo inflamat\u00f3rio, de origem pulmonar ou sist\u00eamica. A SRAG se apresenta como hipoxemia aguda com infiltrados pulmonares bilaterais nos exames de imagem do t\u00f3rax, que n\u00e3o s\u00e3o totalmente decorrentes de insufici\u00eancia card\u00edaca (12). A pneumonia \u00e9 o fator de risco mais comum para o desenvolvimento da s\u00edndrome e, juntamente com a broncoaspira\u00e7\u00e3o, apresenta a maior mortalidade associada (13). O estudo Large observational study to UNderstand the Global impact of Severe Acute respiratory FailurE (LUNGSAFE) mostrou que a SRAG \u00e9 bastante comum e apresenta mortalidade de 40,0% (IC 95%, 38,1% &#8211; 42,1%) (14) O papel das condi\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias cr\u00f4nicas no desenvolvimento e evolu\u00e7\u00e3o da SRAG ainda n\u00e3o est\u00e1 claro(15). Apesar da semelhan\u00e7a patogen\u00e9tica com a SRAG, no fato de serem consequ\u00eancia de uma superexpress\u00e3o descontrolada da resposta inflamat\u00f3ria sist\u00eamica, o LES ainda n\u00e3o foi claramente associado ao desenvolvimento de SRAG. Antes da pandemia de COVID-19, havia poucos estudos de SRAG na popula\u00e7\u00e3o com LES, principalmente restritos a relatos de casos e poucas an\u00e1lises retrospectivas.(16,17). Esses estudos observaram que a SRAG est\u00e1 associada principalmente a infec\u00e7\u00e3o com uma alta taxa de letalidade nos pacientes com LES. Essas observa\u00e7\u00f5es sugerem que a SRAG em pacientes com LES deve ser considerada um subgrupo com pior evolu\u00e7\u00e3o, diferente da SRAG na popula\u00e7\u00e3o geral. No entanto, at\u00e9 onde sabemos, apenas um estudo (17) avaliou a preval\u00eancia e os desfechos da SRAG durante 4 anos em pacientes com LES seguidos em um \u00fanico centro comparados a pacientes sem LES, e, neste estudo, o grupo de compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi pareado por idade e sexo. N\u00e3o h\u00e1, na literatura, estudos de \u00e2mbito nacional avaliando a evolu\u00e7\u00e3o de SRAG no LES em um per\u00edodo mais prolongado. Al\u00e9m disso, mudan\u00e7as nas terapias imunossupressoras do LES ao longo da \u00faltima d\u00e9cada podem ter alterado os padr\u00f5es dos agentes infeciosos, a apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e os desfechos da SRAG nessa popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: LETICIA MARIA KOLACHINSKI RAPOSO BRAND\u00c3O (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eloisa Bonf\u00e1 <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>\u00a0AVALIA\u00c7\u00c3O DA ESPESSURA COROIDEANA NA NEFRITE L\u00daPICA<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico (LES) \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune cr\u00f4nica, caracterizada por um amplo espectro de manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e pela produ\u00e7\u00e3o de autoanticorpos. (KANGKANG et al., 2019) (UGARTE-GIL; GONZ\u00c1LEZ; ALARC\u00d3N, 2019) Segundo a Funda\u00e7\u00e3o L\u00fapus da Am\u00e9rica, 1,5 milh\u00e3o de americanos e pelo menos 5 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo t\u00eam alguma forma de l\u00fapus. (UGARTE-GIL; GONZ\u00c1LEZ; ALARC\u00d3N, 2019). No Brasil, apesar da falta de estudos, a incid\u00eancia de LES \u00e9 estimada em 8,7 casos por 100.000 habitantes por ano. (VILAR; RODRIGUES; SATO, 2003) A patog\u00eanese do LES envolve a auto-reatividade dos linf\u00f3citos T e a ativa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas B policlonais, levando \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de diversos autoanticorpos e consequente forma\u00e7\u00e3o de imunocomplexos. Os mecanismos de elimina\u00e7\u00e3o de imunocomplexos tornam-se insuficientes, havendo dep\u00f3sito dos mesmos com consequente inflama\u00e7\u00e3o local e dano tecidual. Esses eventos podem regular indiretamente a express\u00e3o de mediadores como citocinas, quimiocinas, prote\u00ednas do complemento, respostas inatas e adaptativas. (LU et al., 2010) (SELVARAJA et al., 2019) Os crit\u00e9rios classificat\u00f3rios de LES de 2019, propostos pela Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR) e pelo American College of Rheumatology (ACR), incluem como crit\u00e9rio obrigat\u00f3rio de entrada a positividade de anticorpos antinucleares pelo menos uma vez; seguido de crit\u00e9rios agrupados por peso e divididos em dom\u00ednios cl\u00ednico e imunol\u00f3gico. (ARINGER et al., 2019) Devido \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas potencialmente variadas e \u00e0 complexidade de sua patog\u00eanese, o tratamento do LES pode ser desafiador. As terapias cl\u00e1ssicas incluem o uso de glicocorticoides, antimal\u00e1ricos e outras drogas imunossupressoras, incluindo agentes biol\u00f3gicos. (RUA-FIGUEROA FERNANDEZ DE LARRINOA, 2015)<strong> eto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DA ESPESSURA COROIDEANA NA NEFRITE L\u00daPICA).<\/li>\n<li><strong>Discente: LISBETH ARANCIBIA AGUILA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Rosa Maria Rodrigues Pereira <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> EFEITO DA SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O DE ALTAS DOSES DE VITAMINA D3 EM PACIENTES COM LUPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO GRAVE &#8211; UM ESTUDO CL\u00cdNICO RANDOMIZADO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A vitamina D \u00e9 um horm\u00f4nio esteroide cuja fun\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica consiste na manuten\u00e7\u00e3o do metabolismo \u00f3sseo e do c\u00e1lcio. Al\u00e9m dessas a\u00e7\u00f5es, ela exibe um papel importante na regula\u00e7\u00e3o do crescimento, prolifera\u00e7\u00e3o, apoptose e fun\u00e7\u00f5es das c\u00e9lulas do sistema imune que tem participa\u00e7\u00e3o essencial na fisiopatologia do l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico (LES). Pacientes com LES apresentam m\u00faltiplos fatores de risco para defici\u00eancia de 25OHD como baixa exposi\u00e7\u00e3o solar, uso de fotoprote\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a de insufici\u00eancia renal e uso de medica\u00e7\u00f5es como glicocorticoides, anticonvulsivantes, antimal\u00e1ricos que alteram o metabolismo da vitamina D. Baixos n\u00edveis desta vitamina parecem se correlacionar com atividade de doen\u00e7a, infec\u00e7\u00f5es e podem estar associados a sintomas como a fadiga. Evid\u00eancias sugerem que a vitamina D tenha um grande potencial na regula\u00e7\u00e3o da resposta imunol\u00f3gica, por\u00e9m, e que sua suplementa\u00e7\u00e3o pode estar associada a melhora da atividade da doen\u00e7a, assim como na melhora da fadiga. N\u00e3o existem estudos na literatura que avaliem a suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D em pacientes l\u00fapicos internados e sua repercuss\u00e3o na atividade da doen\u00e7a desses pacientes. Objetivo: Avaliar o efeito da suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D nos par\u00e2metros de atividade de doen\u00e7a e fadiga em pacientes com L\u00fapus eritematoso internados na Enfermaria do Servi\u00e7o de Reumatologia da FMUSP. Metodologia: Ser\u00e1 realizado um estudo randomizado duplo cego controlado por placebo e aleatorizado com o objetivo de avaliar o efeito da suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D nos par\u00e2metros de atividade de doen\u00e7a e fadiga, em 40 pacientes com LES internados na enfermaria de reumatologia do ICHC. Dos pacientes, 20 deles receber\u00e3o suplementa\u00e7\u00e3o com 100.000 U\/semana de colecalciferol e 20 pacientes receber\u00e3o placebo. Estes pacientes ser\u00e3o avaliados na entrada do estudo (durante a interna\u00e7\u00e3o), 1 m\u00eas, 3 meses e 6 meses ap\u00f3s alta da enfermaria. Resultados esperados: Objetivo prim\u00e1rio: avaliar melhora dos par\u00e2metros de atividade de doen\u00e7a; objetivos secund\u00e1rios: avaliar melhora dos par\u00e2metros de fadiga e qualidade de vida e sa\u00fade mental com a suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D em pacientes com diagn\u00f3stico de LES.<\/li>\n<li><strong>Discente: LORENZA ROSA SILV\u00c9RIO SCOMPARIN (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Samuel Katsuyuki Shinjo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> DISFUN\u00c7\u00c3O SEXUAL EM PACIENTES COM MIOPATIAS AUTOIMUNES SIST\u00caMICAS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A s\u00edndrome antissintetase (SAS) \u00e9 uma miopatia autoimune sist\u00eamica caracterizada pelo acometimento muscular, articular e\/ou pulmonar, al\u00e9m da presen\u00e7a de febre, fen\u00f4meno de Raynaud ou \u201cm\u00e3os de mec\u00e2nico\u201d. Laboratorialmente, \u00e9 caracterizada pela presen\u00e7a de autoanticorpos anti-aminoacil-tRNA sintetases. At\u00e9 o presente momento, n\u00e3o h\u00e1 estudos em pacientes com SAS abordando a quest\u00e3o de disfun\u00e7\u00e3o sexual que, por sua vez, pode afetar as esferas psicossociais, f\u00edsicas e qualidade de vida dos pacientes. Neste contexto, o presente projeto avaliar\u00e1 inicialmente a preval\u00eancia de disfun\u00e7\u00e3o sexual em mulheres adultas com SAS e em indiv\u00edduos sem doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas (grupo controle) pareados por idade. Secundariamente, ser\u00e1 avaliada a disfun\u00e7\u00e3o sexual nas pacientes com SAS de acordo com par\u00e2metros demogr\u00e1ficos, cl\u00ednicos, laboratoriais, atividade da doen\u00e7a, dano cumulativo, terapia medicamentosa, qualidade de vida e ps\u00edquica. Por fim, ser\u00e1 feita uma interven\u00e7\u00e3o prospectiva das pacientes com disfun\u00e7\u00e3o sexual atrav\u00e9s de cartilhas e palestras educativas. Adicionalmente, ser\u00e1 avaliado o parceiro das pacientes quanto a satisfa\u00e7\u00e3o sexual. Espera-se com esse estudo identificar fatores que interfiram na sa\u00fade sexual e a partir de tais resultados tra\u00e7ar estrat\u00e9gias capazes de melhorar a qualidade de sa\u00fade sexual dos pacientes<strong>.<\/strong><\/li>\n<li><strong>Discente: MARIA ESTER SIMEIRA FONSECA RIBEIRO (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Danieli Castro Oliveira de Andrade<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DO QUADRO ARTICULAR EM PACIENTES COM S\u00cdNDROME ANTIFOSFOL\u00cdPIDE (SAF): ASPECTOS CL\u00cdNICOS, LABORATORIAIS E RADIOL\u00d3GICOS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Introdu\u00e7\u00e3o: A s\u00edndrome antifosfol\u00edpide (SAF) \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune caracterizada por tromboses e morbidade gestacional, em associa\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de anticorpos antifosfol\u00edpides. A SAF pode ser prim\u00e1ria ou associada a outras doen\u00e7as autoimunes, podendo apresentar um espectro cl\u00ednico amplo e acometer diversos sistemas. O sistema m\u00fasculo-esquel\u00e9tico apresenta-se acometido nos pacientes com SAF, sendo a artralgia um sintoma comum nesses pacientes. O anticorpo anti-peptideo citrulinado c\u00edclico (anti-CCP), descrito em doen\u00e7as autoimunes e na artrite reumatoide, tem papel importante na gravidade e progn\u00f3stico da doen\u00e7a articular. Na SAF, n\u00e3o h\u00e1 estudos para avalia\u00e7\u00e3o do papel do anti-CCP na avalia\u00e7\u00e3o do acometimento articular da doen\u00e7a. Objetivos: Caracterizar as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas articulares, laboratoriais (anticorpo anti-CCP) e radiol\u00f3gicas da s\u00edndrome antifosfol\u00edpide (SAF prim\u00e1ria e ou associada ao LES). Pacientes e M\u00e9todos: Ser\u00e3o avaliados 110 pacientes, de ambos os sexos e com idade de 18-50 anos, sendo 40 pacientes com SAF prim\u00e1ria conforme os crit\u00e9rios Sapporo (1999) e modificados em Sydney (2006), 40 pacientes com SAF associada ao LES (crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o do ACR, 1997) e 30 controles pareados por sexo e idade. O estudo ser\u00e1 transversal. Os pacientes ser\u00e3o avaliados quanto \u00e0 presen\u00e7a de artralgias de caracter\u00edsticas inflamat\u00f3rias ou artrite. Os pacientes realizar\u00e3o radiografia de m\u00e3os, dosagem de prote\u00edna C reativa (ensaio turbibidim\u00e9trico) e velocidade de hemossedimenta\u00e7\u00e3o (automatizado, m\u00e9todo manual de Westergreen, primeira hora). No mesmo momento, ser\u00e3o realizadas dosagens de anticorpo anti-CCP e fator reumatoide por ELiA.<\/li>\n<li><strong>Discente: MATHEUS SANTOS RODRIGUES SILVA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eloisa Bonf\u00e1 <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> IMUNOGENICIDADE E SEGURAN\u00c7A DE UMA VACINA DE V\u00cdRUS INATIVADO CONTRA O SARS-COV-2 EM PACIENTES COM ESPONDILITE ANQUILOSANTE E ARTRITE PSORI\u00c1SICA.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> As infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma das maiores causas de morbimortalidade em pacientes com doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas imunomediadas (1). Sabe-se que o maior risco infeccioso pode estar associado a doen\u00e7a de base em si ou, mais comumente, a terap\u00eautica institu\u00edda com imunossupressores e imunomoduladores (2). Dessa forma, medidas como a vacina\u00e7\u00e3o, capazes de evitar ou mitigar o efeito das doen\u00e7as infecciosas s\u00e3o imperiosas para este grupo de pacientes (3). No atual contexto da pandemia pelo SARS-CoV-2 que j\u00e1 vitimou mais de 3 milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo (4) o desenvolvimento de uma vacina segura e efetiva tem sido prioridade mundial (5,6). Pacientes com diagn\u00f3stico de espondiloartrites fazem uso de diversos medicamentos imunossupressores com potencial de interferir na resposta vacinal a exemplo do metotrexato\u00a0 e medica\u00e7\u00f5es imunobiol\u00f3gicas (7-9). Em estudo realizado em 2011 por Saad e col. pacientes com diagn\u00f3stico de artrite psori\u00e1sica e espondilite anquilosante apresentaram taxas reduzidas de soroprote\u00e7\u00e3o ap\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o contra influenza A\/H1N1 quando comparados ao grupo controle sem doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas (7). Outro trabalho de Fran\u00e7a I e col. tamb\u00e9m avaliando a resposta imunol\u00f3gica da vacina contra influenza A\/H1N1 tamb\u00e9m encontrou menores taxas de soroprote\u00e7\u00e3o em pacientes com espondiloartrites em uso de terapia biol\u00f3gica com anti-TNF (8). Diante do cen\u00e1rio atual da pandemia e da disponibilidade de diferentes vacinas contra o SARS-CoV-2 , torna-se importante avaliar\u00a0 o perfil de imunogenicidade e seguran\u00e7a das vacinas atualmente em uso para combate a pandemia do SARS-CoV-2 na popula\u00e7\u00e3o de pacientes reumatol\u00f3gicos, j\u00e1 que as mesmas foram inicialmente testadas em estudos de fase 1, 2 e 3 em indiv\u00edduos sem doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas a exemplo da CORONAVAC (Sinovac Life Sciences, Beijing, China), vacina de v\u00edrus inativado utilizada por mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vacinada at\u00e9 o presente momento. (10-12).<\/li>\n<li><strong>Discente: MOIS\u00c9S DE FREITAS LAURENTINO (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Patricia Moreno Granjeiro <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> IMPACTO DO ISOLAMENTO SOCIAL NA SA\u00daDE F\u00cdSICA E PS\u00cdQUICA DE ADOLESCENTES COM DOEN\u00c7AS CR\u00d4NICAS PR\u00c9-EXISTENTES DURANTE O ENFRENTAMENTO DA COVID-19 E UM ENSAIO CLINICO RANDOMIZADO DE UM PROGRAMA ONLINE DE TREINAMENTO F\u00cdSICO AER\u00d3BIO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Adolescentes com doen\u00e7as cr\u00f4nicas (DC) em quarentena podem ter questionamentos sobre COVID-19 (reativa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, risco da doen\u00e7a pelos imunossupressores, medo da morte). Al\u00e9m disto, podem apresentar dist\u00farbios do sono, obesidade\/sobrepeso, sedentarismo, intensifica\u00e7\u00e3o do uso de m\u00eddias eletr\u00f4nicas, problemas de relacionamento com pais\/familiares, disfun\u00e7\u00f5es sexuais, viol\u00eancia, uso de \u00e1lcool e drogas il\u00edcitas, transtornos psicol\u00f3gicos\/psiqui\u00e1tricos, estresse pelo impacto financeiro, fechamento das escolas\/universidades, suspens\u00e3o de eventos esportivos, etc. Programas de sa\u00fade mental e de atividade f\u00edsica supervisionados online s\u00e3o tamb\u00e9m relevantes para minimizar os efeitos dessa pandemia. At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 estudos transversais sistematizados que avaliaram impacto do isolamento social\/quarentena na sa\u00fade f\u00edsica\/ps\u00edquica de adolescentes com DC pr\u00e9-existentes, particularmente nos imunossuprimidos, e n\u00e3o h\u00e1 estudo prospectivos randomizados de treinamento f\u00edsico e supervisionado. Trata-se de um projeto multidisciplinar, que ser\u00e1 dividido em duas etapas: 1) estudo transversal e 2) ensaio cl\u00ednico prospectivo randomizado de um programa de treinamento f\u00edsico aer\u00f3bio. 1) A popula\u00e7\u00e3o do estudo transversal incluir\u00e1 300 adolescentes com DC pr\u00e9-existentes: doen\u00e7a infamat\u00f3ria intestinal, hepatite autoimune, l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico juvenil, dermatomiosite juvenil, artrite idiop\u00e1tica juvenil, glomerulopatias, doen\u00e7a renal cr\u00f4nica e em di\u00e1lise, transplantados renais e hep\u00e1ticos. Analises estat\u00edsticas: O n\u00famero amostral foi determinado com base na viabilidade de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios, e equipe de pesquisa e recursos dispon\u00edveis, seguindo recomenda\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias.<\/li>\n<li><strong>Discente: SARAH LUIZA GOMES DA SILVA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Samuel Katsuyuki Shinjo<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ESTIMULA\u00c7\u00c3O TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONT\u00cdNUA EM PACIENTES COM DOEN\u00c7AS REUM\u00c1TICAS AUTOIMUNES SIST\u00caMICAS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Doen\u00e7as reum\u00e1ticas autoimunes sist\u00eamicas (DRAS) s\u00e3o compostas de uma variedade de doen\u00e7as que podem cursar com acometimento de diversos \u00f3rg\u00e3os e sistemas, incluindo articular, muscular e neurol\u00f3gico. Apesar de tratamento medicamento e orienta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcio f\u00edsico regular, \u00e9 not\u00e1vel a alta frequ\u00eancia de fadiga nesses pacientes. Esse sintoma, por sua vez, prejudica a capacidade funcional e qualidade de vida, gerando um mecanismo de ciclo vicioso entre esses sintomas. Assim sendo, torna-se relevante estabelecer estrat\u00e9gias terap\u00eauticas que possam resultar em uma diminui\u00e7\u00e3o e\/ou na quebra deste ciclo vicioso. Diversos estudos t\u00eam mostrado a efic\u00e1cia do uso de neuromodula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-invasiva (por exemplo: estimula\u00e7\u00e3o transcraniana por corrente cont\u00ednua &#8211; tDCS) em diversas doen\u00e7as para a diminui\u00e7\u00e3o da fadiga, modula\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da dor, melhora da for\u00e7a muscular, e consequente melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida. Nesse contexto, o nosso grupo foi pioneiro em demonstrar a seguran\u00e7a e poss\u00edvel benef\u00edcio de tDCS em pacientes com DRAS e, em especial, com miopatias autoimunes sist\u00eamicas. O presente projeto tem como objetivo estender estudo de tDCS, associada a um exerc\u00edcio f\u00edsico aer\u00f3bio, em pacientes com diferentes tipos de DRAS (por exemplo: artrite reumatoide, s\u00edndrome de Sj\u00f6gren, vasculites sist\u00eamicas, l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico, espondiloartrites, etc), por\u00e9m com fadiga cr\u00f4nica. Ser\u00e1 avaliada tamb\u00e9m a seguran\u00e7a e a relev\u00e2ncia dessa t\u00e9cnica na melhora da funcionalidade global, capacidade funcional e qualidade de vida dos pacientes. O estudo ser\u00e1 prospectivo, aberto e quase-experimental, inclu\u00eddo pacientes com diversos tipos de DRAS e com fadiga cr\u00f4nica. As sess\u00f5es ser\u00e3o realizadas concomitante a aplica\u00e7\u00e3o do tDCS e, concomitante ao exerc\u00edcio aer\u00f3bio de caminhada em esteira rolante. A intensidade ser\u00e1 verificada atrav\u00e9s da percep\u00e7\u00e3o subjetiva de esfor\u00e7o a qual ser\u00e1 controlada pelo profissional de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<br \/>\nA combina\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas central e perif\u00e9rica pode resultar em uma maior conectividade da rede neural, contribuindo assim na diminui\u00e7\u00e3o da fadiga cr\u00f4nica e resultando em melhoria geral da qualidade de vida dos pacientes.<\/li>\n<li><strong>Discente: S\u00c9RGIO MAMERI MEIRELES DE SOUZA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bruno Gualano<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DOS CASOS DE COVID19 EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE: EPIDEMIOLOGIA, GRAVIDADE E EFETIVIDADE VACINAL<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A artrite reumatoide (AR) afeta aproximadamente 0,5% da popula\u00e7\u00e3o mundial. \u00c9 uma doen\u00e7a autoimune heterog\u00eanea, cr\u00f4nica e progressiva que afeta principalmente as articula\u00e7\u00f5es (1). A doen\u00e7a \u00e9 comumente tratada com imunossupressores e est\u00e1 associada a uma maior suscetibilidade a infec\u00e7\u00f5es (2). De fato, as doen\u00e7as infecciosas constituem uma comorbidade significativa e est\u00e3o associadas a uma mortalidade significativa na AR (3). A pandemia devido ao \u03b2-coronav\u00edrus (SARS-CoV-2) \u00e9 uma quest\u00e3o de emerg\u00eancia global h\u00e1 quase 3 anos. Assim como na popula\u00e7\u00e3o geral, pacientes com doen\u00e7as reum\u00e1ticas autoimunes com idade avan\u00e7ada, sexo masculino e comorbidades (obesidade, diabetes, hipertens\u00e3o, doen\u00e7as cardiovasculares ou pulmonares) foram mais propensos \u00e0 gravidade da doen\u00e7a (4). Nesse contexto, o risco de todos os desfechos adversos da COVID-19 foi maior em pacientes com AR em compara\u00e7\u00e3o aos pacientes sem AR, atribu\u00eddos principalmente a fatores ajustados, como idade e comorbidades. No entanto, o risco de tromboembolismo venoso e sepse foram maiores na coorte de AR, indicando a AR como fator de risco independente para esses dois desfechos. Entre os pacientes com AR, sexo masculino, ra\u00e7a negra e uso de glicocorticoide foram associados a desfechos adversos. Usu\u00e1rios de Rituximabe (RTX) ou inibidores de IL-6 foram associados a um risco aumentado de hospitaliza\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com usu\u00e1rios de inibidores de Fator de Necrose Tumoral (TNF) (5). Um estudo brasileiro avaliou o decl\u00ednio da imunogenicidade anti-SARS-CoV-2 e casos incidentes seis meses ap\u00f3s a segunda dose da vacina inativada Sinovac-CoronaVac (D210) em 828 pacientes com doen\u00e7as reum\u00e1ticas autoimunes em compara\u00e7\u00e3o com 207 indiv\u00edduos controles balanceados por idade\/sexo, concluindo que embora a positividade de anticorpos neutralizantes e a porcentagem de inibi\u00e7\u00e3o tenham diminu\u00eddo 41% e 54% nos pacientes (p\u2009&lt;\u20090,001) e 39,7% e 47% nos controles, n\u00e3o houve aumento concomitante nos casos de COVID-19 (6). Medeiros-Ribeiro et al. (2021) realizaram um estudo de fase 4 em S\u00e3o Paulo, Brasil, verificando a imunogenicidade e seguran\u00e7a da vacina inativada CoronaVac em pacientes com doen\u00e7as reum\u00e1ticas autoimunes. Eles encontraram menor soroconvers\u00e3o de IgG anti-SARS-Cov-2 e positividade de anticorpos neutralizantes no 69\u00ba dia no grupo de doen\u00e7as reum\u00e1ticas autoimunes do que no grupo controle, mas n\u00e3o houve eventos adversos moderados ou graves, indicando o uso de CoronaVac em pacientes com doen\u00e7as reum\u00e1ticas autoimunes, pois apesar de uma resposta reduzida, foi encontrada uma imunogenicidade aceit\u00e1vel a curto prazo nesses pacientes (7). Os resultados do registro m\u00e9dico da COVID-19 Global Rheumatology Alliance revelaram que pacientes com AR tratados com RTX ou Inibidores de Janus Quinase (JAKi) tiveram pior gravidade da COVID-19 do que aqueles em uso de Inibidores do Fator de Necrose Tumoral (TNFi), o que diminuiu as chances de hospitaliza\u00e7\u00e3o (8), e concluiu-se tamb\u00e9m que a exposi\u00e7\u00e3o a glicocortic\u00f3ides \u2265 10mg\/dia est\u00e1 associada a maior chance de hospitaliza\u00e7\u00e3o, embora a exposi\u00e7\u00e3o a drogas modificadoras da atividade de doen\u00e7a (DMARDs) n\u00e3o tenha sido associada, incluindo antimal\u00e1ricos como a Hidroxicloroquina (9). Todos esses dados est\u00e3o relacionados a an\u00e1lises pr\u00e9-vacina\u00e7\u00e3o. Com o advento da vacina\u00e7\u00e3o, poucos dados se concentraram em infec\u00e7\u00f5es em pacientes j\u00e1 completamente vacinados e efic\u00e1cia de diferentes plataformas de vacinas, mas nenhum avaliou especificamente a vacina\u00e7\u00e3o CoronaVac em pacientes com AR vacinados em compara\u00e7\u00e3o com pacientes n\u00e3o vacinados.<\/li>\n<li><strong>Discente: THIAGO JUNQUEIRA TREVISAN (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Ricardo Fuller <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> ABATACEPTE E BAIXOS N\u00cdVEIS DE GAMAGLOBULINAS: ASSOCIA\u00c7\u00c3O A RISCO INFECCIOSO E RESPOSTA DE ATIVIDADE DE DOEN\u00c7A EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE?<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O Abatacepte (ABA) pode reduzir os n\u00edveis de gamaglobulinas nos pacientes com Artrite Reumatoide (AR) tratados com a medica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m a seguran\u00e7a a longo prazo dessa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 desconhecida. Al\u00e9m disso, h\u00e1 dados conflitantes na literatura quanto a redu\u00e7\u00e3o de gamaglobulinas e resposta \u00e0 medica\u00e7\u00e3o com melhora dos par\u00e2metros de atividade de doen\u00e7a. O objetivo principal desse estudo \u00e9 verificar a associa\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de gamaglobulinas com maior risco infeccioso nesses pacientes. O objetivo secund\u00e1rio \u00e9 avaliar se a redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de gamaglobulinas se correlaciona com controle de atividade de doen\u00e7a. Trata-se de uma an\u00e1lise retrospectiva dos dados de uma coorte de incep\u00e7\u00e3o ao tratamento de pacientes com artrite reumatoide : 179 pacientes com AR tratados pela primeira vez com ABA no centro de infus\u00e3o (CEDMAC) em centro terci\u00e1rio (HC-FMUSP) entre o per\u00edodo de janeiro de 2007 at\u00e9 dezembro de 2019. Os pacientes foram avaliados clinicamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade de doen\u00e7a e presen\u00e7a de infec\u00e7\u00e3o, e foram avaliados laboratorialmente com medida dos n\u00edveis s\u00e9ricos de gamaglobulinas, IgG, IgM e IgA.<\/li>\n<li><strong>Discente: VAL\u00c9RIA BERTON LIGOURI ZACCHI (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Walcy Paganelli Rosalia Teodoro <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> A\u00c7\u00c3O DOS CORTICOSTER\u00d3IDES EM CICATRIZES CUT\u00c2NEAS QUELOIDIANAS: AVALIA\u00c7\u00c3O DA MATRIZ EXTRACELULAR, PROTE\u00cdNAS DE SINALIZA\u00c7\u00c3O E FIBRILOG\u00caNESE<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A resposta humana \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de continuidade da pele \u00e9 o reparo da ferida, que objetiva restaurar rapidamente essa barreira. Nem sempre este processo acontece de maneira fisiol\u00f3gica, podendo ocorrer aumento da fibrose cicatricial, gerando problemas funcionais e est\u00e9ticos para o paciente. Este \u00e9 o caso das cicatrizes exuberantes: cicatrizes hipertr\u00f3ficas e quel\u00f3ides. Os quel\u00f3ides, de aspecto nodular com expans\u00e3o para al\u00e9m das bordas da les\u00e3o original, podem surgir na aus\u00eancia de est\u00edmulo danoso, sendo relacionados a \u00e1reas com maiores quantidades de gl\u00e2ndulas seb\u00e1ceas e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de melanina e n\u00e3o evoluem com o tempo. Apesar dos j\u00e1 bem conhecidos mecanismos moleculares b\u00e1sicos de cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas, o conhecimento sobre queloides ainda \u00e9 contradit\u00f3rio devido \u00e0 sua complexidade. Os mecanismos fisiopatol\u00f3gicos dos quel\u00f3ides apontam para diversos aspectos destas cicatrizes, dentre eles altera\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias d\u00e9rmicas, altos n\u00edveis de citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias, n\u00famero aumentado de mast\u00f3citos, de linf\u00f3citos B e T e de macr\u00f3fagos, grande n\u00famero de fibroblastos, com alta prolifera\u00e7\u00e3o e baixa apoptose, papel dos TGFs \u03b21 e \u03b22 e dos miofibroblastos, alta s\u00edntese de col\u00e1genos, n\u00edveis aumentados de componentes da matriz extracelular, dentre outros. Muitos s\u00e3o os tratamentos descritos para os quel\u00f3ides, incluindo o uso de cortic\u00f3ides intra-lesionais. No entanto, pouco se sabe sobre o efeito celular e molecular desencadeado por estes f\u00e1rmacos. Desse modo, torna-se imperativo o conhecimento dos mecanismos de s\u00edntese e intera\u00e7\u00e3o c\u00e9lula-matriz que possam influenciar na forma\u00e7\u00e3o de quel\u00f3ides para o estabelecimento de novos tratamentos, bem como poss\u00edveis biomarcadores s\u00e9ricos presentes nesses pacientes. Assim, nossa proposta ser\u00e1 avaliar a composi\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o dos elementos celulares e das prote\u00ednas da matriz extracelular da pele e em cultura de fibroblastos provenientes de cicatrizes queloidianas, tratados e n\u00e3o tratados previamente com corticoster\u00f3ides, bem como identificar poss\u00edveis biomarcadores s\u00e9ricos em pacientes com quel\u00f3ides. Para este estudo ser\u00e3o coletadas amostras de sangue e de pele de indiv\u00edduos portadores de cicatrizes queloidianas no momento de seu tratamento cir\u00fargico, para que se possa identificar a reatividade celular e das prote\u00ednas da matriz extracelular nas cicatrizes queloidianas tratadas e n\u00e3o tratadas com corticoster\u00f3ides e os mecanismos fibrilares e transcricionais envolvidos neste processo.<\/li>\n<li><strong>Discente: VERENA ANDRADE BALBI (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Nadia Emi Aikawa <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> N\u00cdVEL SANGU\u00cdNEO DE HIDROXICLOROQUINA PREDIZ ATIVIDADE DE NEFRITE NO LUPUS JUVENIL DURANTE 6 MESES DE SEGUIMENTO <strong>Resumo:<\/strong> Os antimal\u00e1ricos s\u00e3o fundamentais no tratamento de pacientes com lupus eritematoso sist\u00eamico (LES). Sabe-se a obten\u00e7\u00e3o de efeito terap\u00eautico requer um padr\u00e3o de ades\u00e3o adequado. Em pacientes adultos com LES, foi verificado que a baixa concentra\u00e7\u00e3o de hidroxicloroquina (HCQ) no sangue total (&lt; 1000ng\/mL) pode prever exacerba\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas da doen\u00e7a durante seis meses de acompanhamento. J\u00e1 em adultos com nefrite l\u00fapica, a maior probabilidade de reativa\u00e7\u00f5es renais est\u00e1 associada a n\u00edveis sangu\u00edneos de HCQ inferiores a 600 ng\/mL. O lupus eritematoso sist\u00eamico juvenil (LESJ) tem alta morbidade, com envolvimento renal em at\u00e9 80% dos casos. Entretanto, n\u00e3o existem dados sobre o padr\u00e3o de n\u00edveis sangu\u00edneos de HCQ em pacientes com LESJ e nefrite l\u00fapica ou uma defini\u00e7\u00e3o de valores preditivos de flare. Objetivo: O objetivo deste estudo \u00e9 determinar o valor de cut-off do n\u00edvel sangu\u00edneo de HCQ preditor de flare em 6 meses e avaliar o padr\u00e3o de ader\u00eancia dos pacientes com LESJ e antecedente de nefrite, baseado na concentra\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea de HCQ. M\u00e9todos: Ser\u00e3o inclu\u00eddos 60 pacientes com diagn\u00f3stico de LESJ e nefrite pr\u00e9via, com dose prescrita de HCQ recomendada pela Academia Americana de Oftalmologia (AAO) em 2016 (at\u00e9 5mg\/kg\/dia), por mais de 6 meses com idade at\u00e9 21 anos. Os participantes ser\u00e3o avaliados no baseline (BL) e 6 meses ap\u00f3s (6M). Nestas visitas ser\u00e3o coletados dados demogr\u00e1ficos, socioecon\u00f4micos, cl\u00ednicos, laboratoriais, al\u00e9m dos tratamentos realizados. A dosagem do n\u00edvel sangu\u00edneo de HCQ por HPLC (liquid chromatography-tandem mass spectrometry) tamb\u00e9m ser\u00e1 realizada. O escore de atividade de doen\u00e7a (SLEDAI-2K) ser\u00e1 obtido nas 2 visitas ou a qualquer momento durante o seguimento, se houver flare. A defini\u00e7\u00e3o de flare foi estabelecida como aumento \u2265 3 pontos no SLEDAI-2K e\/ou troca\/aumento da dose de glicocorticoide ou imunossupressores. O padr\u00e3o da ader\u00eancia dos participantes ser\u00e1 avaliado com base em informa\u00e7\u00f5es das doses retiradas da farm\u00e1cia, assim como pela varia\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de HCQ no sangue durante o per\u00edodo do estudo.<\/li>\n<li><strong>Discente: VITORIA ELIAS CONTINI (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eduardo Borba <\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>ESTUDO DO DESENVOLVIMENTO PRECOCE DA FIBROSE PULMONAR EM MODELO EXPERIMENTAL DE ESCLEROSE SIST\u00caMICA INDUZIDO COM COL\u00c1GENO V<br \/>\n<strong>Resumo:\u00a0 <\/strong>As doen\u00e7as pulmonares intersticiais (DPI) est\u00e3o entre as complica\u00e7\u00f5es mais graves associadas \u00e0 esclerose sist\u00eamica (ES). O risco de desenvolver DPI \u00e9 maior no in\u00edcio do curso da ES. Dessa forma, modelos experimentais que auxiliem no entendimento dos est\u00e1gios iniciais da patog\u00eanese da doen\u00e7a pulmonar associada \u00e0 ES s\u00e3o essenciais para a avalia\u00e7\u00e3o de novas estrat\u00e9gias terap\u00eauticas que reduzam a evolu\u00e7\u00e3o da fibrose pulmonar. Recentemente, nosso grupo estabeleceu um modelo experimental em camundongos C57BL\/6 por imuniza\u00e7\u00e3o com col\u00e1geno tipo V (Col V) que desenvolveram um padr\u00e3o histol\u00f3gico de pneumonia intersticial inespec\u00edfica no pulm\u00e3o, associado ao espessamento das pequenas e m\u00e9dias art\u00e9rias intrapulmonares. Nosso objetivo ser\u00e1 avaliar o estabelecimento da fibrose pulmonar nas fases iniciais da ES experimental induzida em camundongos C57BL\/6 pela imuniza\u00e7\u00e3o com Col V. Para isso, ser\u00e3o utilizadas camundongas f\u00eameas C57BL\/6 (n=30) ser\u00e3o imunizados por via subcut\u00e2nea com Col V humano (150 \u03bcg) em adjuvante completo de Freund, seguido por dois refor\u00e7os intramusculares (IM-COLV). O grupo controle (n=30) n\u00e3o receber\u00e1 Col V. Os grupos dos animais ser\u00e3o submetidos \u00e0 eutan\u00e1sia nos dias 15, 30 e 45 ap\u00f3s a imuniza\u00e7\u00e3o. As c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias CD4, CD8 e CD20, marcadores vasculares ET1, VEGF e fibr\u00f3ticos TGF\u03b21, CTGF\u00a0 ser\u00e3o avaliados por imunohistoqu\u00edmica , imunofluoresc\u00eancia para o col\u00e1geno dos tipos I, III e V e\u00a0 an\u00e1lise quantitativa pelo software Image Pro Plus. Para avaliar o conte\u00fado total de col\u00e1geno do tecido pulmonar ser\u00e1 utilizado a dosagem da 4hidroxprolina, assim como a express\u00e3o g\u00eanica para marcadores vasculares e fibr\u00f3ticos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"question\">\n<div class=\"title\"><i class=\"icon-plus acc-icon-plus\"><\/i><i class=\"icon-minus acc-icon-minus\"><\/i>LINHA 7 \u2013 Efeitos do exerc\u00edcio f\u00edsico, nutri\u00e7\u00e3o e gen\u00e9tica na sa\u00fade e no desempenho f\u00edsico<\/div>\n<div class=\"answer\" style=\"display: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: ALINA DUMAS (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eimear Bernadette Dolan<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto<\/strong>: O IMPACTO DAS FLUTUA\u00c7\u00d5ES DE PESO DURANTE A TEMPORADA COMPETITIVA NA SA\u00daDE \u00d3SSEA EM REMADORES DE ELITE<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Este estudo utilizar\u00e1 um projeto controlado e em paralelo, na qual os remadores de elite ser\u00e3o investigados em tr\u00eas momentos no decorrer do ano: 1) pr\u00f3ximo a uma competi\u00e7\u00e3o de n\u00edvel nacional, onde os atletas dever\u00e3o estar no auge de suas capacidades f\u00edsicas e, ao mesmo tempo, tendo que atingir o peso estipulado pela FISA (59 kg e 72,5 kg para mulheres e homens, respectivamente); 2) em um per\u00edodo de tempo em que os atletas est\u00e3o realizando um treinamento \u00e1rduo, mas n\u00e3o t\u00eam o requisito de atingir um peso espec\u00edfico e 3) ap\u00f3s uma pausa no treinamento, na qual os atletas ter\u00e3o a oportunidade de se recuperar do treinamento e n\u00e3o precisar\u00e3o diminuir o peso. Com base em nosso conhecimento dessa popula\u00e7\u00e3o, assim como na literatura mencionada anteriormente na \u00e1rea [33, 34], a maioria dos remadores ter\u00e3o que perder peso para atingir o peso da competi\u00e7\u00e3o, embora o grau e velocidade da perda e a quantidade de peso para perder provavelmente variem consideravelmente de acordo com as caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas de cada remador, juntamente com a categoria de peso na qual competem. Nenhuma restri\u00e7\u00e3o ser\u00e1 colocada nos meios utilizados para atingir o peso da competi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o objetivo principal deste estudo \u00e9 entender as pr\u00e1ticas na vida real e suas consequ\u00eancias na sa\u00fade \u00f3ssea para atingir o peso de competi\u00e7\u00e3o em remadores de elite. A massa e a microarquitetura \u00f3ssea ser\u00e3o avaliadas usando DXA e HRpQCT. Amostras de sangue ser\u00e3o utilizadas para medir os n\u00edveis circulantes de biomarcadores \u00f3sseos e ser\u00e3o tomadas nos mesmos momentos que os exames DXA e HRpQCT. A disponibilidade de energia ser\u00e1 avaliada com base na rela\u00e7\u00e3o entre a taxa metab\u00f3lica de repouso medida (resting metabolic rate; RMR) e a RMR projetada (pRMR) usando a equa\u00e7\u00e3o de Harris-Benedict, com um deficiente energ\u00e9tico definido como uma pessoa na qual a rela\u00e7\u00e3o RMR:pRMR \u2264 0,90. Finalmente, os participantes completar\u00e3o um di\u00e1rio de \u201cbem-estar e treinamento\u201d durante todo o estudo. Os atletas registrar\u00e3o as classifica\u00e7\u00f5es subjetivas de esfor\u00e7o durante o treino, sono, fadiga, e motiva\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do seu peso di\u00e1rio, enquanto as remadoras fornecer\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre a menstrua\u00e7\u00e3o. Treinamento e intensidade do exerc\u00edcio, tipo, volume de carga e tempo tamb\u00e9m ser\u00e3o registrados para calcular o gasto energ\u00e9tico do exerc\u00edcio. Os exerc\u00edcios ser\u00e3o feitos usando um monitor de frequ\u00eancia card\u00edaca e a m\u00e9dia da frequ\u00eancia card\u00edaca ser\u00e1 gravada ap\u00f3s cada sess\u00e3o de treinamento.<\/li>\n<li><strong>Discente: ANDRESA ROSSILHO CASALE (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bruno Gualano<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> IMPACTO DO BLOQUEIO DO RECEPTOR DE INTERLEUCINA-6 SOBRE A RESPOSTA AGUDA AO EXERC\u00cdCIO NA SENSIBILIDADE \u00c0 INSULINA E CAPTA\u00c7\u00c3O MUSCULAR DE GLICOSE EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A artrite reumatoide (AR) \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria cr\u00f4nica que afeta as articula\u00e7\u00f5es, causando dor, edema, incapacidade f\u00edsica e baixa qualidade de vida. Al\u00e9m disso, pacientes com AR apresentam risco aumentado de desenvolver doen\u00e7as cardiovasculares e, consequentemente, morte prematura. Dentre os tratamentos farmacol\u00f3gicos mais eficazes, est\u00e1 o uso de agentes biol\u00f3gicos que inibem a a\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias espec\u00edficas, como a interleucina 6 (IL-6) e fatores de necrose tumoral (TNF). O exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9 considerado um tratamento n\u00e3o farmacol\u00f3gico de primeira linha na AR, melhorando o quadro inflamat\u00f3rio e metab\u00f3lico, a capacidade f\u00edsica e funcional, fadiga e prevenindo o surgimento de DCV. Estudos apontam que a IL-6, quando secretada em decorr\u00eancia do exerc\u00edcio f\u00edsico, traz diversos benef\u00edcios. Entretanto, n\u00e3o se sabe como \u00e9, e se h\u00e1, a intera\u00e7\u00e3o entre agentes biol\u00f3gicos bloqueadores de IL-6 e exerc\u00edcio f\u00edsico sobre respostas metab\u00f3licas, como a sensibilidade \u00e0 insulina, em pacientes com AR. Para trazer luz a essa quest\u00e3o, mulheres adultas (\u00b3 18 anos) com diagn\u00f3stico de AR (n = 20) e saud\u00e1veis (n = 10) ser\u00e3o recrutadas para uma sess\u00e3o aguda de exerc\u00edcio aer\u00f3bio. As pacientes com AR ser\u00e3o divididas em 2 grupos, de acordo com o medicamento em uso (tocilizumabe ou anti-TNF). As respostas agudas da sensibilidade \u00e0 insulina ap\u00f3s a sess\u00e3o de exerc\u00edcio ser\u00e3o avaliadas pela t\u00e9cnica padr\u00e3o ouro conhecida como clamp euglic\u00eamico hiperinsulin\u00eamico, ao passo que as vias moleculares dessa resposta ser\u00e3o avaliadas por meio de bi\u00f3psia muscular e posterior an\u00e1lise da express\u00e3o g\u00eanica e proteica. A tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons integrada \u00e0 resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (PET\/RM) ser\u00e1 realizada para quantificar a capta\u00e7\u00e3o de glicose pelo m\u00fasculo esquel\u00e9tico. As respostas dos grupos ser\u00e3o comparadas pela an\u00e1lise de medidas repetidas, com grupo e tempo como fatores fixos, e participantes como fator aleat\u00f3rio. Caso necess\u00e1rio, ser\u00e1 realizado o teste de post hoc de Tukey. O n\u00edvel de signific\u00e2ncia adotado ser\u00e1 de 5%.<\/li>\n<li><strong>Discente: AMANDA ROMUALDO SANTANA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Guilherme Giannini Artioli<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> PAPEL DA (IN)ATIVIDADE MUSCULAR NO CONTROLE DA HOMEOSTASE DE CARNOSINA NO M\u00daSCULO ESQUEL\u00c9TICO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Carnosina \u00e9 um dipept\u00eddeo multifuncional abundantemente expresso no m\u00fasculo esquel\u00e9tico de diversos mam\u00edferos, incluindo os humanos. Tipicamente, o conte\u00fado de carnosina muscular em humanos varia entre 15-40 mmol\u00b7kg-1 de m\u00fasculo seco (Harris et al., 2006; da Eira Silva et al., 2020). A carnosina pode ser sintetizada endogenamente a partir de seus dois amino\u00e1cidos constituintes, a saber, \u03b2-alanina e L-histidina, em rea\u00e7\u00e3o catalisada pela enzima carnosina sintase (Drozak et al., 2010). V\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas importantes t\u00eam sido atribu\u00eddas \u00e0 carnosina, as quais incluem regula\u00e7\u00e3o do pH intramuscular (Dolan et al., 2018), prote\u00e7\u00e3o contra glica\u00e7\u00e3o e carbonila\u00e7\u00e3o proteica (Hipkiss et al., 1994; Hipkiss et al., 1995), detoxifica\u00e7\u00e3o de produtos da peroxida\u00e7\u00e3o lip\u00eddica, como alde\u00eddos reativos (Aldini et al., 2013; Carvalho et al., 2018), e regula\u00e7\u00e3o dos transientes de Ca2+ no m\u00fasculo esquel\u00e9tico e na sensibilidade do aparato contr\u00e1til ao Ca2+ (Dutka et al., 2012; Hannah et al., 2015). Al\u00e9m de comprovada relev\u00e2ncia para o desempenho f\u00edsico e esportivo em atividades de alta intensidade (Hobson et al., 2012; Saunders et al., 2017), valores aumentados de carnosina muscular parecem tamb\u00e9m ter influ\u00eancia sobre diversos processos da base etiol\u00f3gica de doen\u00e7as cr\u00f4nicas de alta preval\u00eancia (Artioli et al., 2019). A homeostase da carnosina no m\u00fasculo esquel\u00e9tico \u00e9 regulada por diversos fatores. O mais importante deles \u00e9 a disponibilidade de \u03b2-alanina, amino\u00e1cido precursor de sua s\u00edntese cujas concentra\u00e7\u00f5es intramusculares tipicamente baixas s\u00e3o limitantes para a s\u00edntese de carnosina (Harris et al., 2006; Matthews et al., 2019; Artioli et al., 2010). Outros fatores que contribuem para a regula\u00e7\u00e3o da carnosina no m\u00fasculo incluem a atividade das enzimas respons\u00e1veis pela s\u00edntese e degrada\u00e7\u00e3o de carnosina no m\u00fasculo esquel\u00e9tico (Everaert et al., 2013) e a efici\u00eancia dos sistemas de transporte de \u03b2-alanina \u00e0s c\u00e9lulas musculares (Blancquaert et al., 2016). \u00c9 bem estabelecido na literatura que a suplementa\u00e7\u00e3o de \u03b2-alanina, em m\u00e9dio e longo prazo, aumenta o conte\u00fado intramuscular de carnosina (Harris et al., 2006; Hill et al., 2007; Saunders et al., 2017; da Eira Silva, 2020), e que a magnitude do aumento de carnosina \u00e9 dependente da dose total acumulada de \u03b2-alanina (Resende et al., submetido). Contudo, ainda n\u00e3o se sabe com clareza quais outros est\u00edmulos podem participar da regula\u00e7\u00e3o da carnosina muscular no m\u00fasculo esquel\u00e9tico. Nesse sentido, evid\u00eancias ainda conflitantes sugerem que o exerc\u00edcio f\u00edsico, tanto de forma aguda como cr\u00f4nica, pode afetar os n\u00edveis de carnosina intramuscular. Os primeiros estudos que avaliaram essa quest\u00e3o adotaram delineamento transversal, nos quais atletas velocistas foram comparados com atletas fundistas e com controles n\u00e3o atletas (Parkhouse et al., 1985), ou em que fisiculturistas experientes foram comparados com controles n\u00e3o treinados (Tallon et al., 2005). Em ambos os estudos, maiores valores de carnosina muscular foram encontrados nos atletas velocistas e nos fisiculturistas, em compara\u00e7\u00e3o com seus controles n\u00e3o treinados, o que sugere que a exposi\u00e7\u00e3o em longo prazo a exerc\u00edcios de alta intensidade pode ser um est\u00edmulo para maior s\u00edntese de carnosina intramuscular. No entanto, diversos estudos longitudinais subsequentes n\u00e3o conseguiram confirmar a hip\u00f3tese de que o treinamento f\u00edsico \u00e9 capaz de aumentar o conte\u00fado de carnosina no m\u00fasculo esquel\u00e9tico (Mannion et al., 1994; Kendrick et al., 2008; Kendrick et al., 2009; Baguet et al., 2011; Edge et al., 2013; Gross et al., 2014). Esses estudos, entretanto, apresentam limita\u00e7\u00f5es importantes, tais como aus\u00eancia de controle da ingest\u00e3o de \u03b2-alanina via dieta, e volume ou intensidade de treino provavelmente abaixo do necess\u00e1rio para induzir aumentos de carnosina muscular, o que os torna incapazes de responder de forma conclusiva se o exerc\u00edcio f\u00edsico de fato influencia a homeostase de carnosina no m\u00fasculo esquel\u00e9tico. Mais recentemente, uma investiga\u00e7\u00e3o de nosso grupo mostrou que 12 semanas de treinamento intervalado de alta intensidade resultaram em aumento significante (~25%) na carnosina muscular (Painelli et al., 2018). Um importante controle utilizado nesse estudo foi o recrutamento exclusivo de indiv\u00edduos vegetarianos, controlando, portanto, a maior fonte de interfer\u00eancia sobre a carnosina muscular, a saber, o consumo de \u03b2-alanina via dieta. Todavia, Hoetker et al. (2018) mostraram, em contraste com os dados de Painelli et al. (2018), que o treinamento de baixa intensidade, e n\u00e3o de alta intensidade, foi capaz de aumentar carnosina muscular. Os dados de Hoetker et al. (2018) mostraram, ainda, que o treinamento de alta intensidade reduziu a carnosina muscular, o que pode ter sido causado por perdas de carnosina muscular que ocorrem em resposta aguda ao exerc\u00edcio de alta intensidade. Contudo, a hip\u00f3tese de perda aguda de carnosina induzida pelo exerc\u00edcio n\u00e3o foi confirmada em outros trabalhos (Carvalho et al., 2018), o que traz ainda mais d\u00favidas quanto o papel do exerc\u00edcio como regulador da carnosina muscular. Neste projeto, usaremos um modelo animal de imobiliza\u00e7\u00e3o e de treinamento f\u00edsico para estudar o comportamento da carnosina muscular em dois extremos do espectro atividade-inatividade muscular. Al\u00e9m de avaliar o papel da atividade muscular sobre a carnosina muscular, este estudo tamb\u00e9m ter\u00e1 como objetivo explorar mecanismos moleculares potencialmente envolvidos nesses processos.<\/li>\n<li><strong>Discente: AMANDA YURI IRAHA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Tiago Pe\u00e7anha<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> EFEITOS DA PR\u00c1TICA DE ATIVIDADES F\u00cdSICAS SOBRE A FUN\u00c7\u00c3O VASCULAR E PAR\u00c2METROS DE SA\u00daDE EM CRIAN\u00c7AS E ADOLESCENTES COM ARTRITE IDIOP\u00c1TICA JUVENIL<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A artrite idiop\u00e1tica juvenil (AIJ) \u00e9 a doen\u00e7a reumatol\u00f3gica mais comum na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, caracterizando-se pela presen\u00e7a de inflama\u00e7\u00e3o sinovial e de outras manifesta\u00e7\u00f5es heterog\u00eaneas. A AIJ influencia diversos aspectos da qualidade de vida do paciente, com consequ\u00eancias f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e sociais. Um desfecho importante nesta doen\u00e7a s\u00e3o as doen\u00e7as cardiovasculares, que constituem a segunda causa de mortalidade nesses pacientes. Especula-se que as altera\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e cardiovasculares se relacionem com os baixos n\u00edveis de atividade f\u00edsica na AIJ, no entanto isto ainda n\u00e3o foi demonstrado nesta doen\u00e7a. Os objetivos do presente projeto ser\u00e3o: (1) comparar o n\u00edvel de atividade f\u00edsica e par\u00e2metros antropom\u00e9tricos, funcionais e cardiovasculares entre pacientes com AIJ e adolescentes saud\u00e1veis; e (2) verificar os efeitos de um programa home-based de atividade f\u00edsica na sa\u00fade geral e fun\u00e7\u00e3o cardiovascular em pacientes com AIJ. Para isto, este projeto incluir\u00e1 2 estudos, um transversal e um ensaio cl\u00ednico randomizado e controlado. Para o estudo transversal, ser\u00e3o recrutados 17 adolescentes (10-18 anos) com AIJ e 17 saud\u00e1veis. Para o ensaio cl\u00ednico, ser\u00e3o recrutados 24 participantes com AIJ que ser\u00e3o randomizadas em um grupo que realizar\u00e1 2 meses de treinamento f\u00edsico (GTF; n = 12) e um grupo controle que n\u00e3o realizar\u00e1 atividade f\u00edsica (CON; n = 12). O programa de atividade f\u00edsica ser\u00e1 n\u00e3o-presencial (i.e., home-based), realizado 3 vezes na semana, durante 12 semanas, e ser\u00e1 composto por exerc\u00edcios f\u00edsicos que envolvam grandes grupos musculares, que n\u00e3o necessitem de equipamentos sofisticados e que sejam de f\u00e1cil aprendizagem e execu\u00e7\u00e3o. Em ambos os estudos, os participantes ser\u00e3o avaliados quanto aos seguintes par\u00e2metros: (1) aspectos cl\u00ednicos\/atividade de doen\u00e7a; (2) n\u00edvel de atividade f\u00edsica e comportamento sedent\u00e1rio; (3) antropometria e composi\u00e7\u00e3o corporal; (4) par\u00e2metros sangu\u00edneos; (5) capacidade aer\u00f3bia; (6) for\u00e7a muscular e capacidade funcional; (7) avalia\u00e7\u00e3o nutricional; (8) qualidade de vida; (9) press\u00e3o arterial; (10) fluxo sangu\u00edneo e fun\u00e7\u00e3o endotelial; (11) estrutura vascular; (12) ecocardiograma convencional e com speckle tracking bidimensional. O teste T de Student ser\u00e1 utilizado para compara\u00e7\u00e3o de todos os par\u00e2metros avaliados entre os pacientes com AIJ e os saud\u00e1veis. A an\u00e1lise de modelos mistos para medidas repetidas ser\u00e1 realizada para investigar os efeitos da interven\u00e7\u00e3o sobre a fun\u00e7\u00e3o cardiovascular e demais desfechos nos pacientes com AIJ. Quando pertinente, o post hoc de Tukey ser\u00e1 utilizado para as compara\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas.<\/li>\n<li><strong>Discente:<\/strong> <strong>ARTHUR AMARAL DE CARVALHO (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> DIFEREN\u00c7AS ENTRE OS SEXOS NA RESPOSTA DE DESEMPENHO DE CICLISTAS TREINADOS EM UM CONTRARREL\u00d3GIO DE CICLISMO DE 4-KM AP\u00d3S A SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O DE NITRATO INORG\u00c2NICO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Existem boas evid\u00eancias de que o nitrato pode melhorar o desempenho e a capacidade do exerc\u00edcio em indiv\u00edduos do sexo masculino. Entretanto, mulheres s\u00e3o claramente sub representadas na pesquisa de suplementa\u00e7\u00e3o de nitrato no exerc\u00edcio e uma propor\u00e7\u00e3o substancial dos estudos com esta popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o mostra efeitos com o uso deste suplemento. No entanto, existe evid\u00eancia contr\u00e1ria sugerindo que o nitrato pode beneficiar a performance de atletas do sexo feminino. \u00c9 poss\u00edvel que a aus\u00eancia de benef\u00edcio da ingest\u00e3o de nitrato, em muitas das investiga\u00e7\u00f5es conduzidas com mulheres, deva-se \u00e0 presen\u00e7a de aspectos sub \u00f3timos nos desenhos destas. Ademais, at\u00e9 o momento, nenhum estudo comparou diretamente a resposta de desempenho \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o de nitrato entre homens e mulheres. Portanto, pretende-se investigar se, em condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de um efeito ergog\u00eanico, a suplementa\u00e7\u00e3o aguda de nitrato \u00e9 t\u00e3o efetiva em melhorar a performance de mulheres quanto a de homens. Para isso, 30 ciclistas treinados (15 homens e 15 mulheres) realizar\u00e3o testes contrarrel\u00f3gio de ciclismo de 4-km, num modelo crossover, contrabalanceado e randomizado, duas horas e meia ap\u00f3s receberem de forma duplo-cega: 70 ml de suco de beterraba concentrado contendo 6.2 mmol de nitrato (NIT), 70 ml de suco de beterraba concentrado livre de nitrato (PLA) ou um controle n\u00e3o-placebo (CON). Este estudo ser\u00e1 o primeiro a comparar diretamente a resposta de desempenho \u00e0 ingest\u00e3o de nitrato entre homens e mulheres, controlando pr\u00e1ticas de higiene oral e utilizando protocolos de suplementa\u00e7\u00e3o e de exerc\u00edcio prop\u00edcios para a observa\u00e7\u00e3o de um efeito positivo. Os resultados deste estudo ser\u00e3o de grande relev\u00e2ncia para atletas do sexo feminino que est\u00e3o em busca de estrat\u00e9gias para melhorar o desempenho esportivo e poder\u00e3o impactar no desenho de futuros estudos<\/li>\n<li><strong>Discente: BRENO DUARTE COSTA (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> COMPARA\u00c7\u00c3O DE EFEITOS DA SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O DE SUCO DE BETERRABA E NITRATO DE S\u00d3DIO NO DESEMPENHO DE UM CONTRARREL\u00d3GIO DE CICLISMO DE 4 KM<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Existem boas evid\u00eancias de que o nitrato pode melhorar o desempenho e a capacidade do exerc\u00edcio. Entretanto, n\u00e3o existe uma forma padr\u00e3o de suplementa\u00e7\u00e3o dessa subst\u00e2ncia na literatura, baseado nisso, sugere-se que parte da discrep\u00e2ncia de resultados obtidos em diversos estudos que avaliaram a suplementa\u00e7\u00e3o de nitrato em testes de desempenho e de capacidade f\u00edsica, podem ser decorrentes da forma de suplementa\u00e7\u00e3o utilizada. \u00c9 poss\u00edvel que a aus\u00eancia de benef\u00edcio da ingest\u00e3o de nitrato, em muitas das investiga\u00e7\u00f5es conduzidas, deva-se \u00e0 falta de padroniza\u00e7\u00e3o da forma de suplementa\u00e7\u00e3o, assim como a presen\u00e7a de aspectos sub \u00f3timos nos desenhos destas. Ademais, at\u00e9 o momento, nenhum estudo comparou diretamente a resposta de desempenho \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o de nitrato entre duas formas diferentes (nitrato de s\u00f3dio e suco de beterraba concentrado rico em nitrato). Portanto, pretende-se investigar se, em condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de um efeito ergog\u00eanico, a suplementa\u00e7\u00e3o aguda de nitrato nessas duas formas \u00e9 t\u00e3o efetiva em melhorar a performance de ciclistas. Para isso, 30 ciclistas treinados realizar\u00e3o testes contrarrel\u00f3gio de ciclismo de 4-km, num modelo crossover, contrabalanceado e randomizado, duas horas e meia ap\u00f3s receberem de forma duplo-cega: 70 ml de suco de beterraba concentrado contendo 6.4 mmol de nitrato (BET), 70 ml de suco de beterraba concentrado livre de nitrato (PLA2), nitrato de s\u00f3dio contendo 6.4 mmol de nitrato (NIT), cloreto de s\u00f3dio (PLA1) e controle (CON). Este estudo ser\u00e1 o primeiro a comparar diretamente a resposta de desempenho \u00e0 ingest\u00e3o de duas formas diferentes de nitrato em ciclistas, controlando pr\u00e1ticas de higiene oral e utilizando protocolos de suplementa\u00e7\u00e3o e de exerc\u00edcio prop\u00edcios para a observa\u00e7\u00e3o de um efeito positivo. Os resultados deste estudo ser\u00e3o de grande relev\u00e2ncia para atletas que est\u00e3o em busca de estrat\u00e9gias para melhorar o desempenho esportivo e poder\u00e3o impactar no desenho de futuros estudos.<\/li>\n<li><strong>Discente: BRUNA AGUERA REINA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eimear B. Dolan<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>O EFEITO DA BAIXA DISPONIBILIDADE ENERG\u00c9TICA E DA COMPOSI\u00c7\u00c3O ALIMENTAR NA RESPOSTA DO SISTEMA IMUNOL\u00d3GICO EM UMA SESS\u00c3O AGUDA DE EXERC\u00cdCIO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Uma adequada disponibilidade de energia \u00e9 essencial para a fun\u00e7\u00e3o \u00f3tima dos processos fisiol\u00f3gicos do corpo, incluindo o sistema imunol\u00f3gico, por\u00e9m atualmente, existem evid\u00eancias limitadas sobre os efeitos de uma breve exposi\u00e7\u00e3o a baixa disponibilidade energ\u00e9tica no sistema imunol\u00f3gico, principalmente em indiv\u00edduos do sexo masculino. Portanto, esse estudo tem como objetivo prim\u00e1rio investigar se um per\u00edodo agudo de baixa disponibilidade de energia afeta a fun\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica em adultos saud\u00e1veis. O objetivo secund\u00e1rio consiste em verificar se a ingest\u00e3o protegida de prote\u00edna pode influenciar nos resultados, j\u00e1 que a prote\u00edna \u00e9 um macronutriente que pode influenciar em diversas vias do sistema imunol\u00f3gico. Quatorze homens saud\u00e1veis, de 18 a 40 anos, fisicamente ativos participar\u00e3o de oito sess\u00f5es, sendo: a) a primeira sess\u00e3o para coletar dados preliminares; b) a segunda sess\u00e3o de familiariza\u00e7\u00e3o; c) seis sess\u00f5es de testes experimentais. As sess\u00f5es experimentais ir\u00e3o incluir: 1-quatro testes controle, com manuten\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o energ\u00e9tico (45kcal\/kg MLG\/dia); 2- um teste de baixa disponibilidade de energia (15 kcal\/kg MLG\/dia; LEA) e 3- um teste de baixa disponibilidade de energia, com ingest\u00e3o proteica protegida (LEA-PROT), realizados em ordem aleat\u00f3ria. Cada estudo experimental ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o de cinco dias, sendo que a taxa metab\u00f3lica de repouso (TMR), os dados da composi\u00e7\u00e3o corporal, o teste de VO2 m\u00e1ximo e as amostras de sangue ser\u00e3o coletados no primeiro e quinto dia. Nos dias 1 a 4 de cada estudo experimental, os participantes seguir\u00e3o a dieta experimental, que ser\u00e1 fornecida e dever\u00e3o elaborar um di\u00e1rio alimentar e fazer os registros de treinamento. Os testes experimentais ser\u00e3o compostos por um teste ergom\u00e9trico que ser\u00e1 realizado por 45 minutos a 70% do VO2 m\u00e1ximo e, logo em seguida, um contrarrel\u00f3gio de 4km (TT). As amostras de sangue ser\u00e3o coletadas antes, durante e depois do exerc\u00edcio para a an\u00e1lise de biomarcadores indicativos do sistema imunol\u00f3gico, que incluir\u00e1 citocinas inflamat\u00f3rias (como IFN- \u03b3, IL-10, IL-6 e TNF- \u03b1) e receptores sol\u00faveis de TNF (como sTNFR1 e sTNFR2), bem como os n\u00edveis de horm\u00f4nios metab\u00f3licos e reprodutivos (LH , FSH, TSH, IGF-1, testosterona, SHBG).<\/li>\n<li><strong>Discente: BRUNA CARUSO MAZZOLANI (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Bruno Gualano<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>PROMO\u00c7\u00c3O DE ESTILO DE VIDA SAUD\u00c1VEL EM PACIENTES COM L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO: EFEITOS SOBRE QUALIDADE DE VIDA E ASPECTOS PSICOL\u00d3GICOS.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Pacientes com L\u00fapus Eritematoso Sist\u00eamico possuem uma menor qualidade de vida associada \u00e0 sa\u00fade quando comparados com a popula\u00e7\u00e3o em geral, popula\u00e7\u00f5es com outras doen\u00e7as reum\u00e1ticas ou doen\u00e7as cr\u00f4nicas graves. A atividade da doen\u00e7a, dor, fadiga, tratamento, comorbidades, fatores demogr\u00e1ficos, sociais e emocionais s\u00e3o preditores de uma menor qualidade de vida nesses pacientes. Em tese, interven\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o de atividade f\u00edsica e consumo alimentar saud\u00e1vel poderiam atuar na melhora da qualidade de vida de pacientes com L\u00fapus. Esse amplo ensaio controlado e randomizado (\u00abLiving Well with Lupus\u00bb) tem por objetivo avaliar os efeitos de uma nova interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de \u00abmundo real\u00bb, com vistas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de atividade f\u00edsica estruturada e n\u00e3o estruturada e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel (com base no Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira), sobre o risco cardiovascular, a qualidade vida, qualidade do sono e aspectos psicol\u00f3gicos em pacientes com L\u00fapus. Nessa tese, especificamente, os desfechos de interesse s\u00e3o aqueles associados \u00e0 qualidade vida, \u00e0 qualidade do sono e aos aspectos psicol\u00f3gicos. M\u00e9todos quanti e qualitativos ser\u00e3o empregados. Antes e ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o avaliados: 1) n\u00edvel de atividade f\u00edsica e comportamento sedent\u00e1rio; 2) consumo alimentar; 3) par\u00e2metros cl\u00ednicos; 4) qualidade de vida; 5) aspectos psicol\u00f3gicos (ansiedade, depress\u00e3o); 6) qualidade do sono. Grupos focais ser\u00e3o realizados ao final do seguimento para avaliar qualitativamente os impactos da interven\u00e7\u00e3o. Os achados desse projeto poder\u00e3o servir como base para novas prescri\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancia com o objetivo de modificar o estilo de vida de pacientes com L\u00fapus Eritematoso Sist\u00eamico. (AU)<\/li>\n<li><strong>Discentes: CAMILLA ASTLEY AMARAL PEDROSO (DO)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Orientador: Bruno Gualano<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> IMPACTO DO BLOQUEIO FARMACOL\u00d3GICO DO RECEPTOR DE INTERLEUCINA-6 SOBRE AS RESPOS<br \/>\nTAS METAB\u00d3LICAS AO TREINAMENTO F\u00cdSICO EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A artrite reumatoide (AR) \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria sist\u00eamica cr\u00f4nica e progressiva caracterizada pela inflama\u00e7\u00e3o sinovial das articula\u00e7\u00f5es e elevada produ\u00e7\u00e3o de citocinas inflamat\u00f3rias. A inflama\u00e7\u00e3o sist\u00eamica cr\u00f4nica est\u00e1 relacionada ao aumento no risco de eventos cardiovasculares, a resist\u00eancia perif\u00e9rica \u00e0 insulina e dislipidemias. A interleucina (IL)-6 \u00e9 uma citocina pleiotr\u00f3pica de a\u00e7\u00e3o dual e dependente do seu local de atua\u00e7\u00e3o. Na AR, sua a\u00e7\u00e3o pr\u00f3-inflamat\u00f3ria \u00e9 respons\u00e1vel por diversas doen\u00e7as, tornando seu bloqueio uma estrat\u00e9gia medicamentosa eficaz. O uso de agentes biol\u00f3gicos que inibem a a\u00e7\u00e3o de citocinas inflamat\u00f3rias como a IL-6 (tocilizumabe) e o fator de necrose tumoral-\u03b1 (anti-TNF-\u03b1) est\u00e3o entre os tratamentos farmacol\u00f3gicos eficazes na AR. Em paralelo, a IL-6 liberada atrav\u00e9s da contra\u00e7\u00e3o muscular \u00e9 respons\u00e1vel por diversas adapta\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas importantes que poderiam auxiliar na melhora cl\u00ednica desses pacientes; portanto, mesmo que seu bloqueio seja seguro e eficaz em controlar a atividade da doen\u00e7a, esses pacientes poderiam apresentar uma atenua\u00e7\u00e3o das respostas metab\u00f3licas mediadas pela a\u00e7\u00e3o da IL-6 proveniente do exerc\u00edcio. Com o objetivo de investigar o impacto do bloqueio da IL-6 nas respostas metab\u00f3licas adaptativas \u00e0 um programa de treinamento f\u00edsico associadas \u00e0 sensibilidade \u00e0 insulina e suas vias moleculares de sinaliza\u00e7\u00e3o, na capta\u00e7\u00e3o muscular de glicose e sobre o tecido adiposo visceral, 60 mulheres adultas com AR e em uso de tocilizumabe e anti-TNF-\u03b1 (TNF) ser\u00e3o recrutadas para participar de 16 semanas de um programa de treinamento f\u00edsico combinado (aer\u00f3bio e treinamento de for\u00e7a). Sendo assim, as participantes ser\u00e3o divididas em 4 grupos: (1) tocilizumabe + treinamento f\u00edsico (TCZ+TF), (2) tocilizumabe + n\u00e3o treinamento (TCZ), (3) anti-TNF-\u03b1 + treinamento f\u00edsico (aTNF+TF) e (4) anti-TNF-\u03b1 + n\u00e3o treinamento (aTNF). As avalia\u00e7\u00f5es antes e ap\u00f3s o protocolo de treinamento incluem coleta sangu\u00ednea para an\u00e1lise bioqu\u00edmica, hormonal e inflamat\u00f3ria, par\u00e2metros cl\u00ednicos da doen\u00e7a, aptid\u00e3o cardiorrespirat\u00f3ria, composi\u00e7\u00e3o corporal, sensibilidade \u00e0 insulina, tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons com [<sup>18<\/sup>F] FDG e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (PET\/RM) para quantifica\u00e7\u00e3o da capta\u00e7\u00e3o de glicose, bi\u00f3psia muscular e an\u00e1lise de express\u00e3o g\u00eanica e proteica do m\u00fasculo esquel\u00e9tico. As respostas dos grupos ser\u00e3o comparadas pela an\u00e1lise de medidas repetidas, com grupo e tempo como fatores fixos, e participantes como fator aleat\u00f3rio. Caso necess\u00e1rio, ser\u00e1 realizado o teste de <em>post hoc<\/em> de Tukey. O n\u00edvel de signific\u00e2ncia adotado ser\u00e1 de 5%.<\/li>\n<li><strong>Discente: FABIANA INFANTE SMAIRA (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Bruno Gualano<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> PROMO\u00c7\u00c3O DE ESTILO DE VIDA SAUD\u00c1VEL EM PACIENTES COM L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO: AVALIA\u00c7\u00c3O DE SEGURAN\u00c7A, EFIC\u00c1CIA E VIABILIDADE DO ESTUDO \u201cVIVENDO BEM COM LUPUS\u201d\u00a0 (LIVING WELL WITH LUPUS)<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Pacientes com l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico despendem a maior parte das horas di\u00e1rias em comportamento sedent\u00e1rio e tendem a ser inativos. O comportamento sedent\u00e1rio e a inatividade f\u00edsica s\u00e3o fatores de risco independentes para piores marcadores de sa\u00fade e mortalidade na popula\u00e7\u00e3o geral e em casos cl\u00ednicos. Al\u00e9m disso, o padr\u00e3o alimentar \u00e9 um fator determinante na sa\u00fade dos indiv\u00edduos. Devido \u00e0 escassez de estudos sobre o padr\u00e3o alimentar de pacientes com l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico, acredita-se que, estes pacientes apresentem o mesmo perfil alimentar da popula\u00e7\u00e3o geral, isto \u00e9, um consumo elevado de alimentos com baixa composi\u00e7\u00e3o nutricional e alta densidade cal\u00f3rica, caracterizada por uma inadequa\u00e7\u00e3o do aporte de micronutrientes. Nesse contexto, novas interven\u00e7\u00f5es focadas na pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e no manejo do consumo alimentar seriam de grande relev\u00e2ncia terap\u00eautica. Entretanto, at\u00e9 o presente momento, n\u00e3o existem estudos focados nessas estrat\u00e9gias em pacientes com l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico. Logo, \u00e9 fundamental avaliar as mudan\u00e7as de estilo de vida proveniente de uma nova proposta de interven\u00e7\u00e3o. Portanto, esse projeto tem como objetivo: avaliar a seguran\u00e7a, efic\u00e1cia e viabilidade da interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, bem como as barreiras e facilitadores para o engajamento em mudan\u00e7as de estilo de vida. Trata-se de um estudo cl\u00ednico randomizado, de grupos paralelos e controlado, em que ser\u00e3o coletados os seguintes dados pr\u00e9 e p\u00f3s interven\u00e7\u00e3o: 1) comportamento sedent\u00e1rio e n\u00edvel de atividade f\u00edsica; 2) h\u00e1bitos alimentares; 3) par\u00e2metros cl\u00ednicos; 4) par\u00e2metros de seguran\u00e7a e viabilidade da interven\u00e7\u00e3o. Ademais, grupos focais ser\u00e3o realizados ao final do seguimento para avaliar qualitativamente os impactos da interven\u00e7\u00e3o. Os achados desse projeto ser\u00e3o de grande relev\u00e2ncia cl\u00ednica, uma vez que podem servir como base para novas prescri\u00e7\u00f5es focadas na mudan\u00e7a de h\u00e1bitos de atividade f\u00edsica e alimentares, que s\u00e3o fatores de risco para pacientes com l\u00fapus.<\/li>\n<li><strong>Discente: FELIPE MIGUEL MARTICORENA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> EFEITO PLACEBO SOBRE A PERFORMANCE ESPORTIVA E COGNITIVA AP\u00d3S O\u00a0 CONDICIONAMENTO \u00c0 SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O DE CAFE\u00cdNA<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Historicamente placebos s\u00e3o compreendidos como interven\u00e7\u00f5es inertes, e que por este motivo n\u00e3o teriam qualquer tipo de efeito sobre o organismo. Por esta raz\u00e3o, placebos passaram a ser utilizados como umcomparador em ensaios cl\u00ednicos, a fim de identificar a efetividade das interven\u00e7\u00f5es. No entanto, com o avan\u00e7ar da ci\u00eancia, ficou claro que o efeito placebo \u00e9 um fen\u00f4meno mensur\u00e1vel, que pode levar a efeitos ben\u00e9ficos sobre o organismo. Existem diversos fatores capazes de potencializar o efeito placebo, como por exemplo personalidade, contexto, expectativa e, como sugerem evid\u00eancia recentes, o condicionamento. Ocondicionamento \u00e9 quando repetidas doses de certa subst\u00e2ncia \u00e9 substitu\u00edda por um placebo. Estudos realizados com analg\u00e9sicos injet\u00e1veis, como a morfina, identificou mudan\u00e7as fisiol\u00f3gicas similares entre placebos, ap\u00f3s o condicionamento, e a subst\u00e2ncia real. Suplementos alimentares, em especial a cafe\u00edna, s\u00e3o largamente utilizados com o objetivo de melhora da performance esportiva. A principal justificativa para ergogenicidade as subst\u00e2ncias \u00e9 o fato dela e seus metab\u00f3litos serem antagonistas do receptor de adenosina, o que leva ao aumento da libera\u00e7\u00e3ode catecolaminas, gerando aumento da agita\u00e7\u00e3o psicomotora e redu\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o de dor, convergindo para melhora do rendimento esportivo e cognitivo. Apesar de tais mecanismos serem bem estabelecidos, nenhum estudo avaliou o efeito placebo ap\u00f3s o condicionamento a cafe\u00edna e suas respostas sobre par\u00e2metros fisiol\u00f3gicos e performance esportiva e cognitiva. A hip\u00f3tese \u00e9 de que o condicionamento a cafe\u00edna potencialize o efeito placebo, levando \u00e0 melhora da performance e mudan\u00e7as fisiol\u00f3gicas similares a encontradas com a suplementa\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna, mesmo que n\u00e3o haja a administra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia. Para testar essa hip\u00f3tese o presente estudo recrutar\u00e1 n = 48 ciclistas do sexo masculino, de 18 a 40 anos, saud\u00e1veis e com baixo consumo de cafe\u00edna. Os participantes ser\u00e3o randomizados em quatro grupos paralelos a) Sem tratamento b) Placebo c) Condicionamento \u00e0 cafe\u00edna d) Controle do Condicionamento. Para todos os grupos ser\u00e3o realizadas seis visitas ao laborat\u00f3rio, sendo duas sess\u00f5es de familiariza\u00e7\u00e3o e quatro sess\u00f5es principais. Em todas elas os volunt\u00e1rios ir\u00e3o completar 3 testes cognitivos e um teste contrarrel\u00f3gio de 1-km, respectivamente. Al\u00e9m disso amostras de sangue ser\u00e3o coletadas para avalia\u00e7\u00e3o de fator neurotr\u00f3fico derivado do c\u00e9rebro xantinas e catecolaminas plasm\u00e1ticas. Question\u00e1rios de expectativa, efeitos colaterais e consumo alimentar ser\u00e3o aplicados. Os dados ser\u00e3o analisados utilizando um modelo-misto de medidas repetidas para detectar diferen\u00e7as sobre as vari\u00e1veis de desempenho, tanto esportivo quanto cognitivo.<\/li>\n<li><strong>Discente: GABRIEL HENRIQUE CASTANHO BARRETO (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> EFEITO DO GEN\u00d3TIPO E DO CONSUMO HABITUAL NAS RESPOSTAS INDIVIDUAIS \u00c0 SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O AGUDA DE CAFE\u00cdNA<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A cafe\u00edna \u00e9 uma das subst\u00e2ncias psicoativas mais consumidas no mundo, sendo utilizada, tamb\u00e9m, como recurso ergog\u00eanico em pr\u00e1ticas esportivas. Seu mecanismo de a\u00e7\u00e3o inicialmente era creditado a uma poss\u00edvel capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos, poupando desta forma, glicog\u00eanio muscular. Sabe-se, hoje, que seu efeito se deve principalmente \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o antag\u00f4nica em receptores de adenosina, principalmente os de tipo A2A. Contanto, h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 resposta \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o aguda de cafe\u00edna interindiv\u00edduos. Alguns fatores podem ser pontuados para justificar estas varia\u00e7\u00f5es, como por exemplo o polimorfismo da enzima CYP1A2. Aparentemente, em compara\u00e7\u00e3o com os homozigotos AA para este gene, os carreadores do alelo C metabolizam cafe\u00edna mais lentamente, gerando dois outros dois fen\u00f3tipos: 1) heterozigotos AC,\u00a0 etabolizadores intermedi\u00e1rios e 2) homozigotos CC, ou metabolizadores lentos. Hipotetiza-se que, como as paraxantinas apresentam maior afinidade aos receptores no sistema nervoso central, maus metabolizadores de cafe\u00edna obtenham menor benef\u00edcio da suplementa\u00e7\u00e3o aguda de cafe\u00edna. Com o objetivo de avaliar as respostas individuais de cada gen\u00f3tipo \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna, neste trabalho, ciclistas treinados de ambos os sexos realizar\u00e3o um contrarrel\u00f3gio de 4 km em tr\u00eas diferentes oportunidades, sendo elas divididas de maneira duplo-cega, randomizada e balanceada entre recebendo a) 3mg\/kg de cafe\u00edna, b) 6mg\/kg de cafe\u00edna e c) placebo. O desfecho prim\u00e1rio a ser avaliado ser\u00e1 o tempo at\u00e9 completar o contrarrel\u00f3gio. Os desfechos secund\u00e1rios ser\u00e3o lactato plasm\u00e1tico e cortisol como marcadores de intensidade de esfor\u00e7o; pot\u00eancia m\u00e1xima produzida e escala de percep\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7o de Borg. Os resultados deste trabalharam trar\u00e3o nova luz \u00e0 discuss\u00e3o a respeito das varia\u00e7\u00f5es interindividuais nas respostas \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o aguda de cafe\u00edna.<\/li>\n<li><strong>Discente: GABRIEL PERRI ESTEVES (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eimear Bernadette Dolan<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> A INFLU\u00caNCIA DO TREINAMENTO F\u00cdSICO NA SA\u00daDE \u00d3SSEA DE PACIENTES COM L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO SUBMETIDOS A PULSOTERAPIA COM GLICOCORTICOIDES<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>L\u00fapus eritematoso sist\u00eamico (LES) \u00e9 uma doen\u00e7a reumatol\u00f3gica autoimune na qual a desregula\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o imune e uma resposta inflamat\u00f3ria sist\u00eamica exacerbada causam danos a tecidos e \u00f3rg\u00e3os, como articula\u00e7\u00f5es, pele, rins, c\u00e9lulas angu\u00edneas, c\u00e9rebro e cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o que possui natureza c\u00edclica caraterizada por per\u00edodos de atividade de doen\u00e7a, nos quais a remiss\u00e3o pode ser induzida a partir de uma variedade de estrat\u00e9gias farmacol\u00f3gicas, incluindo a pulsoterapia com glicocorticoides. Esta terapia consiste em infus\u00e3o intravenosa de doses supra fisiol\u00f3gicas da droga, tipicamente em per\u00edodo de 3 a 5 dias, seguida de prescri\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de doses moderadas a altas de glicocorticoide, com o intuito de consolidar a remiss\u00e3o. Esta t\u00e9cnica demonstrou ter efici\u00eancia cl\u00ednica devido ao importante potencial anti-inflamat\u00f3rio dos glicocorticoides. Entretanto, pode provocar uma s\u00e9rie de efeitos adversos, incluindo preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade \u00f3ssea, que quando n\u00e3o tratados podem culminar em osteopenia e osteoporose. Dessa forma, \u00e9 essencial que sejam empregadas terapias coadjuvantes que possam manter os benef\u00edcios terap\u00eauticos do glicocorticoide, ao mesmo tempo que mitiguem os efeitos adversos \u00e0 sa\u00fade musculoesquel\u00e9tica. O treinamento f\u00edsico \u00e9 uma dessas terapias coadjuvantes que poderia, teoricamente, alcan\u00e7ar esses objetivos. Existem evid\u00eancias significativas na literatura que demonstram os efeitos do exerc\u00edcio sobre o tecido muscular e \u00f3sseo, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de efeitos sist\u00eamicos, como a melhora da fun\u00e7\u00e3o imune, que pode auxiliar no manejo da doen\u00e7a de base. Entretanto, a efic\u00e1cia dessa estrat\u00e9gia nesse contexto espec\u00edfico ainda n\u00e3o foi explorada. O objetivo desse estudo \u00e9, portanto, examinar os efeitos de um programa de treinamento f\u00edsico supervisionado, progressivo, e com dura\u00e7\u00e3o de 6 meses em desfechos relacionados \u00e0 sa\u00fade \u00f3ssea em um grupo de mulheres com LES e indica\u00e7\u00e3o de realizar pulsoterapia com glicocorticoide devido \u00e0 atividade da doen\u00e7a. Ap\u00f3s um per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o de tr\u00eas semanas, um protocolo de treinamento ser\u00e1 realizado em ambiente domiciliar, com monitoramento e orienta\u00e7\u00e3o virtual,e com o objetivo de desenvolver for\u00e7a e capacidade aer\u00f3bica. Desfechos ser\u00e3o examinados em tr\u00eas momentos distintos, nomeadamente nos per\u00edodos pr\u00e9-, intra- e p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o. A sa\u00fade \u00f3ssea ser\u00e1 avaliada por uma s\u00e9rie de testes como a avalia\u00e7\u00e3o de densidade da massa \u00f3ssea atrav\u00e9s de DXA, \u00edndices de microarquitetura e for\u00e7a \u00f3ssea aferidos por tomografia computadorizada quantitativa perif\u00e9rica de alta resolu\u00e7\u00e3o (HRpQCT), n\u00edveis circulantes de marcadores do metabolismo \u00f3sseo, incluindo P1NP e \u03b2-CTX, e por biomarcadores inflamat\u00f3rios. Os resultados desse trabalho possuem potencial consider\u00e1vel de fortalecer o atual tratamento dessa condi\u00e7\u00e3o e fornecer op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas coadjuvantes n\u00e3o apenas para indiv\u00edduos com LES tratados com pulsoterapia de glicocorticoide, mas tamb\u00e9m diante de outras condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas tratadas de forma semelhante.<\/li>\n<li><strong>Discente: GERSIEL NASCIMENTO DE OLIVEIRA JUNIOR (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Hamilton Roschel<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>EFEITOS DO TREINAMENTO F\u00cdSICO ASSOCIADO A SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O PROTEICA SOBRE OS PAR\u00c2METROS \u00d3SSEOS EM IDOSOS OBESOS SARCOP\u00caNICOS EM RESTRI\u00c7\u00c3O CAL\u00d3RICA: UM ENSAIO CL\u00cdNICO CONTROLADO E RANDOMIZADO.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A redu\u00e7\u00e3o do conte\u00fado e\/ou da integridade \u00f3ssea \u00e9 inerente ao processo de envelhecimento. Entretanto algumas comorbidades podem acelerar este decl\u00ednio. A este respeito, a jun\u00e7\u00e3o da obesidade com a sarcopenia (i.e. obesidade sarcop\u00eanica) potencializa essa redu\u00e7\u00e3o. Uma estrat\u00e9gia amplamente utilizada para o tratamento da obesidade \u00e9 a restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica. Entretanto ela gera consequ\u00eancias negativas no tecido \u00f3sseo, ressaltando a necessidade do desenvolvimento de outras estrat\u00e9gias auxiliares a ela. Uma importante contramedida para atenuar essas altera\u00e7\u00f5es \u00e9 o treinamento de for\u00e7a, associado ou n\u00e3o ao treinamento aer\u00f3bico (i.e. treinamento combinado, TC). Embora o TC seja eficaz, ele gera apenas uma atenua\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o da massa \u00f3ssea em indiv\u00edduos submetidos a um programa de restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica. Deste modo, emerge a necessidade de estrat\u00e9gias complementares ao TC. Devido ao papel fundamental da ingest\u00e3o proteica sobre a massa \u00f3ssea, tem sido sugerido que a suplementa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas pode contribuir positivamente para a atenua\u00e7\u00e3o do decl\u00ednio da massa \u00f3ssea durante a restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica. Por\u00e9m, seu efeito aditivo ao TC sobre a massa \u00f3ssea permanece incerto. Assim, este projeto pretende investigar se a suplementa\u00e7\u00e3o proteica gera um efeito adicional ao TC sobre a manuten\u00e7\u00e3o da massa \u00f3ssea em obesos sarcop\u00eanicos em um programa de restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica. Sendo assim, 60 idosos obesos sarcop\u00eanicos ser\u00e3o aleatoriamente divididos em 3 grupos: PLA) TC com restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica e suplementa\u00e7\u00e3o de placebo (n=20); PROT) TC com restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica e suplementa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas (n=20); CTRL) Grupo controle (sem exerc\u00edcio) (n=20). A avalia\u00e7\u00e3o da densidade mineral \u00f3ssea, dos par\u00e2metros da microarquitetura \u00f3ssea e os biomarcadores relacionados a remodela\u00e7\u00e3o \u00f3ssea (i.e. marcadores de forma\u00e7\u00e3o e de reabsor\u00e7\u00e3o) ser\u00e3o realizadas no momento inicial e ap\u00f3s 16 semanas de interven\u00e7\u00e3o. Modelos mistos para medidas repetidas ser\u00e3o empregados para examinar os efeitos da interven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: IGOR LONGOBARDI AMIN (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Orientador: Hamilton Roschel<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> INFLU\u00caNCIA DO TIMING DA SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O DE CREATINA NO TREINAMENTO DE FOR\u00c7A SOBRE O CONTE\u00daDO DE CREATINA INTRAMUSCULAR<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A creatina \u00e9 considerada o suplemento nutricional dispon\u00edvel mais efetivo para aprimorar o desempenho f\u00edsico-esportivo e aumentar a massa muscular, especialmente quando combinada ao treinamento de for\u00e7a (TF). Um crescente corpo de evid\u00eancias tem sugerido que a ingest\u00e3o de creatina p\u00f3s-exerc\u00edcio pode proporcionar maiores benef\u00edcios em compara\u00e7\u00e3o ao seu uso pr\u00e9exerc\u00edcio. No entanto, uma s\u00e9rie de limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas apresentadas por essas investiga\u00e7\u00f5es compromete a interpreta\u00e7\u00e3o de seus resultados. Nesse sentido, devido \u00e0 atual falta de clareza, o presente estudo tem como objetivo investigar, de maneira controlada, se o timing da suplementa\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de influenciar os aumentos no conte\u00fado intramuscular de creatina e, consequentemente, seus efeitos ergog\u00eanicos durante um programa de TF. Utilizando um desenho experimental duplocego, quarenta e cinco homens jovens treinados em for\u00e7a ser\u00e3o pareados em n\u00edvel basal a partir do desempenho da for\u00e7a de membros inferiores, e, ent\u00e3o, alocados randomicamente a um de tr\u00eas grupos experimentais: (Crpr\u00e9) creatina pr\u00e9-exerc\u00edcio\/placebo p\u00f3s-exerc\u00edcio (n=15); (Crp\u00f3s) placebo pr\u00e9-exerc\u00edcio\/creatina p\u00f3s-exerc\u00edcio (n=15); ou (PLA) placebo pr\u00e9-exerc\u00edcio\/placebo p\u00f3s-exerc\u00edcio (n=15). O protocolo de TF consistir\u00e1 em 3 sess\u00f5es de treino semanais realizadas em dias n\u00e3o consecutivos por 8 semanas. Os participantes ser\u00e3o submetidos a testes de desempenho da for\u00e7a de membros inferiores e bi\u00f3psias musculares (para quantifica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado intramuscular de creatina) antes (T0), durante (T1; ao t\u00e9rmino da primeira semana) e ap\u00f3s (T2) o per\u00edodo experimental. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m ser\u00e3o realizadas avalia\u00e7\u00f5es da \u00e1rea de sec\u00e7\u00e3o transversa dos m\u00fasculos reto femoral e vasto lateral, e da composi\u00e7\u00e3o corporal pr\u00e9- (i.e., T0) e p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o (i.e., T2). Por fim, os dados ser\u00e3o tratados para medidas repetidas, sendo assumidos \u201cgrupo\u201d e \u201ctempo\u201d como fatores fixos e \u201csujeitos\u201d como fator rand\u00f4mico. O n\u00edvel de signific\u00e2ncia ser\u00e1 pr\u00e9estabelecido em p &lt; 0,05.<\/li>\n<li><strong>Discente: INDYANARA CRISTINA RIBEIRO (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Hamilton Roschel<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> DISFUN\u00c7\u00c3O AUTON\u00d4MICA CARDIOVASCULAR EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE: CONTRIBUI\u00c7\u00c3O DO QUIMIORREFLEXO PERIF\u00c9RICO, IMPACTO NO CONTROLE DO FLUXO SANGU\u00cdNEO MUSCULAR E NA TOLER\u00c2NCIA AO EXERC\u00cdCIO F\u00cdSICO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A artrite reumatoide (AR) cursa com aumento do risco cardiovascular, o que pode ser favorecido pela presen\u00e7a de disfun\u00e7\u00e3o auton\u00f4mica cardiovascular, notadamente um aumento da atividade simp\u00e1tica e redu\u00e7\u00e3o da parassimp\u00e1tica. Altera\u00e7\u00f5es no controle reflexo cardiovascular exercido pelos quimiorreceptores perif\u00e9ricos podem contribuir para a disfun\u00e7\u00e3o auton\u00f4mica nesta popula\u00e7\u00e3o, no entanto isto ainda n\u00e3o foi investigado. Al\u00e9m de aumentar o risco cardiovascular, a disfun\u00e7\u00e3o auton\u00f4mica com hiperatividade simp\u00e1tica pode causar altera\u00e7\u00f5es na regula\u00e7\u00e3o de fluxo sangu\u00edneo muscular, contribuindo para a intoler\u00e2ncia ao exerc\u00edcio f\u00edsico na AR. Frente ao exposto, o presente projeto envolve a realiza\u00e7\u00e3o de 2 estudos, com objetivos distintos. O Estudo 1 ir\u00e1 investigar a contribui\u00e7\u00e3o do quimiorreflexo perif\u00e9rico para o controle auton\u00f4mico cardiovascular em pacientes com AR. Para isto, ser\u00e3o recrutadas 16 mulheres p\u00f3s menopausa com AR, e 16 controles, que ser\u00e3o pareadas por idade, \u00edndice de massa corporal (IMC) e perfil cardiometab\u00f3lico. A avalia\u00e7\u00e3o do quimiorreflexo perif\u00e9rico ser\u00e1 realizada por meio de exposi\u00e7\u00e3o a tr\u00eas diferentes concentra\u00e7\u00f5es de gases (i.e., norm\u00f3xia, hip\u00f3xia e hiper\u00f3xia). Durante esta avalia\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o registradas a frequ\u00eancia card\u00edaca (FC), press\u00e3o arterial (PA), o fluxo sangu\u00edneo muscular e ventila\u00e7\u00e3o (V\u0307E). Estes par\u00e2metros ser\u00e3o comparados entre as sess\u00f5es e os grupos por meio de an\u00e1lise de modelos mistos (p&lt;0,05). O Estudo 2 ir\u00e1 investigar se pacientes com AR apresentam comprometimento na regula\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo para a musculatura ativa durante o exerc\u00edcio f\u00edsico, proveniente \u00e0 hiperatividade simp\u00e1tica. Para isto, ser\u00e3o recrutadas 17 mulheres com AR e 17 controles, que ser\u00e3o pareadas por idade, IMC e par\u00e2metros de risco cardiovascular. As volunt\u00e1rias realizar\u00e3o duas sess\u00f5es de experimento, compostas por exerc\u00edcio de preens\u00e3o manual (i.e., handgrip), seguido por exerc\u00edcio de cicloerg\u00f4metro para membros inferiores. Em uma das sess\u00f5es, a atividade nervosa simp\u00e1tica ser\u00e1 inibida parcialmente por administra\u00e7\u00e3o de fentolamina (i.e., bloqueador receptores alfa adren\u00e9rgicos), enquanto a outra sess\u00e3o ser\u00e1 realizada sem inibi\u00e7\u00e3o farmacol\u00f3gica da atividade simp\u00e1tica. Em ambas as sess\u00f5es, o fluxo sangu\u00edneo muscular ser\u00e1 avaliado em repouso e durante o exerc\u00edcio por meio de um ultrassom Doppler posicionado na art\u00e9ria braquial para o exerc\u00edcio de preens\u00e3o manual, e na art\u00e9ria femoral para o exerc\u00edcio de cicloerg\u00f4metro. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 avaliada a toler\u00e2ncia ao exerc\u00edcio por meio da avalia\u00e7\u00e3o das respostas cardiovasculares, ventilat\u00f3rias e perceptuais durante os exerc\u00edcios. Estes par\u00e2metros ser\u00e3o comparados entre as sess\u00f5es e os grupos por meio de an\u00e1lise de modelos mistos (p&lt;0,05). Os resultados obtidos com estes estudos permitir\u00e3o um melhor entendimento sobre mecanismos subjacentes ao aumento do risco cardiovascular e da intoler\u00e2ncia ao exerc\u00edcio f\u00edsico na AR, podendo ser utilizados para respaldar interven\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas ou n\u00e3o-farmacol\u00f3gicas para o manejo cardiovascular nesta popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: JHONNATAN VASCONCELOS PEREIRA SANTOS (DO)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Bruno Gualano<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>EFEITOS DE UM PROGRAMA DE TREINAMENTO F\u00cdSICO DOMICILIAR SOBRE PAR\u00c2METROS CL\u00cdNICOS DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM A CONDI\u00c7\u00c3O P\u00d3S-COVID-19: UM ENSAIO CL\u00cdNICO RANDOMIZADO E CONTROLADO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>1.1 OBJETIVO GERAL: Investigar os efeitos de um programa de exerc\u00edcios f\u00edsicos domiciliares, remotamente supervisionado, sobre o quadro cl\u00ednico de pacientes diagnosticados com a condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-COVID-19. 1.2 OBJETIVOS ESPEC\u00cdFICOS: Esta proposta busca, em pacientes com diagn\u00f3stico cl\u00ednico da condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-COVID-19, explorar os impactos de um programa de exerc\u00edcios f\u00edsicos domiciliares sobre: a) aptid\u00e3o f\u00edsica e funcional (desfecho prim\u00e1rio); b) quadro sintom\u00e1tico; c) fun\u00e7\u00e3o pulmonar ou respirat\u00f3ria; d) performance cognitiva; e) sintomas neuropsiqui\u00e1tricos; f) par\u00e2metros gerais de sa\u00fade.<\/li>\n<li><strong>Discente: JO\u00c3O ANTONIO SPOTT DE OLIVEIRA BOZA (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Fabiana Braga Benatti<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> AVALIA\u00c7\u00c3O DE CONDUTAS E CONHECIMENTO M\u00c9DICO SOBRE O GUIA ALIMENTAR PARA A POPULA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA NO MAIOR COMPLEXO HOSPITALAR DA AM\u00c9RICA LATINA<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>As mudan\u00e7as na ind\u00fastria aliment\u00edcia e o aumento no consumo de ultra processados levaram ao surgimento de novas classifica\u00e7\u00f5es alimentares, bem como ao aumento na preval\u00eancia de obesidade em diversos pa\u00edses. O Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira surge como instrumento norteador para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel em nosso pa\u00eds. O n\u00edvel de conhecimento sobre nutri\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e estudantes de medicina \u00e9 globalmente baixo. Ao nosso conhecimento, n\u00e3o h\u00e1 estudos que avaliem o conhecimento destes profissionais sobre o Guia. Nosso objetivo \u00e9 caracterizar condutas e conhecimento m\u00e9dico sobre o Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira para doentes cr\u00f4nicos no Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (HCFMUSP). Os dados ser\u00e3o coletados atrav\u00e9s de um question\u00e1rio m\u00faltipla escolha de preenchimento e envio online por meio da ferramenta Research Electronic Data Capture (REDCap) com 41 quest\u00f5es sobre: epidemiologia, forma\u00e7\u00e3o, h\u00e1bitos de vida e conhecimentos espec\u00edficos sobre o Guia. Estima-se uma amostra de 7.137 m\u00e9dicos ativos com v\u00ednculo com o HCFMUSP, FMUSP, FFM e FZ. Os dados ser\u00e3o apresentados em porcentagem, mediana, m\u00e9dia \u00b1 desvio padr\u00e3o e comparados pelo teste qui-quadrado de Pearson, teste exato de Fisher, teste de Mann-Whitney ou Teste t de Student, conforme apropriado para cada vari\u00e1vel. Valores de p \u00a3 0,05 ser\u00e3o considerados significantes.<\/li>\n<li><strong>Discente: LILIANA KATARYNE FERREIRA SOUZA (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: BRYAN SAUNDERS<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> ALTERA\u00c7\u00d5ES NA FMRI COM PLACEBO PERCEBIDO COMO CAFE\u00cdNA<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O \u201cplacebo\u201d (PLA) \u00e9 uma subst\u00e2ncia inerte que, por si s\u00f3, n\u00e3o produz qualquer rea\u00e7\u00e3o no organismo. Por outro lado, \u201cefeito placebo\u201d (EP) \u00e9 o resultado positivo, incluindo rea\u00e7\u00f5es neurobiol\u00f3gicas, especificamente conquistado pela administra\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia PLA. A \u201ccafe\u00edna\u201d (CAF) \u00e9 uma subst\u00e2ncia psicoativa que, no c\u00e9rebro, atua como antagonista dos receptores de adenosina, ativando regi\u00f5es cerebrais e causando respostas neurais e vasculares que promovem efeitos ergog\u00eanicos. A literatura mostra que o PLA percebido como CAF pode otimizar o desempenho esportivo e que cerca de at\u00e9 59% dos efeitos ergog\u00eanicos da CAF podem ser atribu\u00eddos a EP. Logo, \u00e9 razo\u00e1vel hipotetizar que as vias neurais ativadas pela CAF tamb\u00e9m podem ser ativadas por PLA, caso o mesmo seja percebido como CAF. Assim, o objetivo desta pesquisa \u00e9 avaliar e determinar os efeitos da CAF e PLA, percebidos como cafe\u00edna, em imagem de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional (fMRI). Desse modo, ser\u00e3o recrutados 60 adultos saud\u00e1veis, de ambos os sexos, e com idades entre 18 e 40 anos, que responder\u00e3o aos question\u00e1rios: 1) Escala de Cren\u00e7as em Suplementos Esportivos, 2) Teste de Orienta\u00e7\u00e3o de Vida, 3) Question\u00e1rio de frequ\u00eancia alimentar, 4) Question\u00e1rio de sintomas relacionados ao consumo de cafe\u00edna e 5) Efeitos colaterais pr\u00e9\/p\u00f3s-suplementa\u00e7\u00e3o em um total de tr\u00eas visitas. Durante as visitas, os participantes ser\u00e3o aleatoriamente pr\u00e9-organizados para receber: A) cafe\u00edna anidra (6 mg\/kg\/peso corporal) percebida como CAF; B) placebo percebido como CAF e C) placebo percebido como PLA. Dois exames de fMRI ser\u00e3o realizados em cada visita, o primeiro ap\u00f3s 30 min de repouso e o segundo 60 min ap\u00f3s a suplementa\u00e7\u00e3o. Espera-se que os resultados demonstrem que as altera\u00e7\u00f5es que ocorrem no fluxo sangu\u00edneo cerebral ap\u00f3s a ingest\u00e3o de CAF, s\u00e3o semelhantes as que ocorrem ap\u00f3s a ingest\u00e3o de PLA percebido como CAF.<\/li>\n<li><strong>Discente: JULIANA BUENO DE NOVAIS (DO)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Fabiana Braga Benatti<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> PAPEL DA MICROBIOTA INTESTINAL NA RESPOSTA CARDIOMETAB\u00d3LICA AO EXERC\u00cdCIO F\u00cdSICO DE MULHERES OBESAS SUBMETIDAS \u00c0 CIRURGIA BARI\u00c1TRICA: UM ESTUDO EXPERIMENTAL DE PROVA DE CONCEITO EM ANDAMENTO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A obesidade se tornou um grande problema de sa\u00fade publica mundialmente, nesse contexto, a atividade f\u00edsica e as cirurgias bari\u00e1tricas s\u00e3o importantes m\u00e9todos de perda de peso, e esta, \u00e9 sabido, impacta a diversidade da microbiota intestinal. Estudos j\u00e1 demonstram a interliga\u00e7\u00e3o entre microbiota intestinal, obesidade e comorbidades relacionadas, como a s\u00edndrome metab\u00f3lica. O objetivo deste estudo \u00e9 avaliar a resposta metab\u00f3lica de ratos obesos submetidos a transplante de microbiota proveniente de pacientes obesos ap\u00f3s a cirurgia bari\u00e1trica, com e sem treinamento f\u00edsico, visando entender a adapta\u00e7\u00e3o e o papel da microbiota no metabolismo do indiv\u00edduo.<\/li>\n<li><strong>Discente: JULIANA MARIA BARBOZA (ME)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Eimear Bernadette Dolan<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>A VIABILIDADE E ACEITABILIDADE DE UMA INTERVEN\u00c7\u00c3O SUPERVISIONADA DE TREINAMENTO F\u00cdSICO EM UM GRUPO DE PACIENTES COM L\u00daPUS ERITEMATOSO SIST\u00caMICO SUBMETIDOS \u00c0 PULSOTERAPIA COM GLICOCORTICOIDES<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>L\u00fapus eritematoso sist\u00eamico (LES) \u00e9 uma doen\u00e7a reumatol\u00f3gica autoimune na qual a desregula\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o imune \u00e9 uma resposta inflamat\u00f3ria sist\u00eamica exacerbada causam danos a tecidos e \u00f3rg\u00e3os, como articula\u00e7\u00f5es, pele, rins, c\u00e9lulas sangu\u00edneas, c\u00e9rebro e cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o que possui natureza c\u00edclica caracterizada por per\u00edodos de atividade de doen\u00e7a, nos quais a remiss\u00e3o pode ser induzida a partir de uma variedade de estrat\u00e9gias farmacol\u00f3gicas, incluindo a pulsoterapia com glicocorticoides. Esta terapia consiste em infus\u00e3o intravenosa de doses supra fisiol\u00f3gicas da droga, tipicamente em per\u00edodo de 3 a 5 dias, seguida de prescri\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de doses moderadas a altas de glicocorticoide, com o intuito de consolidar a remiss\u00e3o. Esta t\u00e9cnica demonstrou ter efici\u00eancia cl\u00ednica devido ao importante potencial anti-inflamat\u00f3rio dos glicocorticoides. Entretanto, pode provocar uma s\u00e9rie de efeitos adversos, perda e disfun\u00e7\u00e3o muscular, perturba\u00e7\u00f5es do metabolismo \u00f3sseo, altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, como dislipidemia, aumento anormal e excessivo de gordura corporal e desordens glic\u00eamicas. Dessa forma, \u00e9 essencial que sejam empregadas terapias coadjuvantes que possam manter os benef\u00edcios terap\u00eauticos do glicocorticoide, ao mesmo tempo em que mitiguem os efeitos adversos \u00e0 sa\u00fade. O treinamento f\u00edsico \u00e9 uma dessas terapias coadjuvantes que poderia, teoricamente, alcan\u00e7ar esses objetivos. Mas o sucesso de qualquer interven\u00e7\u00e3o depende do engajamento e ades\u00e3o de seus participantes. Deste modo um estudo de viabilidade e aceitabilidade \u00e9 crucial para demonstrar se uma interven\u00e7\u00e3o com um programa de treinamento f\u00edsico possui as estrat\u00e9gias e m\u00e9todos apropriados para ser aplicada, levando em considera\u00e7\u00e3o dificuldades, barreiras, motiva\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as das participantes sobre o exerc\u00edcio. Para investigar estrat\u00e9gias para otimizar a interven\u00e7\u00e3o e torna-la eficiente O objetivo deste estudo \u00e9 investigar a viabilidade e aceitabilidade de uma interven\u00e7\u00e3o supervisionada de treinamento f\u00edsico de 6 meses em um grupo de pacientes submetidos a terapia com glicocorticoide de alta dose por meio de quatro m\u00e9tricas estabelecidas: (A) capacidade de recrutamento, (B) aceitabilidade e adequa\u00e7\u00e3o, (C) exig\u00eancia de recursos, (D) efic\u00e1cia da interven\u00e7\u00e3o(23,24).<\/li>\n<li><strong>Discente: LARISSA REGISTRO DA COSTA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>O EFEITO DA SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O AGUDA DE DIFERENTES DOSES DE CAFE\u00cdNA SOBRE O DESEMPENHO DE CICLISTAS TREINADOS EM UM CONTRARREL\u00d3GIO DE CICLISMO DE 4-KM AP\u00d3S HABITUA\u00c7\u00c3O AO CONSUMO DE CAFE\u00cdNA<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> A cafe\u00edna pode exercer um efeito ergog\u00eanico em exerc\u00edcios realizados em uma ampla faixa de intensidades e dura\u00e7\u00f5es. Entretanto, parece existir uma varia\u00e7\u00e3o substancial entre os indiv\u00edduos na resposta de desempenho \u00e0 sua suplementa\u00e7\u00e3o. Atualmente, a influ\u00eancia do consumo habitual de cafe\u00edna no efeito ergog\u00eanico subsequente \u00e0 sua ingest\u00e3o \u00e9 um \u201chot topic\u201d na \u00e1rea da ci\u00eancia do esporte. O uso habitual de cafe\u00edna parece reduzir a magnitude do efeito ergog\u00eanico desta subst\u00e2ncia, embora exista evid\u00eancia contrastante. Por\u00e9m, tem sido hipotetizado que esta redu\u00e7\u00e3o pode ser compensada pela ingest\u00e3o aguda de uma dose de cafe\u00edna superior \u00e0 habitualmente consumida. Portanto, pretende-se investigar se a suplementa\u00e7\u00e3o aguda de cafe\u00edna, com uma dose superior \u00e0 dose di\u00e1ria habitual, pode compensar a toler\u00e2ncia ao seu efeito ergog\u00eanico desenvolvida ap\u00f3s a sua ingest\u00e3o cr\u00f4nica. Para isso, quarenta ciclistas treinados (20 homens, 20 mulheres) com baixo consumo habitual de cafe\u00edna (&lt;75 mg\/dia) realizar\u00e3o testes contrarrel\u00f3gio de ciclismo de 4-km, num modelo crossover, contrabalanceado e randomizado, ap\u00f3s receberem de forma duplo-cega: 3 mg\/kg de cafe\u00edna (PR\u00c9CAF3), 6 mg\/kg de cafe\u00edna (PR\u00c9CAF6) e placebo (PR\u00c9PLA). Depois, os volunt\u00e1rios ser\u00e3o aleatoriamente alocados para receber 3 mg\/kg de cafe\u00edna ou placebo (maltodextrina) durante 28 dias. Ao final deste per\u00edodo de suplementa\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna ou placebo, os participantes ser\u00e3o submetidos novamente a testes contrarrel\u00f3gio de 4-km, num modelo crossover, contrabalanceado e randomizado, ap\u00f3s serem suplementados de forma duplo-cega com: 3 mg\/kg de cafe\u00edna (P\u00d3SCAF3), 6 mg\/kg de cafe\u00edna (P\u00d3SCAF6) e placebo (P\u00d3SPLA). Este estudo ser\u00e1 o primeiro a controlar o consumo habitual de cafe\u00edna e testar a hip\u00f3tese de que a suplementa\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna, com uma dose superior \u00e0 habitualmente consumida, pode compensar a toler\u00e2ncia ao seu efeito ergog\u00eanico desenvolvida ap\u00f3s o consumo cr\u00f4nico desta subst\u00e2ncia. Os resultados deste estudo ser\u00e3o de grande relev\u00e2ncia para atletas consumidores habituais de cafe\u00edna e poder\u00e3o impactar no desenho de futuros estudos.<\/li>\n<li><strong>Discente: LETICIA LOBATO SOUZA (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Carolina Nicoletti Ferreira Fino<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>EFEITO DO \u00c1CIDO F\u00d3LICO NOS N\u00cdVEIS DE METILA\u00c7\u00c3O DO DNA DOS ADIP\u00d3CITOS EM PACIENTES COM L\u00daPUS: ESTUDO IN VITRO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Avaliar a metila\u00e7\u00e3o do DNA dos genes da via IL-2\/IL-17A\/Stat3\/CREM2 em cultura de tecido adiposo de pacientes obesos com LES antes e ap\u00f3s tratamento com \u00e1cido f\u00f3lico.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&lt;<\/p>\n<ul class=\"ul-projetos\">\n<li><strong>Discente: MARTIN HINDERMANN SANTINI (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Hamilton Roschel<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>CONSUMO ALIMENTAR, N\u00cdVEL DE PROCESSAMENTO E DETERMINANTES DAS ESCOLHAS ALIMENTARES DE INDIV\u00cdDUOS VEGANOS BRASILEIROS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Indiv\u00edduos vegetarianos e veganos apresentam um melhor perfil nutricional quando comparadas aos indiv\u00edduos on\u00edvoros. Embora seja uma dieta com exclus\u00e3o de alimentos de origem animal, a ades\u00e3o vem aumentando nos \u00faltimos anos e com isso a oferta de alimentos industrializados. Todavia, a preval\u00eancia e tratamento de defici\u00eancias nutricionais e n\u00edvel de processamento dos alimentos permanecem pouco explorados. Ainda, por se tratar de uma dieta com restri\u00e7\u00e3o de grupos alimentares, o risco para desenvolver transtornos alimentares tamb\u00e9m torna um fator preocupante nessa popula\u00e7\u00e3o. Por outro lado, especulasse que indiv\u00edduos com conhecimento pr\u00e9vio em nutri\u00e7\u00e3o pode ter um melhor entendimento e uma melhor ades\u00e3o as dietas veganas. Portanto, esse projeto tem como objetivo: avaliar o padr\u00e3o alimentar, determinantes das escolhas alimentares e comportamentos alimentares de indiv\u00edduos que seguem uma dieta vegana. Trata-se de um estudo descritivo observacional com delineamento transversal, em que ser\u00e1 aplicado um question\u00e1rio on-line dividido em quatro blocos: a) identifica\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, b) quest\u00f5es sobre o veganismo, c) recordat\u00f3rio alimentar de 24h e d) determinantes das escolhas alimentares e sintomas de transtornos alimentares. Ser\u00e1 realizado tamb\u00e9m um grupo focal com uma subamostra de nutricionistas e estudantes de nutri\u00e7\u00e3o; e outra com a popula\u00e7\u00e3o geral para avaliar as raz\u00f5es da ades\u00e3o e perpetua\u00e7\u00e3o da dieta. Os achados desse projeto ser\u00e3o de grande relev\u00e2ncia cl\u00ednica, uma vez que servir\u00e1 como base para novas prescri\u00e7\u00f5es alimentares para essa popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: MATHEUS SANTOS RODRIGUES SILVA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Eloisa Bonf\u00e1<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> IMUNOGENICIDADE E SEGURAN\u00c7A DE UMA VACINA DE V\u00cdRUS INATIVADO CONTRA O SARS-COV-2 EM PACIENTES COM ESPONDILITE ANQUILOSANTE E ARTRITE PSORI\u00c1SICA.<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> As infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma das maiores causas de morbimortalidade em pacientes com doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas imunomediadas (1). Sabe-se que o maior risco infeccioso pode estar associado a doen\u00e7a de base em si ou, mais comumente, a terap\u00eautica institu\u00edda com imunossupressores e imunomoduladores (2). Dessa forma, medidas como a vacina\u00e7\u00e3o, capazes de evitar ou mitigar o efeito das doen\u00e7as infecciosas s\u00e3o imperiosas para este grupo de pacientes (3). No atual contexto da pandemia pelo SARS-CoV-2 que j\u00e1 vitimou mais de 3 milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo (4) o desenvolvimento de uma vacina segura e efetiva tem sido prioridade mundial (5,6). Pacientes com diagn\u00f3stico de espondiloartrites fazem uso de diversos medicamentos imunossupressores com potencial de interferir na resposta vacinal a exemplo do metotrexato\u00a0 e medica\u00e7\u00f5es imunobiol\u00f3gicas (7-9). Em estudo realizado em 2011 por Saad e col. pacientes com diagn\u00f3stico de artrite psori\u00e1sica e espondilite anquilosante apresentaram taxas reduzidas de soroprote\u00e7\u00e3o ap\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o contra influenza A\/H1N1 quando comparados ao grupo controle sem doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas (7). Outro trabalho de Fran\u00e7a I e col. tamb\u00e9m avaliando a resposta imunol\u00f3gica da vacina contra influenza A\/H1N1 tamb\u00e9m encontrou menores taxas de soroprote\u00e7\u00e3o em pacientes com espondiloartrites em uso de terapia biol\u00f3gica com anti-TNF (8). Diante do cen\u00e1rio atual da pandemia e da disponibilidade de diferentes vacinas contra o SARS-CoV-2 , torna-se importante avaliar\u00a0 o perfil de imunogenicidade e seguran\u00e7a das vacinas atualmente em uso para combate a pandemia do SARS-CoV-2 na popula\u00e7\u00e3o de pacientes reumatol\u00f3gicos, j\u00e1 que as mesmas foram inicialmente testadas em estudos de fase 1, 2 e 3 em indiv\u00edduos sem doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas a exemplo da CORONAVAC (Sinovac Life Sciences, Beijing, China), vacina de v\u00edrus inativado utilizada por mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vacinada at\u00e9 o presente momento. (10-12).<\/li>\n<li><strong>Discente: NATALIA MENDES GUARDIEIRO (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bruno Gualano<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> REPERCUSS\u00d5ES FISIOL\u00d3GICAS DO USO DE M\u00c1SCARAS DE TECIDO DURANTE O ESFOR\u00c7O F\u00cdSICO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) declarou uma pandemia do novo coronav\u00edrus, chamado de Sars-Cov-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2) em mar\u00e7o de 2020. Desde ent\u00e3o, algumas das pol\u00edticas de sa\u00fade t\u00eam sido adotadas para preven\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o, tais como o uso de m\u00e1scaras faciais, a higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os e o distanciamento social (OMS, 2020). A maioria das transmiss\u00f5es de v\u00edrus ocorre atrav\u00e9s de part\u00edculas maiores nas secre\u00e7\u00f5es, seja aerossol (&lt;5 \u03bcm) ou got\u00edculas (&gt; 5 \u03bcm), ao falar, tossir ou espirrar. Portanto, o uso de m\u00e1scara contribui como uma barreira f\u00edsica contra contamina\u00e7\u00e3o (CLASE et al., 2020). O uso universal de m\u00e1scaras pode ajudar a melhorar a seguran\u00e7a biol\u00f3gica, a confian\u00e7a, o bem-estar psicol\u00f3gico, e a minimizar o medo de adquirir a doen\u00e7a. Por outro lado, pode dar uma falsa impress\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o, resultando em aumento do toque no rosto, com maior risco de autocontamina\u00e7\u00e3o. Por isso, al\u00e9m do EPI (Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual), a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica sanit\u00e1ria deve ser institu\u00edda (TIRUPATHI et al., 2020). Al\u00e9m do desafio de convencer a popula\u00e7\u00e3o a usar m\u00e1scara, h\u00e1 outro maior que \u00e9 conscientiz\u00e1-la a manter-se ativa nesse per\u00edodo (CHANDRASEKARAN et al., 2020). Desde 2012, a inatividade f\u00edsica \u00e9 considerada uma pandemia e est\u00e1 associada a maior mortalidade. Ser inativo \u00e9 um fator de risco prim\u00e1rio para doen\u00e7a cardiovascular, aumentando aproximadamente duas vezes o risco de s\u00edndrome coronariana aguda (HALL et al., 2020).\u00a0 A inatividade f\u00edsica \u00e9 considerada quando h\u00e1 uma insufici\u00eancia de atividade f\u00edsica, ou seja, n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de no m\u00ednimo 150 minutos de intensidade moderada, ou 75 minutos de atividade f\u00edsica vigorosa dos 18 aos 64 anos (GUTHOLD et al., 2018) (OMS, 2010). O comportamento sedent\u00e1rio \u00e9 qualquer comportamento de vig\u00edlia caracterizado por um gasto energ\u00e9tico \u22641.5 METs (Equivalente Metab\u00f3lico) (OMS, 2010). Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, h\u00e1 1,4 bilh\u00f5es de inativos em 2018, sendo 31% dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais e aproximadamente 3,2 milh\u00f5es de mortes por ano s\u00e3o atribu\u00eddas a esse comportamento. Estima-se que uma pessoa em cada dez morre por inatividade f\u00edsica. No Brasil, mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o adulta \u00e9 considerada inativa (GUTHOLD et al., 2018) (VIGEL, 2019). Ainda n\u00e3o se sabe as consequ\u00eancias e quais efeitos duradouros da pandemia do COVID-19 nos padr\u00f5es de comportamento e na preval\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis como obesidade e diabetes melittus (NARICI et al., 2020). Alguns estudos realizados no per\u00edodo de pandemia apontam redu\u00e7\u00e3o significativa na atividade f\u00edsica da popula\u00e7\u00e3o mundial. A empresa de dispositivo celular FitBit analisou o n\u00famero de passos di\u00e1rios de 30 milh\u00f5es de pessoas durante a pandemia na quarta semana de mar\u00e7o 2020 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo 2019. No estudo, houve uma grande redu\u00e7\u00e3o da atividade f\u00edsica, variando de 7 a 38%, de acordo com pa\u00eds analisado. Por exemplo, no Brasil, houve redu\u00e7\u00e3o de 15% e na Espanha 38%. (FITBIT, 2020). Segundo o estudo realizado por Hamer et al.(2020) sobre fatores de risco para COVID-19 relacionado ao estilo de vida, os inativos parecem ser respons\u00e1veis por 8,6% dos casos graves e apresentaram risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o 32% maior quando comparados aos ativos. Portanto, o exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9 uma estrat\u00e9gia fundamental nesse per\u00edodo de pandemia. Pode ajudar no controle da ansiedade, do estresse, da depress\u00e3o, do sistema imunol\u00f3gico, da repara\u00e7\u00e3o do sono e de doen\u00e7as metab\u00f3licas. Al\u00e9m de contribuir para redu\u00e7\u00e3o das formas graves da doen\u00e7a e das hospitaliza\u00e7\u00f5es (FONCEA et al., 2020).\u00a0 Algumas dificuldades para ades\u00e3o \u00e0 atividade f\u00edsica, sob uso de m\u00e1scara, s\u00e3o descritas pela popula\u00e7\u00e3o, desde desconforto respirat\u00f3rio, mal-estar, cefaleia, fadiga, sonol\u00eancia, vertigem, sensa\u00e7\u00e3o de desmaio, queda do desempenho esportivo, maior ansiedade, entre outros (CHANDRASEKARAN, 2020). A m\u00e1scara poderia aumentar a resist\u00eancia das vias a\u00e9reas, promover hipoxemia, reten\u00e7\u00e3o de CO2 plasm\u00e1tico (hipercapnia) e adapta\u00e7\u00e3o da musculatura respirat\u00f3ria, justificando sintomas referidos pelos indiv\u00edduos (CLASE et al., 2020). A hip\u00f3xia e a hipercapnia tamb\u00e9m poderiam causar desconforto psicol\u00f3gico e dificuldade de os sedent\u00e1rios tolerarem exerc\u00edcios, nessas condi\u00e7\u00f5es (TEODORO et al., 2018). Questiona-se as consequ\u00eancias na recupera\u00e7\u00e3o muscular ap\u00f3s treinamento com uso de m\u00e1scara. Supondo que a menor oxigena\u00e7\u00e3o tecidual e maior acidose respirat\u00f3ria resultantes do uso da m\u00e1scara poderiam aumentar risco de dor muscular e fadiga (FIKENZER et al., 2020). Diante de respostas n\u00e3o elucidadas para os questionamentos acima mencionados e a escassez de estudos publicados, em indiv\u00edduos utilizando m\u00e1scaras submetidos a exerc\u00edcio aer\u00f3bico e treino de for\u00e7a, objetiva-se com o presente projeto analisar os efeitos fisiol\u00f3gicos cardiovasculares, respirat\u00f3rios e metab\u00f3licos em diferentes popula\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li><strong>Discente: NATHALIA SAFFIOTI REZENDE (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente:<\/strong> <strong>Eimear Bernadette Dolan<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> A INFLU\u00caNCIA DO PH NA RESPOSTA METAB\u00d3LICA \u00d3SSEA AO EXERC\u00cdCIO<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O objetivo deste estudo \u00e9 investigar se as altera\u00e7\u00f5es de pH induzidas contribuem para as respostas observadas \u00f3ssea ao exerc\u00edcio agudo dos marcadores de remodela\u00e7\u00e3o. Homens saud\u00e1veis, treinados, com idade entre 18 e 35 anos ser\u00e3o recrutados para participar do es-tudo e realizar\u00e3o cinco sess\u00f5es de teste (uma sess\u00e3o de familiariza\u00e7\u00e3o, tr\u00eas sess\u00f5es de testes experimentais e uma sess\u00e3o de teste incremental). Durante cada uma das mesmas, eles completar\u00e3o um teste prolongado de duas horas cont\u00ednuas de ciclismo, apresentando cinco sprints de alta intensidade em momentos espec\u00edficos dentro desse per\u00edodo. O teste acabar\u00e1 com um teste de Wingate de 30 segundos. A natureza prolongada e intermitente deste protocolo permitir\u00e1 flutua\u00e7\u00f5es de pH substanciais durante o todo o per\u00edodo de realiza-\u00e7\u00e3o do teste. E, antes realizar este teste, os participantes ser\u00e3o submetidos a uma das tr\u00eas interven\u00e7\u00f5es: placebo, bicarbonato de s\u00f3dio (agente alcalinizante) ou cloreto de am\u00f4nio (agente acidificante), com a finalidade de manipular o pH antes e durante a realiza\u00e7\u00e3o do teste de exerc\u00edcio subsequente. Amostras de sangue ser\u00e3o coletadas nos per\u00edodos antes, durante e ap\u00f3s os testes realizados e ser\u00e3o usadas para medir o pH, bicarbonato, c\u00e1lcio ionizado, paratorm\u00f4nio e marcadores de remodela\u00e7\u00e3o \u00f3ssea (CTX e P1NP). A resposta de cada um destes marcadores ser\u00e1 subsequentemente modelada, e as rela\u00e7\u00f5es entre a sua resposta ao longo do teste, juntamente com a influ\u00eancia dos tratamentos de alcaliniza\u00e7\u00e3o e acidificante, ser\u00e3o avaliadas.<\/li>\n<li><strong>Discente: NEMI SABEH JUNIOR (ME)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Arnaldo Jos\u00e9 Hernandez<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>AVALIA\u00c7\u00c3O DOS ATENDIMENTOS M\u00c9DICOS REALIZADOS NAS EQUIPES DE FUTEBOL FEMININO NAS SELE\u00c7\u00d5ES BRASILEIRA FEMININA DE FUTEBOL<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Avaliar as les\u00f5es decorrentes de treinos e jogos de atletas de futebol das Sele\u00e7\u00f5es Femininas de Futebol Crit\u00e9rios de Inclus\u00e3o: Atletas das equipes Brasileira de futebol feminino sub 17, sub 20 e principal. Casu\u00edstica: Atletas do sexo feminino participantes de convoca\u00e7\u00f5es para Sele\u00e7\u00e3o Feminina de futebol. A an\u00e1lise de les\u00f5es e atendimentos m\u00e9dicos realizados no per\u00edodo de convoca\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>a) Avaliar perfil metabol\u00f4mico em pacientes com AIJ e controles saud\u00e1veis.<\/li>\n<li>b) Verificar poss\u00edveis associa\u00e7\u00f5es entre metab\u00f3litos e baixa reserva ovariana.<\/li>\n<li><strong>Discente:\u00a0 RAFAEL FERREIRA RIBEIRO (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> OS EFEITOS AGUDOS DO EXERC\u00cdCIO DE ALTA INTENSIDADE NO CONTE\u00daDO DE CARNOSINA MUSCULAR E GENES RELACIONADOS EM HOMENS OMN\u00cdVOROS E VEGETARIANOS<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>carnosina \u00e9 um dipept\u00eddeo com diversas a\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gica, destacando-se em sua capacidade de tamponamento intracelular. Ela \u00e9 sintetizada in situ a partir dos amino\u00e1cidos L-histidina e \u03b2-alanina e a ingest\u00e3o de \u03b2-alanina \u00e9 a principal forma de aumentar as concentra\u00e7\u00f5es de carnosina intramuscular. A literatura j\u00e1 estabelece o potencial ergog\u00eanico do consumo desses amino\u00e1cidos. Entretanto, ainda n\u00e3o se sabe por completo a rela\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcio na express\u00e3o, atividade e a quantidade de prote\u00ednas e genes relacionados ao metabolismo de carnosina. Dados recentes de nosso laborat\u00f3rio mostram que ap\u00f3s 12 semanas de treinamento de exerc\u00edcios de alta intensidade tamb\u00e9m acontece o aumento no conte\u00fado de carnosina em vegetarianos. Entretanto, n\u00e3o foram mostradas altera\u00e7\u00f5es na express\u00e3o de genes relacionados a carnosina apesar do aumento da concentra\u00e7\u00e3o intramuscular do amino\u00e1cido. Sugere-se que isso n\u00e3o tenha sido visto por que essas medidas n\u00e3o foram obtidas imediatamente ap\u00f3s o exerc\u00edcio, momento no qual a express\u00e3o provavelmente sofre maiores altera\u00e7\u00f5es. N\u00e3o s\u00e3o conhecidos os efeitos diretos do exerc\u00edcio sobre a express\u00e3o e atividade de genes e prote\u00ednas relacionados a carnosina, portanto, apenas especulam-se raz\u00f5es pelas quais possam ocorrer um aumento na concentra\u00e7\u00e3o do pept\u00eddeo causado pelo exerc\u00edcio e de maneira independente a suplementa\u00e7\u00e3o de \u03b2-alanina. O objetivo desse estudo \u00e9 avaliar os efeitos agudos do exerc\u00edcio de alta intensidade no conte\u00fado de carnosina muscular e genes relacionados em homens omn\u00edvoros e vegetarianos. Vinte homens saud\u00e1veis (10 omn\u00edvoros e 10 vegetarianos) ser\u00e3o submetidos a uma s\u00e9rie de exerc\u00edcio de alta intensidade. Amostras musculares e de sangue obtidas antes e depois do exerc\u00edcio ser\u00e3o analisadas para avalia\u00e7\u00e3o de express\u00e3o, atividade e a quantidade de prote\u00ednas e genes relacionados \u00e0 carnosina. A an\u00e1lise desses par\u00e2metros auxiliar\u00e1 no entendimento do metabolismo de carnosina e na determina\u00e7\u00e3o de diretrizes de suplementa\u00e7\u00e3o mais individualizadas e eficientes.<\/li>\n<li><strong>Discente: RAFAEL GEN\u00c1RIO (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Hamilton Roschel<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> EFEITOS DA RESTRI\u00c7\u00c3O CAL\u00d3RICA E DA SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O PROTEICA COMBINADOS COM A PR\u00c1TICA DE EXERC\u00cdCIO SOBRE COMPOSI\u00c7\u00c3O CORPORAL E PAR\u00c2METROS CARDIOMETAB\u00d3LICOS EM IDOSOS COM OBESIDADE SARCOP\u00caNICA: UM ENSAIO CL\u00cdNICO RANDOMIZADO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>A obesidade sarcop\u00eanica, caracterizada por preju\u00edzos morfofuncionais de massa muscular e pelo excesso de tecido adiposo em idosos, \u00e9 resultante pela associa\u00e7\u00e3o da inatividade f\u00edsica e a padr\u00f5es alimentares inadequados. Esse dist\u00farbio, por sua vez, est\u00e1 relacionado a efeitos delet\u00e9rios na sa\u00fade, tais como a s\u00edndrome metab\u00f3lica e a disfun\u00e7\u00e3o endotelial, favorecendo o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares. Embora a restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica seja a estrat\u00e9gia padr\u00e3o para tratamento da obesidade, ela n\u00e3o \u00e9 livre de consequ\u00eancias negativas para o tecido muscular, principalmente devido \u00e0 resist\u00eancia anab\u00f3lica encontrada no p\u00fablico idoso. Enquanto o treinamento de for\u00e7a vem sido utilizado pelo seu potencial anab\u00f3lico sobre o tecido muscular esquel\u00e9tico, sua combina\u00e7\u00e3o com o treinamento aer\u00f3bico (i.e. treinamento combinado) tem sido amplamente utilizado no tratamento da obesidade em idosos pela sua melhora na capacidade funcional. A associa\u00e7\u00e3o da suplementa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas ao exerc\u00edcio vem se mostrando uma estrat\u00e9gia efetiva para otimizar os ganhos de massa, for\u00e7a e fun\u00e7\u00e3o musculares. No entanto, a efic\u00e1cia terap\u00eautica destas duas estrat\u00e9gias concomitantemente a um regime de restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica, tanto sobre a massa muscular como a par\u00e2metros metab\u00f3licos na obesidade sarcop\u00eanica, permanece desconhecida. Assim, este projeto pretende investigar a influ\u00eancia de um regime de restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica e da suplementa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas associados ao treinamento combinado sobre a sa\u00fade end\u00f3crina e cardiometab\u00f3lica de idosos obesos sarcop\u00eanicos durante 16 semanas. Dessa forma, 90 idosos obesos sarcop\u00eanicos (&gt;65 anos) ser\u00e3o aleatoriamente divididos em 3 grupos: 1) Suplementa\u00e7\u00e3o de Prote\u00ednas e Restri\u00e7\u00e3o Cal\u00f3rica associados ao Treinamento combinado (n=30); 2) Suplementa\u00e7\u00e3o de Placebo e Restri\u00e7\u00e3o Cal\u00f3rica associados ao Treinamento combinado (n=30); 3) Grupo controle (sem exerc\u00edcio, restri\u00e7\u00e3o e suplementa\u00e7\u00e3o) (n=30). As an\u00e1lises plasm\u00e1ticas, endoteliais e morfol\u00f3gicas ser\u00e3o analisas no in\u00edcio e ao final da interven\u00e7\u00e3o. Modelos mistos para medidas repetidas ser\u00e3o empregados para examinar os efeitos da interven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: RAFAELA SILVERIO PINTO (ME)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Eimear Bernadette Dolan<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> O EFEITO DA INGEST\u00c3O DE PROTE\u00cdNA NO METABOLISMO \u00d3SSEO DURANTE A REALIZA\u00c7\u00c3O DE EXERC\u00cdCIO EM CONDI\u00c7\u00c3O DE INSUFICIENTE DISPONIBILIDADE ENERG\u00c9TICA<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>O objetivo deste estudo \u00e9 investigar se a ingest\u00e3o protegida de prote\u00ednas pode atenuar as consequ\u00eancias metab\u00f3licas \u00f3sseas negativas da realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcio em baixa disponibilidade energ\u00e9tica. Quatorze mulheres saud\u00e1veis, de 18 a 35 anos, fisicamente ativas (que participam de exerc\u00edcio moderado por \u22653 horas\/semana, mas n\u00e3o altamente treinadas ou competitivas em qualquer esporte em particular \u226510 horas\/semana), participar\u00e3o de cinco sess\u00f5es. A primeira sess\u00e3o ser\u00e1 para coletar dados preliminares, a segunda para familiariza\u00e7\u00e3o e tr\u00eas sess\u00f5es de testes experimentais. Durante a primeira sess\u00e3o, ser\u00e1 coletada a taxa metab\u00f3lica de repouso (TMR), dados da composi\u00e7\u00e3o corporal e ser\u00e1 realizado o teste de VO2 m\u00e1ximo para determinar a intensidade dos exerc\u00edcios para as sess\u00f5es experimentais. As participantes ser\u00e3o instru\u00eddas de como elaborar um di\u00e1rio alimentar de tr\u00eas dias e os registros de treinamento. As tr\u00eas sess\u00f5es experimentais de teste ser\u00e3o realizadas em ordem aleat\u00f3ria. Essas sess\u00f5es incluir\u00e3o: 1 &#8211; um teste de controle, no qual os participantes manter\u00e3o o balan\u00e7o energ\u00e9tico (definido como uma ingest\u00e3o de 45 kcal\/kg MLG\/dia); 2 &#8211; um teste de baixa disponibilidade de energia (15 kcal\/kg MLG\/dia; LEA) e um teste de baixa disponibilidade de energia, com ingest\u00e3o proteica protegida (LEA-PROT). Cada estudo experimental durar\u00e1 cinco dias, ou seja, no dia 1, os participantes fornecer\u00e3o uma amostra de sangue em jejum pela manh\u00e3. Em seguida, eles realizar\u00e3o o teste ergom\u00e9trico e as amostras de sangue ser\u00e3o coletadas imediatamente, ap\u00f3s 20 minutos de realiza\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio, ap\u00f3s o t\u00e9rmino do teste ergom\u00e9trico, ap\u00f3s o teste contrarrel\u00f3gio e 1, 2, 3 e 4 horas ap\u00f3s o exerc\u00edcio. Eles seguir\u00e3o com a dieta fornecida pelos pr\u00f3ximos quatro dias (dias 1 a 4). No dia 5, eles retornar\u00e3o ao laborat\u00f3rio e fornecer\u00e3o outra amostra de sangue em jejum pela manh\u00e3 e ser\u00e1 coletada a TMR, antes de repetir o teste ergom\u00e9trico. Durante cada teste os participantes tamb\u00e9m receber\u00e3o um suplemento multivitam\u00ednico e mineral. A baixa disponibilidade de energia ser\u00e1 alcan\u00e7ada apenas atrav\u00e9s da restri\u00e7\u00e3o alimentar, pois foi relatado que a restri\u00e7\u00e3o alimentar tem um impacto mais severo no metabolismo \u00f3sseo do que a baixa disponibilidade energ\u00e9tica obtida atrav\u00e9s do aumento do gasto energ\u00e9tico do exerc\u00edcio. As amostras de sangue ser\u00e3o usadas para avaliar biomarcadores \u00f3sseos (CTX e PINP), marcadores do metabolismo do c\u00e1lcio (PTH, c\u00e1lcio total e c\u00e1lcio ionizado) e n\u00edveis de horm\u00f4nios metab\u00f3licos e reprodutivos (TSH, LH, FSH, IGF-1, testosterona, SHBG e estradiol). A resposta de cada marcador possibilitar\u00e1 investigar se a ingest\u00e3o de prote\u00ednas pode ser eficaz em atenuar as consequ\u00eancias \u00f3sseas negativas da baixa EA.<\/li>\n<li><strong>Discente: RICARDO AUGUSTO SILVA DE SOUZA (DO)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto:<\/strong> EFEITO DO PLACEBO E CAFE\u00cdNA NO DESEMPENHO NO BENCHMARK FRAN EM ATLETAS DE CROSSFIT\u00ae: UM ESTUDO DE PLACEBO BALANCEADO<br \/>\n<strong>Resumo: <\/strong>Introdu\u00e7\u00e3o. O CrossFit\u00ae \u00e9 um treinamento funcional de alta intensidade, consistindo de exerc\u00edcios di\u00e1rios chamados de WOD\u2019s (workout of the day). Atualmente existem poucas evid\u00eancias sobre o uso de suplementa\u00e7\u00e3o alimentar e de estrat\u00e9gias nutricionais no CrossFit\u00ae, com a maioria dos estudos atuais com limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas. Estudos que avaliam interven\u00e7\u00f5es nutricionais e de suplementa\u00e7\u00e3o no CrossFit\u00ae na sua maioria utilizam um desenho duplo-cego e por esse motivo pode existir algumas limita\u00e7\u00f5es. Para diminuir essas limita\u00e7\u00f5es encontradas com os desenhos duplo cego, atualmente sugere-se que em pesquisas sejam utilizados quatro tratamentos, sendo esse desenho de estudo chamado de placebo balanceado. Objetivos. Este estudo tem o objetivo utilizar um design de placebo balanceado para determinar quanto do efeito da suplementa\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna \u00e9 devido aos efeitos do placebo. Metodologia. O presente estudo se caracteriza como sendo um estudo experimental, desenho de placebo balanceado e randomizado. Ser\u00e3o realizadas sete visitas, os tr\u00eas primeiros encontros ser\u00e3o para familiariza\u00e7\u00e3o com o protocolo e para as quatros visitas restantes os participantes realizar\u00e3o o benchmark Fran e ser\u00e1 aplicado duas vezes cafe\u00edna, placebo e controle. Todas as visitas ter\u00e3o um intervalo de no m\u00ednimo 72 horas e o n\u00e3o consumo de cafe\u00edna pelos volunt\u00e1rios nas 24 horas anteriores \u00e0s visitas. Ser\u00e1 realizado um modelo-misto de medidas repetidas para detectar diferen\u00e7as sobre as vari\u00e1veis de desempenho. O n\u00edvel de signific\u00e2ncia assumido ser\u00e1 p&lt;0.05.<\/li>\n<li><strong>Discente: TATHIANE CHRISTINE FRANCO (ME)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Docente: Hamilton Roschel<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>INFLU\u00caNCIA DO TREINAMENTO COMBINADO ASSOCIADO A SUPLEMENTA\u00c7\u00c3O PROTEICA NO COMPRIMENTO DOS TEL\u00d4MEROS DE IDOSOS OBESOS SARCOP\u00caNICOS EM RESTRI\u00c7\u00c3O CAL\u00d3RICA: UM ESTUDO CL\u00cdNICO RANDOMIZADO CONTROLADO<br \/>\n<strong>Projeto: <\/strong>O envelhecimento \u00e9 caracterizado por diversas altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas. Dentre elas, a perda de massa muscular e o aumento de tecido adiposo. Biologicamente, os tel\u00f4meros s\u00e3o considerados marcadores do envelhecimento com correla\u00e7\u00e3o direta entre seu comprimento e longevidade. O comprimento dos tel\u00f4meros (CT) parece diminuir com a idade a cada divis\u00e3o celular. O encurtamento cr\u00edtico dos tel\u00f4meros induz a senesc\u00eancia celular, al\u00e9m de aumentar o risco do desenvolvimento precoce de doen\u00e7as e de mortalidade. O estresse oxidativo e a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica s\u00e3o apontados como os principais mecanismos do encurtamento dos tel\u00f4meros. Nesse sentido, a obesidade foi correlacionada com o aumento da taxa de atrito dos tel\u00f4meros. Da mesma forma, a sarcopenia foi associada \u00e0 tel\u00f4meros de menor comprimento. A sarcopenia e a obesidade compartilham diversos mecanismos fisiopatol\u00f3gicos, assim \u00e9 poss\u00edvel inferir que coexist\u00eancia destas condi\u00e7\u00f5es (i.e. obesidade sarcop\u00eanica) seja capaz de exacerbar o atrito sob os tel\u00f4meros. A restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica \u00e9 uma estrat\u00e9gia comumente utilizada no tratamento da obesidade. Para atenuar os efeitos da perda de massa muscular neste processo, a suplementa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas mostra-se como uma contramedida eficaz e segura. Quando associada a uma interven\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcio f\u00edsico, a restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica mostrou-se mais eficiente para melhorar a funcionalidade de idosos obesos. Para este fim, o treinamento aer\u00f3bio e de for\u00e7a (i.e. treinamento combinado) tem sido amplamente utilizado no tratamento da obesidade em idosos e j\u00e1 demonstrou respostas positivas em rela\u00e7\u00e3o ao comprimento dos tel\u00f4meros. Portanto, o objetivo deste trabalho \u00e9 verificar se 16 semanas de treinamento combinado associado a restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica com suplementa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas \u00e9 capaz de alterar o comprimento dos tel\u00f4meros em idosos obesos sarcop\u00eanicos. Para isto, 90 volunt\u00e1rios com mais de 65 anos ser\u00e3o aleatoriamente divididos em 3 grupos: 1) Suplementa\u00e7\u00e3o de Prote\u00ednas e Restri\u00e7\u00e3o Cal\u00f3rica associados ao Treinamento combinado (n=30); 2) Suplementa\u00e7\u00e3o de Placebo e Restri\u00e7\u00e3o Cal\u00f3rica associados ao Treinamento combinado (n=30); 3) Grupo controle (sem exerc\u00edcio, restri\u00e7\u00e3o e suplementa\u00e7\u00e3o) (n=30). A avalia\u00e7\u00e3o do CT e dos biomarcadores relacionados \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o e ao estresse oxidativo ser\u00e3o realizadas no momento inicial e ap\u00f3s 16 semanas de interven\u00e7\u00e3o. Modelos mistos para medidas repetidas ser\u00e3o empregados para examinar os efeitos da interven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Discente: TAMIRES NUNES OLIVEIRA (DD)<br \/>\n<\/strong><strong>Docente: Bryan Saunders<br \/>\n<\/strong><strong>Projeto: <\/strong>EFEITO DO CONSUMO DE PLACEBO ABERTO NA PERFORMANCE DE CICLISTAS TREINADOS<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> O efeito placebo pode ser um aliado na obten\u00e7\u00e3o de vantagens competitivas, e h\u00e1 evid\u00eancias de que pode ocorrer at\u00e9 mesmo quando os indiv\u00edduos s\u00e3o informados abertamente que est\u00e3o recebendo um medicamento ou suplemento sem princ\u00edpio ativo, sendo esta interven\u00e7\u00e3o denominada placebo aberto. Objetivo: Este estudo pretende avaliar o efeito do placebo aberto na performance de ciclistas treinados em prova contrarrel\u00f3gio de quatro quil\u00f4metros. M\u00e9todos: Ser\u00e3o recrutados 24 ciclistas treinados, de 18 a 40 anos, os participantes realizar\u00e3o prova contrarrel\u00f3gio de 4 quil\u00f4metros em cicloerg\u00f4metro. Em uma das visitas, os participantes receber\u00e3o duas c\u00e1psulas nas cores branco e vermelho, contendo cada uma 100mg de farinha, e ap\u00f3s o per\u00edodo de 15 minutos realizar\u00e3o a prova (condi\u00e7\u00e3o placebo aberto). Na outra sess\u00e3o, n\u00e3o receber\u00e3o nenhum suplemento e ap\u00f3s 15 minutos de espera, realizar\u00e3o o teste (condi\u00e7\u00e3o controle). Ser\u00e1 realizada uma an\u00e1lise de dois fatores de medidas repetidas para detectar diferen\u00e7as nas interven\u00e7\u00f5es (PLAAB e CON) sobre as vari\u00e1veis de desempenho (pot\u00eancia m\u00e9dia). Hipotetizamos que \u00e9 poss\u00edvel obter vantagens competitivas por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de placebo aberto. Sendo assim, a utiliza\u00e7\u00e3o de placebo tornar\u00e1-se aliada \u00e0s<\/li>\n<li><strong>Discente: WAGNER RIBEIRO PEREIRA (DD)<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Orientador: Fabiana Braga Benatti<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto:<\/strong> PAPEL DA ENZIMA ALDE\u00cdDO DESIDROGENASE 2 E DE ALDE\u00cdDOS REATIVOS NAS RESPOSTAS ANAB\u00d3LICAS, ATIVA\u00c7\u00c3O DE C\u00c9LULAS SAT\u00c9LITES E REPARO DE DANO MUSCULAR AP\u00d3S EXERC\u00cdCIO DE FOR\u00c7A: UM ESTUDO COM PORTADORES DA MUTA\u00c7\u00c3O DO GENE ALDH2<br \/>\n<strong>Resumo:<\/strong> Este estudo tem como objetivos: \u00b7 Avaliar o papel da enzima ALDH2 na detoxifica\u00e7\u00e3o de alde\u00eddos reativos, com \u00eanfase no m\u00fasculo esquel\u00e9tico; \u00b7 Avaliar se a redu\u00e7\u00e3o da atividade da enzima ALDH2 est\u00e1 associada com redu\u00e7\u00e3o do conte\u00fado intramuscular de carnosina e aumento da concentra\u00e7\u00e3o de adutos carnosina-alde\u00eddo no m\u00fasculo esquel\u00e9tico e na urina; \u00b7 Avaliar se a redu\u00e7\u00e3o da atividade da enzima ALDH2 est\u00e1 associada com menor fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria mitocondrial no m\u00fasculo esquel\u00e9tico; \u00b7 Avaliar se a redu\u00e7\u00e3o da atividade da enzima ALDH2 est\u00e1 associada com menor ativa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas sat\u00e9lites musculares ap\u00f3s o treino de for\u00e7a; \u00b7 Avaliar se a redu\u00e7\u00e3o da atividade da enzima ALDH2 est\u00e1 associada com menor ativa\u00e7\u00e3o de vias de mecanotransdu\u00e7\u00e3o para hipertrofia muscular (WNT\/\u03b2catenina e AKT\/mTOR); \u00b7 Avaliar se a redu\u00e7\u00e3o da atividade da enzima ALDH2 est\u00e1 associada com pior recupera\u00e7\u00e3o do treino e reparo de microles\u00f5es musculares ap\u00f3s sess\u00e3o de treino de for\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LINHA 1 \u2013 Modelos para an\u00e1lise de les\u00f5es do sistema nervoso Discente: ALDERICO GIR\u00c3O CAMPOS DE BARROS\u00a0 (DO) Docente: Alexandre Foga\u00e7a Cristante Projeto:\u00a0 AVALIA\u00c7\u00c3O DO EFEITO [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":16,"menu_order":90,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-28","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.5 - 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